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A APLICAÇÃO DOS JOGOS EDUCATIVOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E A SUA CONTRIBUIÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA
Ana Laura Cavalcante Teixeira
Eliana Patrícia Martins Borges
Norma Maria Galindo De Sousa
Rosenil Moreira Magalhães
Silvana do Nascimento Magalhães Guia
RESUMO:
O presente artigo trata sobre a aplicação dos jogos educativos na educação infantil e a sua contribuição no processo de ensino e aprendizagem da criança, partindo do pressuposto de que esses recursos pedagógicos contribuem de forma significativa para a aprendizagem e o desenvolvimento dos educandos. Sendo assim temos como objetivo geral demonstrar a importância dos jogos educativos no processo de aprendizagem das crianças. Para isso, realizamos revisão bibliográfica de livros, artigos, monografias, dentre outros. Justificamos a escolha desse tema pela necessidade em desmistificar a ideia de que jogos educativos não são perca de tempo ou simples passatempos, demostrando a importância de ambos na educação infantil no que tange o desenvolvimento integral das crianças. Entendemos que os jogos fazem parte da natureza da criança, e que toda criança saudável se reconhece no brincar, com isso, vale ressaltar a importância da compreensão da criança, o seu envolvimento e interação com os colegas no momento da recriação e da brincadeira, enquanto a criança brinca incorpora valores que resultam na aprendizagem de uma forma prazerosa na qual ela se identifica. Diante desse contexto, pode-se concluir que os jogos educativos assumem um papel fundamental no desenvolvimento das crianças que ao brincar são estimuladas a perceber e explorarem o espaço em que estão inseridas, criando diversas formas de representar o mundo através da imaginação, isso demonstra que o uso desse importante recurso pedagógico facilita a aprendizagem e torna as aulas mais agradáveis, estimulantes, prazerosas e eficazes.
Palavras-chave: Jogos Educativos. Educação Infantil. Aprendizagem. Criança.
INTRODUÇÃO
Diante do contexto atual sobre o processo de ensino e aprendizagem, a educação infantil entende os jogos educativos em seu aspecto livre como uma forma simbólica e funcional para o desenvolvimento de crianças, os jogos fazem parte do universo infantil e é por meio delas que a criança desenvolve suas habilidades, acumula conhecimento, e assim contribuem de forma significativa no processo de aprendizagem de cada criança motivando-as para uma maior socialização e interação escolar, fatores indispensáveis para uma compreensão de mundo e interação social.
Sendo assim, o presente artigo trata de uma reflexão acerca da importância dos jogos para o desenvolvimento integral de crianças na educação infantil, visto que nessa fase as crianças começam a descobrir o mundo e a se autodescobrirem, compartilham informações, trocam experiências vivenciadas no seu dia a dia e caraterizadas na brincadeira, a partir daí ela passa a atribuir significados aos seus movimentos e gestos.
No entanto, é fundamental priorizar os jogos pois a criança desenvolve sua autonomia de forma livre e prazerosa. Os jogos por prazer caracterizam a ação da criança e o próprio ato de brincar é uma linguagem, nele a criança desenvolve atividades sensomotoras, corporais, sonoras, verbais e passa a se autodescobrir, nesse sentido ressaltamos o quanto os jogos são significativos na vida da criança, que se reconhece e desenvolve múltiplas linguagens dentro da brincadeira.
Entretanto, vale ressaltar que o mais importante é que a criança compreenda, que seja desenvolvido o seu envolvimento e interação com os colegas no momento da recriação e do jogo, o que com muita clareza facilitará o papel do professor durante a transmissão do conhecimento e aprendizagem das mesmas. Dessa forma o jogo aliado às brincadeiras tem sido utilizado há vários anos nas escolas, primeiramente como método de preparação para vida e aos poucos se tornaram marcas da infância, desde os primeiros anos de nossas vidas somos estimulados a vivenciarmos essa interação com o mundo a nossa volta, de forma que a utilização de métodos mais eficazes pudesse favorecer essa interação com o mundo a nossa volta.
Sendo assim, pode-se ressaltar que as crianças estão sempre buscando entender parte da grande diversidade a sua volta, e os jogos e o ato do brincar tornam-se ferramentas essenciais para essa interação com o meio em que estão inseridas.
Diante disso, existe uma grande diversidade de jogos das mais variadas formas e que podem estimular o cérebro, o corpo e a interação da criança com o meio social, o brinquedo de cunho educativo se torna um excelente agente capaz de transmitir e desenvolver variados métodos de conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento das crianças em seus aspectos: físico, cognitivo, sensorial, motor, cultural e social.
Nessa perspectiva foi desenvolvido trabalho com o título “a aplicação dos jogos educativos na educação infantil e a sua contribuição no processo de ensino e aprendizagem da criança” abordando a importância em utilizar os jogos educativos como recurso pedagógico na educação infantil, tendo como problema: de que forma os jogos educativos podem contribuir no processo de aprendizagem da criança na Educação Infantil? Tornando o ambiente mais lúdico, desenvolvendo os jogos educativos dentro e fora do ambiente escolar, visto que a criança aprende brincando, por isso o ambiente precisa ser pensado de acordo com as especificidades das crianças, deve ser acolhedor, atraente, prazeroso e agradável, assim como a escolha dos jogos, a maneira como estes serão apresentados as crianças, e não podemos esquecer do cuidado na escolha dos brinquedos, pois é de suma importância que estes sejam adequados e atendam as especificidades de cada criança.
Sendo assim definimos como objetivo geral: refletir acerca da importância dos jogos educativos para o desenvolvimento integral de crianças na educação infantil. Especificamente, procurou-se refletir sobre a importância do uso de jogos como recurso pedagógico na educação infantil e suas contribuições para o desenvolvimento de crianças, ampliar as possibilidades de comunicação e socialização infantil através de jogos e brincadeiras e estimular as linguagens múltiplas, sejam elas corporal, oral e escrita, demonstrando que é possível promover uma aprendizagem significativa através do lúdico, nesse caso, da utilização de jogos educativos no processo de aprendizagem. Nesse contexto pode-se finalizar que os jogos educativos têm um papel específico na vida das crianças, tornando-se imprescindível para o processo de construção do conhecimento e na realidade compreendida por elas, a escola é um ambiente indispensável para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. A escola deve assumir uma função de caráter indispensável na construção desse conhecimento, por ser a entidade especializada para essa finalidade. Pois a utilização de jogos educativos na primeira infância é um convite especial para o estímulo desse aprendizado, a escola por sua vez deve identificar quais os aspectos que favorecem mais a aprendizagem das crianças.
AS CONTRIBUIÇÕES DOS JOGOS EDUCATIVOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Os jogos educativos na educação infantil têm se tornado cada vez mais fundamental para aprendizagem de crianças e fomentam uma prática significativa dando maior qualidade durante o desenvolvimento de crianças, promovendo o desenvolvimento de várias habilidades e competências. Dessa maneira os jogos fazem parte do cotidiano infantil de crianças, isso possibilita a interação da criança com o mundo ao seu redor desde os primeiros anos de vida através da imaginação e as interações existentes nas práticas de seu cotidiano.
Sendo assim pode-se dizer que as atividades lúdicas devem fazer parte da vida de toda criança e é um período de grande aprendizado, além de influenciar por toda a vida. Pois a educação lúdica e sua diversidade, repleta de jogos e brincadeiras influencia na formação do caráter e no desenvolvimento das mesmas, interferem diretamente no processo de formação da personalidade e do intelecto de cada criança. Diante desse fator através do jogo a criança emprega e manifesta as mais variadas emoções, durante sua interação com os demais, desenvolvendo assim suas habilidades motoras e psíquicas, além de construir sua moral. A criança se desenvolve e aprende em outros ambientes e em outras circunstâncias que não envolvam unicamente o ambiente escolar. Há fatores alheios, além da escola que também podem influenciar no processo de desenvolvimento da criança, sendo esses, adultos, brinquedos, brincadeiras e jogos, entre outras experiências vivenciadas em seu cotidiano.
Entretanto, a contribuição dos jogos, no campo do desenvolvimento infantil, ocorre em diversas áreas, sendo assim ao se relacionar com o outro, a criança aprende a respeitar as regras que são inicialmente impostas e com situações que nem sempre lhe são favoráveis. Ao longo de seu desenvolvimento, essas regras, gradualmente, ganham significado e sentido, provando sua relevância ao tempo em que se mostram necessárias para a organização das mais variadas relações.
Desse contexto conclui-se que os jogos são uma forma privilegiada de interação com os outros sujeitos, sejam estes adultos ou crianças, objetos e com a natureza à sua volta. Pois a criança se apropria gradativamente das práticas sociais e daquelas existentes ao grupo em que pertencem. Assim sendo, compreende-se que os jogos possibilitam experiências de cunho cultural e de interação como meio em que a criança está inserida, fator indispensável para a construção da identidade do sujeito, auxiliando em seu desenvolvimento cognitivo e afetivo.
BREVE CONCEITO DE JOGOS EDUCATIVOS
Jogos educacionais são jogos elaborados especificamente para ensinar as pessoas sobre um determinado assunto, expandir conceitos, reforçar desenvolvimento e entendimento sobre um evento histórico ou cultural. Em resumo, são jogos que têm como objetivo passar algum fundamento ético ou valores de vida. Podem se apresentar de formas variadas, e, dependendo de seu contexto principal, podem ser utilizados até por professores nas escolas.
Os brinquedos e jogos são utilizados para gerar diversão à criança e/ou aos adultos. Contudo, atualmente muitos jogos são levados à sala de aula para que, a partir dele, o professor torne possível a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades requeridas durante as aulas. Quando o jogo ou objeto lúdico é inserido na aula, deixa de fazer parte de uma brincadeira e passa a ser um material pedagógico. De acordo com Kishimoto (1998), essas estratégias metodológicas podem exercer ambas as funções. Os jogos educacionais facilitam e estimulam a aprendizagem através da interação, desenvolvendo capacidades cognitivas e a coordenação motora.
A escola é um local em que a criança ou adolescente deve adquirir conhecimentos e habilidades. Muitas vezes a atividade lúdica na escola é desvalorizada pelos professores e pelos pais.
Jogos educativos estimulam e favorecem o aprendizado dos discentes e o processo de socialização, além de contribuir para a formação de sua personalidade. Para isso, os jogos educativos mobilizam esquemas mentais, estimulam o pensamento, a ordenação de tempo e de espaço. Eles também favorecem a aquisição de condutas cognitivas e desenvolvimento de habilidades como coordenação, destreza, rapidez, força e concentração.
O surgimento do jogo educativo se deu no Renascimento, os jogos de todos os tipos que na era medieval eram abominados ressurgem se incorporando novamente no cotidiano das pessoas e também como um material pedagógico no ensino. Atualmente os jogos na educação são classificados de acordo com duas funções. A primeira é a lúdica que fornece prazer e diversão, a segunda é a educativa o jogo pode auxiliar ou promover a aquisição de saberes. É importante que na aplicação de jogos haja a mediação do professor para que a função lúdica não se sobreponha a função educativa, deve haver um equilíbrio entre essas duas funções gerando maior interesse nos alunos.
A palavra jogo é originária do latim: iocus, iocare e significa brinquedo, divertimento, passatempo sujeito a regras, entre outros.
De acordo com Leal (2005), o jogo é uma atividade lúdica em que crianças e/ou adultos participam de uma situação de engajamento social num tempo e espaços determinados, como características próprias delimitadas pelas próprias regras de participação na situação “imaginária”.
A maior parte dos jogos educativos é voltada para o público infantil. Existem dois grupos principais de jogos infantis: os de enredo e os de regras. Os jogos de enredo também são chamados de jogo imaginativo, de faz-de-conta, de papéis, simbólico ou sócio-dramático. Os jogos de regras visam promover o desenvolvimento cognitivo e afetivo-social do jogador. Neles, as crianças se imaginam nos papéis dos adultos, representando a realidade que vivem, ou que gostariam de vivenciar.
Um bom exemplo de jogo de regras é o xadrez. Nele, a situação imaginária está subentendida e as normas orientam a brincadeira. Os participantes ficam atentos a finalidade do jogo e no atendimento aos códigos por eles compartilhados.
Podemos aproveitar algum momento de alguma aula para fazer com que o aluno memorize de forma descontraída o conteúdo dado. Não perdendo o senso de que a criança precisa brincar, os educadores poderão intervir durante a brincadeira para facilitar o aprendizado e sempre estabelecendo uma relação com o que foi estudado até então.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme estudo realizado sobre o tema foi possível a constatação que os jogos educativos influenciam de forma significativa no processo de aprendizagem e desenvolvimento, pois essas atividades proporcionam uma aprendizagem significativa para a criança na educação infantil. Diante desse contexto ficou evidente à importância do uso de jogo no processo de aprendizagem da criança, sendo reconhecido com um excelente recurso didático e como um elemento facilitador desse processo na ação do educador em sala de aula, tornando assim a aprendizagem prazerosa e envolvente.
Sendo assim é fundamental que educador utilize desses recursos como proposta pedagógica em sala de aula. Pois através de estudo que compreendemos que o jogo é uma ferramenta importante para o desenvolvimento integral do ser humano nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo.
Diante do exposto, espera-se que esse estudo contribua para a prática pedagógica do educando da educação infantil e para que esses profissionais ampliem sua consciência da importância do jogo para o desenvolvimento e aprendizagem da criança.
REFERÊNCIAS
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Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998b. v.2.
________, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes
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GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6 Ed. 2. Reimpr. São Paulo: Atlas, 2009.
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COMO LIDAR COM ALUNOS COM TDAH NA ESCOLA
Andréa Bezerra Ferreira¹
Dayane Ferreira Amaral Côrtes ²
Maria José Nunes Mota Gomes³
Rebeca Sara Serra Costa Nascimento 4
Taysa Delarcos de Oliveira
RESUMO:
O presente artigo tem objetivo de apresentar o transtorno de aprendizagem TDAH (Transtorno de déficit de atenção e Hiperatividade) fazendo alguns apontamentos a respeito da educação especial no Brasil e seu histórico, bem como esclarecer questões recorrentes a respeito do mesmo e mostrar como deve ser a atuação do profissional de pedagogia para saber lidar com crianças que possuam tal transtorno.
PALAVRAS-CHAVE: Educação. Transtorno. Pedagogo.
1 - INTRODUÇÃO
Na escola, muitos são os motivos que tem deixado professores e gestores preocupados e entre eles pode-se destacar principalmente a dificuldade de aprendizagem dos alunos ocasionada por diversos fatores externos ou internos. Os transtornos de aprendizagem têm lançado um grande desafio aos educadores de uma forma geral, o de saber lidar com os alunos portadores de transtornos e ainda cuidar e ensina toda a turma para que a aprendizagem possa ser significativa para todos de maneira geral e sem distinções, visto que todos os alunos tem o direito de estar incluídos em turmas regulares de ensino nos horários normais de aula. Embora todos os alunos devam estar na mesma sala de aula, o pedagogo precisa preparar uma aula diferenciada com atividades diferenciadas, para que o aluno que possua algum transtorno de aprendizagem aprenda o conteúdo, mas na sua forma de aprender, em seu próprio ritmo. O desafio colocado em questão é: Será que os pedagogos estão preparados para lidar com todos os transtornos e dificuldades de aprendizagem que aparecem na sala de aula? Será que a graduação preparou o pedagogo para isso? pois é sabido que existe uma diversidade muito grande de transtornos, cada um tem sua peculiaridade distinta e os alunos também possuem diversas maneiras de aprender, mesmo possuindo o mesmo transtorno deve-se levar em conta diversos fatores como: O grupo social em que o aluno está inserido, a condição financeira, a personalidade do aluno, entre outros.
2 – Breve histórico da educação especial
Para compreender melhor o conceito de educação especial é necessário fazer um estudo sobre sua historicidade. Na antiguidade logo após o nascimento de uma criança, se fosse constatado nela algum tipo de anormalidade a mesma era excluída da comunidade, às vezes era sacrificada em rituais de comunidades indígenas, outras vezes abandonada à própria sorte em florestas e montanhas, ou jogadas de penhascos em civilizações como Grécia e Esparta, pois eles tinham um padrão de beleza muito rigoroso e tudo aquilo que não se encaixasse em seu padrão era excluído de uma forma ou de outra. No Egito, por exemplo, as crianças que nasciam com algum tipo de deficiência eram mortas e enterradas, pois eles acreditavam que futuramente elas reencarnariam com aspectos de perfeição, para eles aquelas crianças eram sinal de maldição e caso não fossem sacrificadas a comunidade sofreria uma peste ou castigo dos deuses.
Comunidades religiosas como o protestantismo afirmava, que pessoas com deficiência, estavam penando pelos pecados dos seus pais ou até mesmo pagando por pecados cometidos em vidas passadas, por isso eram vistos como seres possuídos pelo mal e tentavam por inúmeras vezes exorcizá-los.
Ao longo do tempo a educação especial passou por muitas transformações visto que até ela ser reconhecida e instituída dentro das escolas regulares foi necessário um longo período e muitas lutas de educadores, pais, teóricos, entre outros.
O primeiro registro de alguém tentando ensinar uma pessoa com necessidades especiais foi o médico francês Jean Itard com a criança Victor de Aveyron, conhecido como menino selvagem ou garoto lobo que foi achado na França em 1800 quando ainda era criança, o menino tinha uma idade aproximada de 10 a 12 anos. Jean Marques Gaspard Itard se tornou o tutor de Victor, ele foi um garoto aparentemente abandonado na floresta ou sofreu tentativa de homicídio quando era muito novo, pois foram encontradas cicatrizes profundas em seu pescoço, sendo ele criado pelos animais e apesar de andar ereto tinha muitos hábitos selvagens. Certo dia Victor se aproximou da cidade e os moradores o capturaram e o conduziram à delegacia e em seguida ao orfanato, Itard então resolveu adota-lo e criá-lo para colocar em prática sua teoria de que com estímulo qualquer pessoa tinha capacidade de aprender, Vitor aprendeu muitas coisas sim, começou a fazer suas necessidades no lugar certo, aprendeu a vestir roupas e a se comunicar, ao longo de sua vida Victor aprendeu algumas palavras porém ele tinha um vocabulário bem reduzido ele não aprendeu a falar todas as palavras normalmente o que fez com que o seu tutor acreditasse que ele fosse surdo portanto ele não teria a capacidade de aprender uma vez que ele não ouvira. A primeira palavra que Victor falou foi "leite" visto que ele gostava muito da bebida então logo ele aprendeu a pedir por ela e a ganhava como incentivo toda vez que passasse por sessões de estudo como uma recompensa. Victor morreu quando tinha por volta de 40 anos de idade e acredita-se também que, pelo fato dos estímulos começarem depois que Victor já tinha mais de 10 anos ele não tenha aprendido mais coisas, pois ao longo do tempo outras crianças selvagens também foram encontradas, mas todas tiveram suas capacidades de aprendizagem reduzidas por causa da idade, por isso médicos e profissionais de outras áreas sempre falam da importância do estímulo quanto mais cedo melhor.
No Brasil até o século XIX crianças com deficiência eram abandonadas na porta de centros religiosos, praças e ruas, o que provocou a criação de instituições assistencialistas para acolher essas crianças. O pioneiro em atendimento especial no Brasil foi o hospital Juliano Moreira localizado em Salvador - BA em 1874 e em 1903 foi criado o pavilhão Bourneville para crianças especiais.
Devido a um longo tempo de exclusão de crianças com necessidades especiais do meio social, assim que foi garantido o direito de todos estudarem os profissionais de educação levaram algum tempo para saber lidar com todas essas mudanças, um aluno que não conseguia aprender o conteúdo ensinado pelo professor era taxado de burro ou incapaz, ficava reprovado ao final do ano, e assim sucessivas vezes, pois nada mudava na metodologia do professor e nem na forma do aluno ser tratado, isso acabava ocasionando desistência do aluno, pois ele percebia que seria reprovado ou os próprios pais o tiravam da escola, pois argumentavam que a escola não estava servindo de nada para o aluno, essas crianças eram colocadas pra fazer trabalho braçal e assim ficavam por toda sua vida, eles mesmos passavam a acreditar que seriam incapazes de aprender.
A constituição de 1988 em seu artigo 205 garante que a educação é direito de todos.
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
A constituição ainda garante o direito aos educandos com necessidades especiais nas redes regulares de ensino.
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;
A lei de diretrizes e bases da educação (LDB 9394/96) também garante este direito em seu artigo 58.
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.
2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.
(Revogado)
3º A oferta de educação especial, nos termos do caput deste artigo, tem início na educação infantil e estende-se ao longo da vida, observados o inciso III do art. 4º e o parágrafo único do art. 60 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018)
Existem diversos tipos de dificuldades de aprendizagem, cada uma com sua especificidade o professor deve estar muito atento a cada um de seus alunos em sala de aula.
Sei que o modo usual é ver as dificuldades com sentido de queixa, de defasagem ou de lacunas que se não forem superadas, implicarão prejuízos para a criança que tem tais dificuldades. Dificuldade de aprendizagem, às vezes, significa tristeza, desesperança dos pais que gostariam que seus filhos tivessem um ritmo comparável ao da média da classe ou à suas próprias referências. Ou seja, dificuldade remete-nos a um critério externo, conhecido um desejável para um outro. (MACEDO. P 94)
Em seguida será abordada uma dificuldade de aprendizagem específica e que tem acometido uma grande parcela de estudantes em todo mundo, na verdade o termo mais correto de se utilizar é, que essa DA está sendo descoberta e tratada, pois ela já existe desde tempos remotos, mas somente nos dias atuais e em pouco tempo atrás é que vendo sendo estudada e tratada com veracidade.
3 – O TDAH
Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade pode vir COMBINADO ou não, isso significa que a pessoa que recebe o laudo pode tem somente déficit de atenção, sem ser hiperativa, ou pode ter déficit de atenção e hiperatividade juntos, daí vem termo muito utilizado em laudos médicos “Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – COMBINADO. Se caracteriza como um transtorno que faz com que a criança fique agitada, seja impulsiva, seja desorganizada e tenha dificuldade pra finalizar ou iniciar uma tarefa, seja simples ou complicada, pois facilmente se distraem. O que faz muitas pessoas acreditarem que isso seja falta de educação ou má criação dos pais, outras pessoas afirmam que a causa do transtorno pode ser cultural, social ou psicológica o que acaba fazendo com que a criança receba muitas críticas e acabe criando um bloqueio para aprender e lidar com relações sociais, porém existem diversas pesquisas em âmbito internacional que desmitificam a causa do TDAH como externa.
Através de mapeamentos cerebrais pode-se notar que pessoas com o transtorno em questão possuem um certo comprometimento na região frontal do cérebro, região onde os comandos do comportamento são emitidos. O lobo frontal tem grande importância na concepção do pensamento abstrato, na criatividade, na prática do desenvolvimento em relações sociais e também no controle das emoções, diante desta afirmativa é fácil perceber o motivo do comportamento das pessoas com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. A causa do transtorno ainda é incerta, mas existem estudos que supõem que seja genética, ou seja, um dos pais provavelmente possui também, porém não foi descoberto quando criança, o que dá para perceber facilmente em uma conversa com os pais qual deles possui TDAH.
Na escola a criança não consegue compreender corretamente os conteúdos o que faz com que o professor seja de suma importância na intermediação desse conhecimento e muitas vezes isso gera uma sobrecarga ao profissional de educação, pois muitos trabalham em condições difíceis, com turmas superlotadas, pouca remuneração e sem formação acadêmica para lidar com tal situação, sendo necessário um técnico de apoio educacional em sala de aula para auxiliar o professor.
... vamos ter que estudar o que antes estávamos dispensados de estudar, vamos ter que aprender técnicas nas quais antes não precisávamos pensar, vamos ter de aprender a ver mais devagar quando estávamos acostumados a ver em uma certa velocidade, vamos ter de aprender a ouvir sem audição, a acompanhar em um ritmo mais rápido quando estávamos acostumados a um ritmo mais lento. Vamos ter de rever nossas expectativas como professores, as nossas formas de avaliar, de aprovar, de reprovar. Vamos ter de melhorar a nossa condição de trabalho. (MACEDO, 2005, p.28)
Deste modo, essa nova situação exige que o professor saia da sua zona de conforto e se confronte com o estudante que tem direito de estudar como todos os demais, direito esse garantido pela constituição federal do Brasil.
O trabalho com uma criança que possui TDAH deve ser feito por vários profissionais dentre eles profissional de psicopedagogia, pedagogo, psicólogo, entre outros. Para que a criança não seja privada de se desenvolver corretamente. O transtorno não tem cura porem tem tratamento o que é recomendável que seja feito desde muito cedo assim quando o diagnóstico for feito para que a criança não venha a ter dificuldades na sua vida como adolescente ou até mesmo como adulto, sendo visto que o TDAH quando não é tratado durante a infância acarreta em muitas dificuldades na vida adulta entre elas: Falta de atenção no trabalho, falta de organização com os compromissos, dependência de drogas entre outros.
Nas séries iniciais do ensino fundamental ou até mesmo na educação infantil, é possível um professor identificar algumas das dificuldades de aprendizagem que os alunos possuem. É na escola que o professor em convívio com seus alunos consegue observar no que ele precisa melhorar e em que está tendo dificuldades. Os pais ou responsáveis legais são muito importantes também nesse processo, pois devem observar seus filhos com cuidado e atenção.
Uma das principais causas de dificuldade de aprendizagem que os pais e os professores podem identificar é o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Sintomas:
-Falta de concentração;
-Comportamento agressivo;
-Apesar de não apresentarem dificuldades específicas com leitura,
escrita e matemática, a falta de atenção atrapalha a aprendizagem.
-Ficam se movimentando o tempo inteiro, não conseguem ficar muito
tempo atentas a alguma coisa e nem conseguem ficar sentadas.
-Muitas vezes agem impulsivamente, sem pensar.
O professor ao observar que o aluno tem esses sintomas deve orientar a família a procurar profissionais que o avaliarão melhor e possam fazer o diagnóstico clínico, diagnóstico esse que é feito por uma equipe multiprofissional formada por: Psicopedagogos, neuropediatras, neurologistas, fonoaudiólogos e psicólogos. Essa equipe multidisciplinar vai procurar formas para trabalhar com esses alunos que atendam à sua dificuldade, buscando assim, fazer com que o aluno possa aprender o conteúdo escolar.
Um professor bem preparado, que se preocupa com o aprendizado do aluno, deve estar sempre aberto a adaptar-se às necessidades do mesmo, a criar formas de fazer com que ele se aproprie do conhecimento e crie gosto por ele, fazer com que o aluno queira buscar cada vez mais uma forma de sanar suas dúvidas. Para LUCKESI (2006) o aprendizado deve se sobrepor às notas, ou seja, mesmo que o aluno não tenha absorvido todo o conteúdo, o professor deve analisar se ele conseguiu absorver alguma parte dele.
4 - CONCLUSÃO
Atualmente muita coisa tem mudado, existem várias causas para as dificuldades de aprendizagem, que vão desde a metodologia do professor até problemas psicológicos, familiares e patológicos, hoje o aluno tem vez e voz, os professores estão se capacitando e se conscientizando cada vez mais, a escola está deixando de ser um ambiente de rótulos e exclusões e está passando a ser um ambiente acolhedor e inclusivo.
5 – REFERÊNCIAS
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Freire. Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa / Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1997. 147p.
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MACEDO. Lino. Ensaios pedagógicos: Como construir uma escola para todos? / Porto Alegre: Artmed editora. 2005. 167p.
PASCOAL, Raissa. Trabalho com projeto para criar atividades significativas para os alunos. Nova Escola. 31 de julho de 2017. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/4938/trabalho-com-projeto-uma-alternativa-para-criar-atividades-significativas-para-os-alunos Acesso em: 26 de Abril de 2019
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O LÚDICO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
Keilla Cristina da Silva Santos
Fernanda Aparecida Alves da Silva
Vilma Souza Alves
Patrícia Cavalcante Gama
RESUMO
Este trabalho visa refletir a importância da Ludicidade no processo de aprendizagem, os dados coletados foram a partir de autores, pesquisas online e bibliográficas. Tendo como referencial teórico autores que falam sobre o lúdico na prática pedagógica através das brincadeiras, brinquedos e jogos na alfabetização das criança, os jogos ensinam através das regras, e possibilita a exploração do ambiente a sua volta tornando prazeroso e também significativo e assim, agregando mais o conhecimento de cada criança, e o professor como mediador organize atividades planejadas e estabeleçam objetivos a serem alcançados, com conteúdo diferenciados que possa despertar o interesse de cada crianças, para que ocorra aprendizagem significativa e não somente uma forma de diversão da criança, e cada vez mais estudar as necessidades que existem dentro do âmbito escolar para a implantação da cultura lúdica, e seus benefícios em uma escola tradicional, procurando sempre estar atualizado nas novas práticas pedagógicas favorecendo o desenvolvimento e aprendizagem.
PALAVRAS–CHAVE: Educação. Ludicidade. Desenvolvimento. Infância.
1 – INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como objetivo analisar a ludicidade para o processo de ensino e aprendizagem.
As atividades lúdicas contribuem para uma aprendizagem que cada criança interaja com colegas e professores, e possibilita a criatividade, a interação social e assim, obtendo um crescimento sadio através convívio em grupo desenvolvendo o seu potencial, porque cada criança é um ser único em seus anseios e experiencias.
Considerando que a criança é um ser lúdico e que brinca para interagir com o meio em que vive. O lúdico na educação Infantil e Ensino Fundamental é muito importante, porque promove uma grande quantidade de atividades diferenciadas para o processo de aprendizagem de cada criança, onde é possível por meio da brincadeira beneficiar o educando, em suas atividades diárias mais complexas em sala de aula.
Sendo que a brincadeira não é somente uma passa tempo, mas sim formas de despertar a autoconfiança, desenvolvimento psicomotor é através do brincar que a criança aprende regras e limites no qual usara respeitosamente no seu dia a dia., considerando que a ludicidade é um caminho para construção que contribui em meio ao conhecimento da criança, com as brincadeiras, brinquedos e jogos.
Através do brincar a criança constrói o seu universo, seu mundo imaginário, e possibilita o seu desenvolvimento, como os jogos e brincadeiras tradicionais de uma maneira geral são importantes instrumentos para desenvolver a simbolização, criatividade e a representação do real, constituindo-se maiores condições de desenvolver uma aprendizagem.
2- DESENVOLVIMENTO
Lúdico vem da palavra latina «ludus» que tem significado «jogo». Desde a Grécia antiga existem relatos de Platão que diziam que durante os primeiros anos de vida, a criança deveria ocupar seu tempo com jogos, dessa forma os jogos e brincadeiras no contexto da Grécia antiga onde era bastante valorizado e estimado.
No século XVI já se falavam da importância do lúdico no processo de aprendizagem das criança, também pesquisadores da área da educação trabalhavam em cima dessa temática, nos Estados Unidos Dewey considerava que o jogo poderia ser atrelado à vida, tornando-se seu habitat natural, onde ela aprender a viver, e para o pensador Piaget ele também ressaltava o quão valiosos os jogos e brincadeiras são para o processo de desenvolvimento intelectual de cada criança, pois eles vão muito além de uma forma de entretenimento infantil ou uma forma de distração para crianças .
Já século XVII, a criança era considerada um adulto, ou seja, nas classes menos privilegiadas, as crianças trabalhavam no campo, vendiam nos mercados, elas levavam suas vidas sem poder brincar e desfrutar da sua infância, mas com o passar do tempo foram surgindo leis para combater os maus tratos as crianças.
Por isso deve-se atentar para a enorme importância do lúdico dentro do âmbito da saúde mental da criança e do ser humano em si, considerando a relevância dos pais se atentarem para tal e os educadores também, pois é onde a criança pode expressar-se livremente da maneira como ela entende o mundo, sente o mundo e as pessoas, e os objetos também.
Kishimoto (1994) traz considerações importantes sobre os brinquedos e o ato de brincar no processo de desenvolvimento infantil: “Partindo do pressuposto de que, manipulando e brincando com matérias como bola, cubo de cilindro, montando e desmontando cubos, a criança estabelece relação matemática e adquire noções primarias e físicas e metafisica. Aliando a utilização de matérias educativos que domina, aos dons, aos cantos e as ocupações manuais (recortes, colagem, tecelagem, dobradura, etc.), o autor das atuais caixas de construção elabora uma proposta curricular para a pré-escola que contem em seu bojo a relevância do brinquedo” (KISHIMOTO, 1994, p 12)
As atividades lúdicas elas podem desenvolver em cada criança a sua atenção, imaginação e a memorização, pois muitos desses aspectos que estão em andamento no momento em que a criança está na pré-escola. Os jogos e as brincadeiras passaram a ser investigados, a partir do momento em que os pesquisadores consideraram a ação lúdica como um método de metacomunicação, assim, possibilitando a criança compreender a linguagem e o pensamento do outro.
A brincadeira torna se importante no desenvolvimento da criança de maneira que vão surgindo gradativamente desde os mais funcionais até os de regras, pois a fase infantil que compreende a idade de 0 a 6 anos é um período que as crianças estão em pleno desenvolvimento motor é nesse momento que suas capacidades de aprendizagem devem ser exploradas, para que o aluno tenha contato com os passos importantes para o desenvolvimento enquanto cidadão e ser humano.
Piaget (1978) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Ele afirma que,
O jogo e o brincar, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, proporciona uma assimilação do real à atividade própria, fornecendo a este seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça as crianças um material conveniente, a fim de que, jogando e brincando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores a inteligência infantil. (PIAGET 1976, p.160).
Vale ressaltar que existem várias definições sobre os jogos, como os jogos cooperativos que são atividades ou dinâmicas realizadas em grupo para ter a superação de limites coletivo; também os jogos motores que exigem movimentos corporais variáveis por parte de cada participante como equilíbrio e lateralidade; os jogos populares tradicionais que são desenvolvido em ruas, quintais, pátios escolares; e também os jogos psicomotores que é a ciência que tem por objetivo o estudo do homem através do seu corpo em movimento, com suas possibilidades de perceber e atuar e agir com o outro.
A ação pedagógica integra dois paradigmas: o cuidar e o educar indicam também uma aproximação entre dimensões educacionais e sociais e propõe outro método, que possa possibilitar a aprendizagem de maneira lúdica que é o brincar na infância, a criança pequena aprende, se integra e se socializa com todos aqueles que estão ao seu redor.
Neste ambiente educacional onde a brincadeira é de caráter estimativo, ela é também responsável pelo desenvolvimento da criança, o que se caracteriza em atividades próprias e exercitando seus sentidos, envolvendo todo o seu corpo com movimentos que se transformam em aprendizagem. A criança pode sentir, ouvir, tocar, degustar e vocalizar-se, por meio da brincadeira.
A sua autoconfiança e competência, vai se aperfeiçoando de acordo com sua capacidade de expressão, porque nos dias atuais, em meias mudanças educacionais, os educadores acabam exercendo várias funções, sociais, psicológicas e muito mais para que possam desenvolver as habilidades e a confiança necessária de cada criança, e assim desempenhar atividades e obter grande sucesso no processo de aprendizagem.
Segundo Oliveira (2000) o brincar não significa apenas recrear, é muito mais, caracterizando-se como uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento acontece através de trocas recíprocas que se estabelecem durante toda sua vida. Assim, através do brincar a criança pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação, ainda propiciando à criança o desenvolvimento de áreas da personalidade como afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade.
No contexto da socialização, a escola é um instrumento de interação entre o aluno e os professores, é onde está relacionada ao desenvolvimento de habilidades sociais que facilitam a interação posterior da criança.
A brincadeira é uma forma de divertimento, típico da infância, algo natural da criança, onde não há comprometimento, planejamento envolvendo assim momentos de prazer para a criança.
É a etapa que mais necessita de um olhar próximo, cuidadoso, amoroso, por esse o período de grande desenvolvimento da personalidade infantil. As brincadeiras espontâneas e os jogos que as crianças desenvolvem, manifestam como elas estão apreendendo a realidade com a qual convivem. Não existem maneiras de isolar o brincar ou jogar da criança, a ludicidade está sendo estudada como um processo essencial no desenvolvimento humano.
O educador das Instituições Infantis poderá transformá-las em um espaço adequado, seguro, estimulante e atraente para cada criança, levando em conta o desenvolvimento nesta fase escolar: as capacidades de ordem física possibilitando o conhecimento das potencialidades corporais, ao uso do corpo na expressão das emoções e autoconhecimento, capacidades de ordem cognitiva com recursos para pensar, o uso de formas de representação, comunicação e resolução de problemas; as capacidades de ordem afetiva associadas à construção da autoestima, à convivência social, diferenças individuais, a compreensão de si e dos outros.
O brincar não é somente um instrumento didático para o aprendizado, mas cria várias áreas no desenvolvimento infantil como: a motricidade, a criatividade, a sociabilidade, o raciocínio e a inteligência.
Ao brincar, a criança assume papéis e aceita as regras próprias da brincadeira, executando, imaginariamente, tarefas para as quais ainda não está apta ou não sente como agradáveis na realidade. Lev Vygotsky
As brincadeiras tradicionais como amarelinha, passa anel, morto-vivo, esconde-esconde, pular corda, bola de gude, pular elástico, dentre muitas outras são de grande importância para o desenvolvimento e aprendizagem de cada criança, pois em cada uma dessas brincadeiras desperta a coordenação motora, psicológica e a capacidade de compreender e de relacionar as informações.
Segundo Friedmann (1995), o jogo tradicional é um patrimônio lúdico que é importante para o desenvolvimento das capacidades físicas, cognitivas, socias, afetivas e linguísticas.
Os jogos de exercícios sensório motor; é uma atividade natural do ser humano sendo exercícios que consiste em repetições dos gestos e movimentos como agitar os braços, emitir sons, sacudir objetos, caminhar, correr, etc.
os jogos simbólicos, também chamados brincadeira simbólica ou faz-de-conta, que são usuais entre 2 a 6 anos que consiste em satisfazer o eu por meio de uma transformação do real esse é um jogo em que a criança assimila, sendo uma maneira de se expressar são jogos através dos quais a criança expressa capacidade de representar dramaticamente, nesse brincar a criança age em um mundo imaginário, regido por regras semelhantes ao mundo adulto real, sendo a submissão às regras de comportamento e normas sociais a razão do prazer que ela experimenta no brincar.
E também os jogos de regras que são desenvolvidos a partir dos 5 anos, porém se desenvolve na fase dos 7 e 12 anos que são classificados como jogos de exercícios sensório motor, como o futebol, xadrez sendo jogos que existem regras a serem obedecidas
Através do faz-de-conta a criança pode desenvolver várias linguagens, usando a sua imaginação, quando a criança entra no faz de conta, ela pode estar desenvolvendo uma nova fase de sua capacidade de lidar com a realidade, o pensamento evolui a partir das suas ações, e vai cada vez mais enriquecendo sua identidade, porque podem experimentar outras variáveis possibilidade para seu desenvolvimento.
Atualmente, as crianças já recebem seus brinquedos prontos, que não requerem montagem, simplificando a rotina dos pais e professores, e com isso a criança fica distante do lúdico, onde o necessário para essas crianças seria estudar, aprender, adquirir novos conhecimentos de acordo com os adultos.
Vygotsky (1998), um dos representantes mais importantes da psicologia histórico-cultural, partiu do princípio que o sujeito se constitui nas relações com os outros, por meio de atividades caracteristicamente humanas, que são mediadas por ferramentas técnicas e semióticas. Nesta perspectiva, a brincadeira infantil assume uma posição privilegiada para a análise do processo de constituição do sujeito, rompendo com a visão tradicional de que ela é uma atividade natural de satisfação de instintos infantis. Ainda, o autor refere-se à brincadeira como uma maneira de expressão e apropriação do mundo das relações, das atividades e dos papéis dos adultos. A capacidade para imaginar, fazer planos, apropriar-se de novos conhecimentos surge, nas crianças, através do brincar. A criança por intermédio da brincadeira, das atividades lúdicas, atua, mesmo que simbolicamente, nas diferentes situações vividas pelo ser humano, reelaborando sentimentos, conhecimentos, significados e atitudes.
Os jogos e brincadeiras são muito importantes na Educação para desenvolver a aprendizagem de forma mais prazerosa, por isso foi realizado pesquisas para obter um levantamento na compreensão do conceito lúdico que promove uma prática educacional do conhecimento de mundo.
Á grandes ganhos cognitivos e sociais são adquiridos nas atividades lúdicas tornando uma ferramenta de valor na construção da aprendizagem, cognitivos porque envolve a memória, raciocínio logístico, percepção e a criatividade.
Dentre os instrumentos utilizados com as brincadeiras e os jogos são de grande valia na construção do conhecimento, também podem ser usados a música, teatro, dança e histórias pois ao mesmo tempo em que a criança cria ou constrói, ela também desenvolve sua capacidade como raciocínio, criatividade e atenção, assim, obtendo a concentração e domínio sobre o assunto trabalhado.
Para Piaget (1982), o comportamento dos seres vivos não é inato, nem resultado de condicionamentos, mas construção numa interação entre o meio e o indivíduo, ou seja, a produção de conhecimentos pela criança é espontaneamente produzida, mediante a cada estágio de desenvolvimento em que está se encontra.
3- CONCLUSÃO
É através do lúdico que a criança aprende a lidar com seus constrangimentos e tendo contato com os demais grupos, formulando e expondo suas ideias e cada vez mais formando sua própria personalidade.
Porque o brincar-lúdico está presente no cotidiano de cada criança através dos movimentos que é fundamental para o desenvolvimento desde o nascimento, esse é período de aprendizagem necessário e indispensável.
Esse é um fator muito importante, os jogos e brincadeiras envolvendo o lúdico em si, na escola seja com alunos da Educação Infantil, Ensino fundamental contribui para educação geral e formação do educando.
O educar com brincadeiras lúdicas com as crianças da Pré-escola tem inúmeras funções seja cognitiva e sociais, e possa possibilitar a assimilação de regras, autodomínio, atitudes.
Concluindo que trabalhar o lúdico é muito importante porque a criança interage consigo e com o outro, constrói normas para si e para o outro, também cria e recria novas brincadeiras ao mundo que a cerca, obtendo um resultado nítido na aprendizagem, porque a criança aprende alegremente adquirindo assim a necessidade de vencer os objetivos.
4- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FRIEDMANN, Jogos tradicionais. Série Ideias, São Paulo: FDE, n.7, p.54-61. 1995. Acesso em 19 de setembro de 2021.
OLIVEIRA, Vera Barros de (org.). O brincar e a criança do nascimento aos seis anos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. Acesso em: 26 de setembro de 2021.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida et al. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2000. Acesso em: 19 de setembro de 2021.
https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-brincar-na-educacao-infantil.htmail Acesso em: 26 de setembro de 2021.
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A IMPORTÂNCIA DA MUSICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Lais Ramos
Madalena Lacerda Cintra
Norma Maria Galindo de Sousa
Silvana do Nascimento Magalhães Guia
Shirley Lúcia Pedroso
RESUMO
O presente artigo trata de questões que relacionam a importância da musicalização na educação infantil e o processo de ensino e aprendizagem. Sendo assim, inicialmente, o trabalho destaca-se que o conceito de desenvolvimento da criança através da música é entendido de forma ampla, abarcando não apenas os aspectos cognitivos, mas também os aspectos linguísticos, motores, afetivos e sociais. Diante disso pode-se dizer que quando a criança entra em contato com a música, seus conhecimentos se tornam mais amplos e este contato vai envolver também o aumento de sua sensibilidade e fazê-la descobrir o mundo a sua volta de forma prazerosa. Entretanto é possível apresentar reflexões a respeito do papel da música no processo de ensino e aprendizagem, objetivando oferecer subsídios para viabilização de um contato prazeroso, formativo e saudável para a criança, explicando o desenvolvimento da linguagem musical no contexto da educação infantil, a fim de contribuir para a motivação pessoal e facilitar a integração do educando no contexto escolar. Diante disso pode-se considerar que a música é ferramenta essencial para um bom desenvolvimento da criança no aspecto educacional, favorecendo de forma lúdica e construtiva uma melhora significativa nos seus aspectos motivacionais. Diante do contexto em estudo, pode-se concluir que a música na educação infantil pode envolver outras áreas de conhecimento, através do desenvolvimento da autoestima a criança aprende a se aceitar com suas capacidades e limitações. A musicalização é uma ferramenta para ajudar a criança a desenvolverem o universo que conjuga expressão de sentimentos, suas ideias e valores culturais.
Palavras-chave: Musicalização. Educação Infantil. Aprendizagem.
INTRODUÇÃO
Diante do contexto atual sobre a importância da musicalização na educação infantil e o processo de ensino e aprendizagem, pode-se dizer que a música na vida dos seres humanos é vista como formas de comunicação e ferramenta para o desenvolvimento da aprendizagem da criança, buscando integrar o processo de crescimento da criança ao conhecimento de forma lúdica e criativa. Sendo assim ao falarmos sobre musicalização na educação infantil, podemos abordar várias perspectivas, tendo a atenção com os sujeitos e o contexto em que se está.
Nessa perspectiva, buscando um ensino que esteja em contato com as diversas sonoridades, bem como do mundo, trabalhando a contextualização e a compreensão crítica de maneira pedagógica e formativa, proporcionando a aprendizagem entre conhecimentos extramusicais e os relacionados ao campo musical. Dessa maneira a música assume um papel enriquecedor sendo trabalhada na escola e proporcionando um grande enriquecimento. Pois cabe ao professor planejar suas aulas de uma maneira em que todos os alunos participem e que planejem bem quais os objetivos que pretendem alcançar através da utilização da música.
A educação musical além de auxiliar no desenvolvimento de diversas habilidades, poderá auxiliar na aprendizagem dos alunos, lembrando sempre que qualquer atividade deve ser pré-planejada. Trabalhar com música não é simplesmente ligar o som e dizer que a escola oferece a disciplina de arte musical, é preciso ter consciência dos objetivos que se deseja alcançar através da música (COPETTI; ZANETTI E CAMARGO, 2011, p. 02).
Dessa maneira a música não deve ser vista somente como conhecimento, mas um conhecimento que desenvolve, amplia os campos a frente da criança na educação infantil. Pois o processo de musicalização é um processo de desenvolvimento para um aluno na construção do conhecimento musical com o objetivo de despertar e desenvolver o gosto musical da criança, contribuindo para sua capacidade de criação e expressão artística. A música pode ser utilizada em vários momentos do processo de ensino-aprendizagem, sendo de grande importância na busca do conhecimento, permitindo avanços no desenvolvimento lúdico, criativo, emotivo e cognitivo.
Diante disso é importante ressaltar que os conhecimentos não se configurem em apenas um grande número de informações, transformados em receitas educacionais. Se faz necessário a busca de novas formas metodológicas e didático-pedagógicas a serem desenvolvidas e introduzidas no espaço escolar. Sendo assim é possível apresentar maneiras de transmitir e produzir o conhecimento, e também repensar a educação.
Portanto a linguagem musical no processo de ensino e aprendizagem apresenta-se como instrumental metodológico e pedagógico de significativa importância, pois além das vantagens já colocadas, traz a sua natureza e caráter, a interdisciplinaridade com a qual se dinamiza todo o processo de ensino-aprendizagem.
Dessa maneira, quando a criança ouve uma música, ela aprende uma canção, brinca de roda, participa de brincadeiras rítmicas ou receber estímulos que despertam para o gosto musical, o despertar que floresce o gosto pelo som, ritmo, movimento., introduzindo em seu processo de formação um elemento fundamental do próprio ser humano, favorecendo o desenvolvimento do seu gosto estético, aumentando e melhorando sua visão de mundo. Pois a música representa mais que uma forma de expressão e integração com o meio; é um elemento que possibilita desenvolver habilidades, conceitos e hipóteses, contribuindo para a formação integral do sujeito.
Nesse contexto pode-se finalizar que quando a música é percebida pelos educadores como fonte de ensino-aprendizagem, as ações mais comuns realizadas no dia a dia transformam-se em vivências capazes de estimular o desenvolvimento da criança. Entretanto garantir a presença da música nos currículos dos cursos que formam professores e, por conseguinte, assegurar a formação musical para o docente, não é suficiente para introduzir a prática da musicalização no contexto escolar, mas é o começo para a reconstrução da sua identidade dentro das instituições de ensino.
BREVE CONCEITO DE MÚSICA
Música é um substantivo feminino singular, com origem na palavra música, em Latim. Dependendo do contexto, o termo pode ser considerado um adjetivo feminino singular. A música é considerada uma arte e uma questão cultural e humana, pois envolve a combinação de diversos sons e ritmos, associados também com melodias e harmonias. A música promove a criação de um som coerente e lógico, pelo qual se busca um significado através do contexto sonoro, podendo ter transmissão através da voz ou de instrumentos musicais. No sentido de questão cultural, a música traz a relação da manifestação artística de um certo grupo ou povo, em qualquer época ou região. Nesse caso, ela se transforma em uma forma de expressar os sentimentos.
A música é uma das chamadas Belas Artes , ou seja, um gênero artístico, que consiste em alcançar efeitos estéticos por meio da manipulação de sons vocais ou instrumentais, de acordo com padrões culturais de ritmo , harmonia e melodia.
A música é uma das maiores formas de expressão artística desde os tempos antigos. Constitui também o suporte de uma gigantesca indústria global , uma vez que a cultura tem lugar em tipos muito diferentes de música, usada para fins recreativos, cerimoniais, publicitários ou outros.
Existem muitas e diversas formas de produzir música, algumas muito tradicionais, como uma orquestra clássica, e outras mais contemporâneas, como uma banda de rock . No entanto, o princípio orientador é semelhante. Cada um pertence a um contexto específico sobre história , cultura, valores e considerações sobre o que é e o que não é arte . Por outro lado, a música está associada a certos aspectos da mente humana e é considerada um importante estímulo para o pensamento lógico e matemático , a aquisição da linguagem , o desenvolvimento psicomotor e uma ampla gama de outras atividades sociais e mentais típicas da raça humana . É por isso que geralmente é incluído em diferentes programas escolares.
HISTÓRIA DA MÚSICA
A origem da música é misteriosa, embora se calcule que tenha começado na pré-história da humanidade e esteja ligada aos ritos de acasalamento e ao trabalho coletivo.
A dança e o canto parecem ter estado desde o início associados à forma como o ser humano entende o mundo. Na verdade, eles faziam parte de suas manifestações religiosas ou xamânicas, como rituais de cura, canções de batalha ou de caça, ou danças para atrair chuva.
Os instrumentos mais antigos são flautas de osso com mais de 30.000 anos. Muito mais tarde, na Suméria de 3.000 aC. Havia instrumentos de percussão e cordas primitivos. Por outro lado, no Novo Reino do Antigo Egito eles usavam escalas de sete sons diferentes e vários instrumentos como a harpa, o oboé e a bateria.
No entanto, os primeiros tratados sobre a música do Ocidente são de origem grega , visto que os antigos helenos davam grande importância ao valor educacional e moral da música, sempre ligada ao trágico poema e à mitologia . Seu equivalente oriental é encontrado na China Antiga, cuja música já respondia no século 4 aC. C. em uma escala cíclica própria.
Mais tarde, a música no Ocidente evoluiu de mãos dadas com o pensamento religioso medieval , dando ao canto gregoriano um lugar de destaque como canto litúrgico da Igreja Católica. No Renascimento , novos estilos surgiram na Europa, dando origem à música flamenca, à chanson francesa e à música barroca .
Em seguida, ele voltou ao classicismo , sob cuja influência nasceu a famosa música clássica europeia executada por orquestras. Os famosos Bach, Haydn, Mozart e Beethoven pertencem a este período.
Com o Romantismo foram criados novos registros e novas sensibilidades ligadas à cultura local e popular. Após diversas variantes programáticas, impressionistas e modernistas, iniciou-se o palco da música contemporânea, caracterizada por uma enorme diversidade e uma exploração constante dos géneros musicais.
A música pode ser definida amplamente como um som organizado, coerente e significativo. É caracterizado pela utilização de sons (e dos instrumentos para os produzir) com o objetivo de produzir uma sequência esteticamente apreciável e significativa.
Como todo som, ele se propaga pelo ar (ou pelo meio no qual está inserido) e, portanto, suas propriedades dependerão das condições em que o instrumento é tocado.
Tem um executor ou intérprete, que é quem usa o instrumento musical, mas também um compositor, que é quem concebeu a linguagem rítmica e sonora que posteriormente será interpretada em palco. Ambas as pessoas podem ser iguais.
A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A importância da música na educação infantil é muito maior que apenas entreter a criançada. A música para crianças trabalha a coordenação motora, estimula habilidades essenciais para a educação socioemocional, auxilia a percepção sonora e até mesmo a alfabetização infantil. Entretanto a música tem outros benefícios, como o estímulo da percepção espacial, de habilidades cognitivas como a concentração, criatividade, disciplina e imaginação, além do desenvolvimento da linguagem, tanto falada quanto corporal.
Diante disso por estes e tantos outros motivos que o contato com a música na educação infantil é uma ótima maneira de estimular o desenvolvimento de seu filho de maneira lúdica e divertida. Sendo assim é importante ressaltar que o uso da música na educação infantil não se restringe às aulas de musicalização propriamente ditas, mas pode ser trabalhada também nas aulas regulares, como instrumento pedagógico para enriquecer a aprendizagem. Pois a música para crianças possui um efeito muito benéfico enquanto ferramenta educacional, contribuindo para o processo de aprendizagem.
Todavia, a utilização da música na educação infantil como instrumento de aprendizado está bastante ligada ao protagonismo e autonomia infantil, já que permite que a criança aprenda inúmeras habilidades importantes para seu desenvolvimento de modo prático e divertido. Entretanto, apesar de todos os benefícios da música na educação infantil, ainda deve haver espaço para que ela seja experimentada pelas crianças como uma forma de arte, diversão e expressão.
Diante desse contexto, a importância da musicalização na educação infantil, é de fato um recurso muito significativo para estimular o aprendizado da criança. Ela proporciona um bem-estar para aqueles que a ouvem e de uma forma notória deixa a criança confortável ao compasso da mesma. É necessário estabelecer uma rotina organizada e atrativa que busque proporcionar as crianças experiências positivas, para que assim elas se sintam acolhidas na aula. Pode-se notar que as crianças, através da música, se expressam melhor, pois a participação de cada uma aumenta significativamente durante o aprendizado.
Entretanto pode-se finalizar que a importância da música na educação infantil desperta o lúdico, traz benefícios para a socialização, auxilia na alfabetização, ajuda a lidar com os próprios sentimentos, estimula a coordenação motora e a percepção sonora. Com isso ao trabalhar a música na educação infantil é extensa e não para por aí. Pois a musicalização também contribui para a percepção espacial, matemática e estimula até mesmo áreas do cérebro das crianças que podem beneficiar o desenvolvimento de outras linguagens na primeira infância.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante das pesquisas realizadas é possível ressaltar que foi de extrema importância todo esse contado com o mundo da música. Com esta pesquisa, evidenciamos o quanto à utilização da música na educação infantil pode modificar de maneira exemplar a aprendizagem das crianças, a música colabora com a promoção afetiva, alarga determinadas áreas de reações, e como reforço dá as crianças maior segurança, desenvolve suas ideias e a sua própria expressão. Sendo assim o prazer gerado a partir da música, resulta mais do que qualquer outro recurso no desenvolvimento da identidade da criança.
Entretanto pode-se dizer que a musicalização na Educação Infantil desempenha um papel muito importante com influência positiva na escola. Entretanto a melhor da música é que além de trabalhar ritmos em assuntos escolares e que a música envolve todo o corpo e sensações ao ouvir e interagir gesticulando os movimentos da música e o relaxamento pelo prazer de uma atividade tão prazerosa quanto o cantar. Desta maneira ao apreciar a música em sala podemos trabalhar a parte motora da criança junto ao ritmo, uma das formas mais simples e bonitas é a expressão de sentimento de uma criança ao cantar.
Nessa perspectiva de aprendizagem, o objetivo deste trabalho foi apresentar a importância da música na educação infantil e através de pesquisas sustentadas cientificamente, comprovando que a música é dinâmica e espontânea, e quando trabalhada de maneira correta pode trazer bons resultados. Desta maneira com a música as crianças aprendem a conviver melhor com os outros, aprendem a dividir seus brinquedos, a se socializar com ao mundo. Sendo assim, a música se faz presente na vida da criança desde a barriga de sua mãe, pois, quando nascem desenvolvem o senso do ritmo e sempre ao ouvir um som começam a se balançar e expressar seus sentimentos.
Diante disso, conclui-se que a música contribui na aprendizagem e no desenvolvimento de todas as crianças favorecendo o psicomotor, o linguístico, cognitivo e socioafetivo das crianças, envolvendo todo seu corpo e mente trazendo bem-estar a todos que ouvem e apreciam. Pois o trabalho com esta maravilhosa ferramenta, proporciona que as crianças expressem seus sentimentos, conheçam seu próprio corpo e estimulem sua coordenação motora. A música é uma das ferramentas mais eficazes para o aprendizado na educação infantil, desde da primeira infância, ela faz parte de uma cultura na vida da criança sendo indispensável na educação. Sendo assim a musicalização vem ocupando um espaço muito significativo, pois, quando está sendo colocada em prática, traz experiências e sensações novas para todos os que a ouvem, fazendo uma grande diferença em sala de aula.
REFERÊNCIAS
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BRITO, T. A. de. Música na Educação Infantil: propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Fundação Petrópolis, 2003.
COPETTI, A. A. O.; ZANETTI, A.; CAMARGO, M. A. S. A música enquanto instrumento de aprendizagem significativa: a arte dos sons. XVI Seminário Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão. UNICRUZ, Rio Grande do Sul, 2011.
GAINZA, V. H. de. Estudos de psicopedagogia musical. 3. ed. São Paulo: Summus, 1988.
JEANDOT, N. Explorando o universo da música. São Paulo: Scipione, 1993. Explorando o Universo da Música. São Paulo: Scipione, 2º ed, 1997.
MARTINS, R. P. L. Contribuição da música no desenvolvimento das habilidades motoras e da linguagem de um bebê: um estudo de caso. 2004. Monografia apresentada para obtenção do título de Especialista em Educação Musical e Canto Coral-Infanto Juvenil do Curso de Pós-graduação da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Londrina – PR, 2004.
OLIVEIRA, MARTINS, R.P.L contribuição de música nos desenvolvimentos das habilidades motoras e da linguagem de um bebê: um estudo de um caso. 2004.
ROSE, N.S.S. educação musical para pré-escola. São Paulo: Ática 1990.
WEIGEL, A. M. G. Brincando de música: experiências com sons, ritmos, música e movimentos na Pré-Escola. Porto Alegre: Kuarup, 1988.
BRITO, Teca Alencar de. Koellreutter educador: o humano como objetivo da educação musical. São Paulo: Peirópolis, 2001.
BRITO, Teca Alencar de. Música na Educação Infantil. São Paulo: Peirópolis, 2003.
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GESTÃO EDUCACIONAL: UMA BUSCA MAIOR PARA UMA MELHOR EDUCAÇÃO COM CRIANÇAS ESPECIAIS
Aline Rodrigues Cardim
Natália Aparecida Alves Chinquio
Cintia Rafaela de Souza
Juliana Slonik Teixeira
RESUMO
A construção de uma educação de qualidade constitui um desafio dessa nova década. O que não faltam é discursos que abarcam a qualidade da educação, oriundos de instâncias distintas. No nível da unidade escolar a mudança sucessiva, por vezes, dos gestores escolares e dos professores, compromete, também, a qualidade dos processos do ensino e da aprendizagem, tendo em vista que a cada mudança, faz-se necessário a apropriação da realidade escolar e dos horizontes da escola delineados no projeto político pedagógico. A elaboração da construção social do conceito de “bom” gestor definida pelo grupo de gestores escolares são construídas a partir da apropriação que eles fazem da prática, das suas relações e dos saberes históricos e sociais.
Palavras-Chave: Gestão educacional. Educação. Construção de Qualidade.
ABSTRACT
Building a quality education is a challenge in this new decade. What is not lacking are speeches that cover the quality of education, coming from different instances. At the level of the school unit, the successive change, sometimes by school administrators and teachers, also compromises the quality of the teaching and learning processes, considering that with each change, it is necessary to appropriate the school reality and the horizons of the school outlined in the pedagogical political project. The elaboration of the social construction of the concept of "good" manager defined by the group of school managers is constructed from their appropriation of practice, their relationships and historical and social knowledge.
Key words: Educational management. Education. Construction of Quality.
INTRODUÇÃO
A partir da definição, da concepção que os sujeitos possuíam a respeito de gestão, os mesmos destacaram as palavras relevantes. O conceito de gestão educacional passa a ser incorporado pela sociedade contemporânea, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, quando no seu Art. 206, dispõe ao longo do mesmo, a “gestão democrática do ensino público, na forma da lei” e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº. 9394/96, no seu Art. 14 destaca o preceito da gestão democrática como um dos seus princípios, pressupondo a gestão democrática como um trabalho coletivo, participativo e dialógico.
Os questionamentos dos educadores e especialistas que analisam a questão se iniciam em aspectos básicos.
O conceito de gestão educacional é de extrema importância, na medida em que desejamos uma escola que atenda às atuais exigências da vida social: formar cidadãos, oferecendo, ainda, a possibilidade de apreensão de competências e habilidades necessárias e facilitadoras da inserção social.
O problema de nosso trabalho será baseado na seguinte questão: “Como gestão educacional pode auxiliar para uma melhor educação nas escolas? ”.
Como objetivo geral apresentamos: O que se entende por gestão educacional para uma melhor educação?
Como objetivos específicos apresentamos
O que se entende por gestão educacional;
Quais os limites e alcances do pensar e da prática democrática;
Em que consiste a gestão educacional no âmbito de uma melhor educação
O método a ser utilizado será o de referências bibliográficas em livros como os que estão apresentados nas referências bibliográficas. Faz-se necessário também a busca de informações através de livros, revistas, reportagens, pesquisas e Internet.
1 GESTÃO EDUCACIONAL
A escola necessita rever sua organização para atingir seu real objetivo que é ensinar, democratizando os conhecimentos da ciência e da tecnologia.
1.1 CONCEITO
O conceito de gestão educacional é de extrema importância, na medida em que desejamos uma escola que atenda às atuais exigências da vida social: formar cidadãos, oferecendo, ainda, a possibilidade de apreensão de competências e habilidades necessárias e facilitadoras da inserção social. (CORTELLA. 2008. p. 17).
A gestão educacional vai além do sentido de mobilizar as pessoas para a realização eficaz das atividades, pois implica intencionalidade, definição de um rumo, uma tomada de decisão diante dos objetivos sociais e políticos de uma escola.
A escola, ao cumprir sua função social influi na formação da personalidade humana e não é possível estruturá-la para o cumprimento da sua função social, sem levar em consideração objetivos políticos, técnicos e pedagógicos.
O gestor responsável pelo espaço educacional assume posturas profissionais decorrentes do seu compromisso profissional na dimensão educacional.
Essa postura envolve os aspectos referentes ao contexto da prática escolar, suas experiências pessoais, a influência das políticas públicas, do entorno onde a escola está inserida, do grupo de profissionais nas dimensões: pedagógica, técnica e política. (DELORS. 1998. p. 18).
Podemos falar que a gestão educacional possui três aspectos inalienáveis e inter-relacionados: a competência técnica, a liderança na comunidade e o compromisso público-político, as demais funções da gestão educacional, por mais importantes e indispensáveis, são adjetivas e complementares.
1.2 COMPETÊNCIAS
A dimensão política está associada à participação na gestão e a responsabilidade individual de cada membro da equipe escolar.
O gestor coordena, mobiliza, motiva, lidera, delega responsabilidades decorrentes das decisões dos membros da equipe escolar, presta contas e submete à avaliação do grupo o desenvolvimento das decisões tomadas coletivamente.
Essa dimensão associa-se ao desenvolvimento do trabalho no sentido de buscar parcerias, articular a comunidade escolar na representatividade dos conselhos escolares, nas ações que envolvem o trabalho no cotidiano escolar, trazendo a comunidade exterior para o interior da escola, ou seja, abrir as portas do espaço educacional para que toda a comunidade possa usufruir e participar das decisões decorrentes daquele ambiente educacional.
“O gestor escolar na dimensão política exerce o princípio da autonomia que requer vínculos mais estreitos com a comunidade educativa, os pais, as entidades e organizações paralelas à escola. As escolas públicas como não são organismos isolados, dependem do sistema central, das políticas e da gestão pública, possuem uma autonomia relativa, ou seja, a autonomia de uma escola pública pauta-se no planejamento, na organização, na orientação e o controle de suas atividades internas estando sujeita a adequação e aplicação das diretrizes gerais que recebem dos níveis superiores da administração do ensino”. (VÉLEZ. 2009. p. 10).
O conceito de gestão resulta de uma nova compreensão da condução das organizações. Surge como superação dos limites da administração. Emerge um novo paradigma, isto é, “visão de mundo e óptica com que se percebe e reage em relação à realidade”. (LIMA. 1997. p. 20).
1.2 NOVO ENFOQUE
No contexto da educação brasileira, emerge um conceito novo, gestão da escola, que vem superar o enfoque limitado de administração, a partir do entendimento que os problemas educacionais são complexos e que demandam uma ação articulada e conjunta na superação dos problemas cotidianos das escolas.
A gestão da escola sob essa nova perspectiva surge como orientação e liderança competente, exercida a partir de princípios educacionais democráticos e como referencial teórico para a organização e orientação do trabalho em educação, afinado com as diretrizes e políticas educacionais públicas para a implementação das políticas educacionais e o Projeto Político Pedagógico das escolas.
“O sistema escolar sempre sofreu, em maior ou menor grau, as marcas oriundas de grupos sociais que ocupam posições diferentes ao mesmo, ou seja, discurso dos políticos, dos administradores, dos agentes institucionais dos diferentes níveis de hierarquia e dos usuários do sistema escolar”. (LIMA. 1997. p. 26).
Esse entendimento é necessário na medida em que a área educacional aparece como um campo privilegiado para se observar como as representações sociais se constroem, evoluem e se transformam no interior dos grupos sociais, e para esclarecer o papel dessas construções nas relações desses grupos com o objeto de sua representação.
1.4 ANTIGAMENTE
Geralmente quem fazia o papel de professor nos lares dos antigos romanos era o pai de cada família. Ele se encarregava de ensinar os filhos a ler, a escrever e a contar. Ensinava também a lutar, a nadar e a andar a cavalo.
“As garotas romanas ficavam com as mães aprendendo os trabalhos domésticos. Os primeiros professores profissionais de Roma surgiram no período da República. Eram pessoas que recebiam salários baixos e ensinavam as crianças a ler, a escrever e a contar. Os alunos aprendiam latim e grego e usavam como caderno umas tabuinhas de cera onde escreviam com uma lâmina pontuda”. (LIMA. 1997. p. 29).
Entre os séculos 15 e 16 a educação atingia o homem burguês, o clero e a nobreza. Era uma educação pública e religiosa e ainda tinha o objetivo de formar o cristão, o fiel, porém com caráter mais leigo, laico.
“Contrário às ideias da Igreja Católica em relação à educação, Martinho Lutero (1483-1546), um jovem religioso, rompeu com o catolicismo e liderou a Reforma Protestante com a fundação da Igreja Protestante. Lutero, afirmava que O cristão é o único responsável pela sua salvação. Com isso não pode esperar que o padre interprete a Bíblia”. (LIMA. 1997. p. 31).
Ainda durante esses séculos, surgiram os colégios, comandados pelos jesuítas.
E educação durante esses séculos, apresentava o capitalismo que estava surgindo, a burguesia estava ascendendo na sociedade, a expansão marítima se intensificava. Diz-se um século confuso, contraditório, marcado por guerras e por pedidos de paz; surgia o trabalho assalariado e as fábricas começam a substituir a produção artesanal. (DELORS.1998. p. 31).
Nessa época a religião deixa de ser a principal explicação do mundo, começou a busca da autonomia da razão, houve o começo do liberalismo. É o século em que a modernidade começou.
Ainda neste século surgiu o Iluminismo e provocou profundas transformações na pedagogia, porém ainda com o desprezo pela educação do povo. Assim a educação era organizada como um movimento. Começa a surgir uma escola pública, laica (sem influência da religião).
1.5 A GESTÃO EDUCACIONAL DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA
A terminologia gestão educacional democrática traz em si o caráter participativo, assim como o traz a democracia. Por isso é de certa forma redundante a utilização das expressões “gestão participativa” e “democracia participativa”. Mas é uma redundância útil para reforçar uma das dimensões mais importantes da gestão educacional democrática, sem a qual esta não se efetiva. (VÉLEZ. 2009. p. 19).
A gestão democrática participativa valoriza a participação da comunidade escolar no processo de tomada de decisão, apostando na construção coletiva dos objetivos e do funcionamento da escola através do diálogo, do consenso.
Na gestão democrática participativa é comum desenhos circulares exibirem a integração entre as várias partes (funções) da estrutura organizacional.
O conceito de gestão tem caráter paradigmático, tanto horizontal quanto verticalmente. Fortalece-se assim a democratização do processo de gestão educacional pela participação, isto é, por meio do “compromisso coletivo com resultados educacionais”.
A gestão democrática participativa pressupõe que o processo educacional só se transforma e se torna mais competente na medida em que seus participantes tenham consciência de que são responsáveis pelo mesmo, buscando ações coordenadas e horizontalizadas.
A escola é um espaço de contradições e diferenças. Nesse sentido, quando buscamos construir na escola um processo de participação baseado em relações de cooperação, partilhamento de poder, diálogo, respeito as diferenças, liberdade de expressão, garantimos a vivencia de processos democráticos, a serem efetivados no cotidiano, em busca da construção de projetos coletivos. (CORTELLA. 2008. p. 31).
A construção de uma escola em que a participação seja uma realidade depende, portanto, da ação de todos, que se traduz em atos políticos, com tomada de decisão.
1.6 PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO
Procurar compreender a escola como uma cultura com identidade própria é descobrir seus valores, atitudes, imagens da realidade, manifestações verbais e não verbais. Significa conhecer seu projeto de ação, fruto da ação coletiva dos participantes da escola.
Proposta pedagógica ou projeto pedagógico relacionam-se à organização do trabalho pedagógico da escola como um todo.
Plano de trabalho está ligado às questões de sala de aula e outras questões pedagógicas e administrativas. Isto é, o plano de trabalho é o detalhamento do projeto e, compete aos docentes, à equipe técnica (supervisor, coordenador pedagógico, diretor, orientador educacional) e aos funcionários elaborar e cumprir o plano de trabalho, também chamado de plano de ensino e plano de atividades. (CORTELLA, 2008. p. 34).
A elaboração do Projeto Político Pedagógico é um processo de vivência democrática.
Por isso, caminhos e descaminhos, erros e acertos não só responsabilidade da equipe coordenadora, mas do todo que será responsável pela recuperação do caráter público, democrático e gratuito da educação estatal, atendendo aos interesses e anseios da maioria da população.
1.7 MECANISMOS DE AÇÃO COLETIVA
A escola é uma instituição na medida em que a concebemos como a organização das relações sociais entre os indivíduos dos diferentes segmentos. (CASTELLS, 1999. p. 36).
Analisar a escola como instituição é apreender o sentido global de suas estruturas e de seu conjunto de normas, valores e relações, numa dinâmica singular e viva.
Por isso, a importância do Projeto Político Pedagógico como organizador da diversidade, construção da autonomia escolar, impulsionando atitudes democráticas e comunicativas.
Neste sentido a estrutura organizacional da escola condiciona tanto sua configuração interna, como o estilo de interações que estabelecem com a comunidade. As instancias de ação colegiada, como por exemplo, a Associação de Pais e Mestres (APM) e o Grêmio Estudantil, são instituições auxiliares para o aprimoramento do processo educativo. (DELORS, 1998. p. 29).
O Conselho Escolar favorece a aproximação dos centros de decisão dos atores, o que facilita a comunicação vertical e horizontal, possibilitando a delegação de responsabilidades e o envolvimento de diversos participantes. É o órgão máximo de decisão no interior da escola. (DELORS, 1998. p. 30).
O Conselho de Classe é um espaço de encontro de posições diversificadas relativas ao desempenho do aluno, que não fica, assim, restrito a avaliação de apenas uma pessoa. Sua função é analisar questões didático- pedagógicas, aproveitando seu potencial de gerador de ideias e espaço educativo.
É um instrumento para que os pais possam opinar, reivindicar e compreender a relevância de seu papel na vida da escola, mobilizando a população para uma educação mais democrática e compromissada. (CORTELLA, 2008. p. 56).
1.8 AUTONOMIA
A autonomia é um processo complexo, dinâmico, porém necessário ao desenvolvimento e aprimoramento das instituições. Tem princípio o atendimento da necessidade e orientação humana da liberdade e de independência, garantindo espaços e oportunidades para a iniciativa e a criatividade que são impulsionadoras do desenvolvimento. (CHALITA, 2001. p. 20).
A escola é fruto da ação humana, ação essa que condiciona e é condicionada pelo ambiente e sua própria criação. É também o resultado de suas próprias contradições.
O conceito de autonomia está relacionado a tendências mundiais de globalização e mudança de paradigmas. Descentralização de poder, democratização de ensino, autogestão, flexibilização, cooperativas, são alguns conceitos relacionados a essas mudanças.
“A autonomia escolar evidencia-se como uma necessidade quando a sociedade pressiona as instituições para que promovam mudanças urgentes e consistentes. A autonomia administrativa é a possibilidade de elaborar e gerir seus planos e projetos. É a organização da escola e nela destaca-se o estilo de gestão adotado. Envolve relações internas e externas com o sistema educativo e com a comunidade em que a escola está inserida”. (CHALITA, 2001. p. 21).
Traduz a possibilidade de escolha de seu dirigente por meio de processo eleitoral que verifique a competência profissional e liderança dos candidatos e a constituição dos conselhos escolares.
É um espaço de negociação permanente pelos atores diretamente envolvidos, pela participação, intervenção e diálogo que a constrói e internaliza. A autonomia jurídica refere-se à elaboração de suas próprias normas e orientações escolares.
Mesmo estando vinculada às legislações dos órgãos centrais devem policiar-se para não se tornar mais uma instancia burocrática, por meio de estatutos, regimentos, portarias, avisos, memorandos, que inviabilizem a participação cultural, profissional e sociopolítico. (DELORS, 1998. p. 39).
A autonomia financeira pode ser total ou parcial. É total quando a escola administra todos os recursos a ela destinados pelo Poder Público. É parcial administra apenas parte dos recursos repassados.
1.9 EMPREENDEDORISMO
O Empreendedorismo é um novo olhar sobre o mundo, alicerçado no conhecimento e na inovação, a partir do envolvimento de pessoas e de processos que, em conjunto, promovem a construção de ideias, a avaliação de oportunidades, a mobilização de recursos, a assunção riscos e a concretização de iniciativas diferenciadas e de sucesso.
É fundamental que a escola proporcione em todos os níveis e ciclos de ensino uma cultura favorável à aquisição de conhecimentos e ao desenvolvimento de atitudes, capacidades e valores promotores do espírito empreendedor, nomeadamente, criatividade, inovação, organização, planeamento, responsabilidade, liderança, trabalho em grupo, visão de futuro, assunção de riscos, resiliência e curiosidade científica, entre outras.
A educação para o empreendedorismo é um contributo transversal às diferentes disciplinas e áreas não disciplinares que se consubstancia em atividades ou projetos, desenvolvidos de forma participada pelos alunos e que concorram para a mudança na sua área de atuação enquanto cidadãos. (FILION, 1999. p. 24).
Através do empreendedorismo, os estudantes evoluem como ser humano e agregam valores que irão beneficiar a comunidade onde vivem.
As cidades que já fizeram a alteração na grade curricular colhem seus frutos através da mudança na cultura de sua população.
2 A ESCOLA E EDUCAÇÃO
A escola é o lugar que representa a esperança, o desejo humano de aperfeiçoar-se, de mudar, de fazer-se e promover-se o integralmente, o lugar social no qual a expectativa de mudança é o traço mais marcante.
2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A escola é uma instituição concebida para o ensino de alunos sob a direção de professores. A maioria dos países têm sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes sistemas, os estudantes progridem através de uma série de níveis escolares e sucessivos. Os nomes para esses níveis nas escolas variam por país, mas geralmente incluem o ensino fundamental (ensino básico) para crianças e o ensino médio (ensino secundário) para os adolescentes que concluíram o fundamental. (CORTELLA, 2008. p. 35).
Uma instituição onde o ensino superior é ensinado é comumente chamada de faculdade ou universidade.
Além destas, os alunos também podem frequentar outras instituições escolares, antes e depois do ensino fundamental.
A pré-escola fornece uma escolaridade básica para as crianças mais jovens. As profissionalizantes, faculdades ou seminários podem estar disponíveis antes, durante ou depois do ensino médio. A escola também pode ser dedicada a um campo particular, como uma escola de economia ou de música, por exemplo. (CORTELLA, 2008. p. 35).
Há também escolas particulares, que podem ser exclusivas para crianças com necessidades especiais, quando o governo não as fornecer, tais como escolas religiosas, ou as que possuem um padrão mais elevado de qualidade de ensino, ou buscam fomentar outras realizações pessoais.
Podemos afirmar que educação é como um conceito genérico, mais amplo, que supõe o processo de desenvolvimento integral do homem, isto é, de sua capacidade física, intelectual e moral, visando não só a formação de habilidades, mas também do caráter e da personalidade social. (CORTELLA, 2008. p. 36).
Com a educação o “homem” irá buscar o caminho do amadurecimento integral, onde esse caminho não é um momento momentâneo ou passageiro, mas sim um aprendizado que necessita sempre estar sendo buscado e vivido durante toda a sua existência.
2.2 PAPEL DA ESCOLA
O papel de qualquer escola deve sempre estar ligado aos seus ideais, no que deseja aos seus estudantes e à atuação destes dentro do grupo a que pertencem.
A preocupação da escola é a de fazer com que o educando participe do seu grupo ativa e afetivamente, apropriando-se de valores, crenças, conhecimentos acadêmicos e referenciais sócio históricos.
Uma apropriação significativa tanto para si como para o outro, tornando- se uma pessoa consciente e responsável pela transformação da realidade em que está inserido.
A figura da educação não pode ser somente ligada a uma atividade, pois a educação compreende a construção de um saber, que geralmente pode ultrapassar o sentido escolar e se torna uma construção permanente na vida do ser humano, também ensinada pelos pais.
Podemos conceituar educação como um processo de atuação de uma comunidade sobre o desenvolvimento do indivíduo a fim de que ele possa atuar em uma sociedade pronta para a busca da aceitação dos objetivos coletivos. (CASTELLS, 1999. p. 26).
Conforme o dicionário Aurélio:
“Educação é o “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social”. (HOLANDA, 2009. p. 256).
Embora o conceito de educação venha sempre sendo discutida ela é considerada como algo mais amplo do que um simples conceito, pois tem influência das diversas culturas da sociedade.
É dentro de família que recebemos as primeiras noções sobre a educação, e através delas elas nos preparam para sermos cidadãos, cada família particular deve ser governada em conformidade com o plano da grande família que compreende todas as demais.
Conforme Jacques Dolors:
“Podemos concluir que a educação não tem uma fórmula pronta a seguir, a fórmula é criada, desvendada a cada passo em que estimulamos os nossos educandos, estes por sua vez têm seus conhecimentos prévios que devemos levar em consideração para acrescentar nessa “fórmula” do educar, inserir a história da comunidade no currículo da escola para que estas s incluam na educação trazendo assim motivação necessária ao processo de ensino-aprendizagem”. (DELORS, p. 21).
A concepção de educação nos permite ao desenvolvimento da competência do educando para construir conhecimentos sobre si mesmo e sobre o mundo através da interação, possibilita a construção coletiva de parâmetros e diretrizes ao trabalho escolar. Educação é um processo contínuo que orienta e conduz o indivíduo à novas descobertas a fim de tomar suas próprias decisões, dentro de suas capacidades. (LIMA, 1997. p. 23).
2.3 PAPEL DO EDUCADOR
O compromisso dos educadores vai além da simples necessidade de repassar conteúdos acumulados no decorrer da História e preparar os que estão sob sua responsabilidade somente para o mercado de trabalho, mesmo sabendo que vivemos numa sociedade capitalista onde o individualismo reina absoluto.
E possível acreditar em uma modificabilidade cognitiva estrutural e entender o homem como alguém capaz de se modificar, alguém que está em constante e contínuo processo; capaz de conscientizar-se do que sabe e ampliar seus conhecimentos a partir de uma mediação.
A gestão educacional democrática é hoje um valor já consagrado em nosso país e no mundo, embora ainda não seja plenamente compreendida e aplicada a prática educacional brasileira e mundial.
É incontestável sua importância como recurso para a participação e formação da cidadania, como necessária para a construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária. (CORTELLA, 2008. p. 41).
Igualdade de oportunidades para a democracia significa igualdade de possibilidades reais para todos que são desiguais e, como tal, necessitam de todas as possibilidades diferenciadas para se desenvolverem.
2.4 EDUCAÇÃO
Podemos afirmar que educação é como um conceito genérico, mais amplo, que supõe o processo de desenvolvimento integral do homem, isto é, de sua capacidade física, intelectual e moral, visando não só a formação de habilidades, mas também do caráter e da personalidade social.
Podemos observar que a educação nos dá ênfase em três princípios distintos e básicos: a natureza, o homem, e as coisas.
A gestão da escola, entendida como a coordenação dos propósitos, ações e recursos que uma instituição empreende para alcançar objetivos institucionais e sociais propostos, é o desafio que é posto aos professores no processo de gestão participativa na escola.
A compreensão de que participar significa atuar conscientemente em determinado contexto, faz dessa ação um impulsionador do ambiente escolar.
Nesse sentido, a instituição escolar não é transformada apenas por sua determinação a partir de leis, decretos ou programas. É importante e necessário que a gestão educacional promova um clima propício à participação das pessoas, dos professores, dos alunos, dos pais e dos demais membros da comunidade, no processo de implementação de uma reforma educacional.
O papel da educação é um tanto singular dentro da formação e desenvolvimento do indivíduo.
Aprendizagem é um processo que ocorre durante toda a vida e começa a partir da gestação, no entanto, é papel da escola incluir a família na conscientização de seus propósitos educacionais. (CHALITA, 2001. p. 20).
Existem princípios e valores que são universais e devem orientar toda a ação educativa da escola, das organizações sociais, das famílias e de outros segmentos que queiram colaborar com a educação escolar. (CORTELLA, 2008. p. 29).
Conforme os ensinamentos de Mercedes Vélez:
“A escola é, como qualquer outra instituição social, uma disseminadora de saberes e ideologias e o professor que não é mais visto como um transmissor de conhecimento e sim como um gestor de conhecimento, alguém que dá a direção na aprendizagem e na relação da escola com esse aluno”. (VÉLEZ, 2009. p. 15)
A escola também é muito importante para o convívio em sociedade, mas é necessário também estar preparado para aceitar a atualidade e os novos paradigmas.
2.5 EDUCAÇÃO INFANTIL
A educação infantil, primeira etapa da educação básica tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
De acordo com a Lei, a educação infantil deve ser oferecida em creches para as crianças de 0 a 3 anos, e em pré-escolas para as crianças de 4 e 5anos. Porém ela não é obrigatória. Dessa forma, a implantação de Centros de Educação Infantil é facultativa, e de responsabilidade dos municípios. (VÉLEZ, 2009. p. 19)
Não cabe à educação infantil alfabetizar a criança. Nessa fase ela não tem maturidade neural para isso, salvo os casos em que a alfabetização é espontânea.
Segundo os Referenciais, devem ser trabalhados os seguintes eixos com as crianças: Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática.
“O conhecimento das letras é apenas um meio para o letramento, que é o uso social da leitura e da escrita. Para formar cidadãos atuantes e interacionistas, é preciso conhecer a importância da informação sobre letramento e não de alfabetização. Letrar significa colocar a criança no mundo letrado, trabalhando com os distintos usos de escrita na sociedade”. (VÉLEZ, 2009. p. 20)
Essa inclusão começa muito antes da alfabetização, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social.
A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita pelo indivíduo ou grupos de indivíduos, o letramento focaliza os aspectos sócio históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade.
O objetivo é o de desenvolver algumas capacidades, como: ampliar relações sociais na interação com outras crianças e adultos, conhecer seu próprio corpo, brincar e se expressar das mais variadas formas, utilizar diferentes linguagens para se comunicar, entre outros.
A Educação de 0 a 5 anos (chamada de Educação Infantil) é um direito de todas as crianças brasileiras previstas na Constituição Federal de 1988, reafirmado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 e regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996. (DELORS, 1998. p. 36).
2.6 A CRIANÇA NA SALA DE AULA
Uma das principais angústias de um professor que recebe em sua classe um aluno com deficiência intelectual é, sem dúvida, saber o que fazer com ele. Infelizmente, os cursos de licenciatura ainda oferecem conhecimentos insuficientes aos professores em formação, principalmente na área de Educação Especial, o que dificulta sobremaneira seu trabalho na prática cotidiana de sala de aula.
2.7 ESCOLA E PRÁTICA INCLUSIVA
A deficiência intelectual é um enorme desafio para a educação na escola regular e para a definição do conceito de apoio educativo especializado, inclusão é uma proposta que condiz com a igualdade de direitos e oportunidades educacionais para todos em ambientes favoráveis já ‘garantidos’ por ela. Mas, nem sempre esse direito é de fato uma garantia aos cidadãos.
A integração da escola e da família deve ser mais constante nas atividades de socialização das crianças. E, os pais devem estar envolvidos numa procura por bem educar seus filhos.
2.8 A ESCOLA REGULAR
A escola tem um papel preponderante na denúncia de toda e qualquer forma de exclusão e, principalmente da exclusão de pessoas que necessitam de cuidados educacionais especiais. (DELORS, 1998. p. 37). Ela deve promover a formação de pessoas críticas e cidadãos que estejam aptos a apontar mudanças e/ou alternativas para as relações sociais. Estas práticas adaptativas funcionam como um regulador externo da aprendizagem e são coerentes com uma perspectiva em que o grande objetivo é determinar “o que falta” ao aluno para ter sucesso. Não sendo possível dar-lhe “o que lhe falta”, desconta-se no rendimento final.
2.9 A IMPORTÂNCIA DO FOCO NAS EXPLICAÇÕES EM SALA DE AULA
É importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo.
A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito.
A inclusão de músicas, brincadeiras orais, leituras com entonação apropriada, poemas e parlendas ajuda a desenvolver a oralidade.
É o convívio com os colegas que trará o desenvolvimento do estudante.
2.10 DIFICULDADES
Considerando o tempo e o espaço como fatores determinantes quando se trata da inserção social, cabe à escola favorecer aos alunos meios para que possam se identificar como integrantes de um grupo. Os grupos sociais humanos definem padrões normais ou estigmatizados. Assim, uma pessoa é considerada normal quando atende aos padrões que previamente são estabelecidos.
2.11 ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes de caráter prático em relação a esse aprendizado; entendendo que a alfabetização e letramento, devem ter tratamento metodológico diferente e com isso alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada nas nossas escolas.
Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as histórias em quadrinhos, seguir receita de bolo, a lista de compras de casa, fazer comunicação através do recado, do bilhete, do telegrama.
Letramento é ler histórias com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer, dos personagens, os melhores amigos. Letramento é descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser. (DELORS, 1998. p. 37).
Assim, pode-se dizer que até os anos 80 a alfabetização escolar no Brasil caracterizou-se por uma alternância entre métodos sintéticos e métodos analíticos, sempre, porém, com o mesmo pressuposto – o de que a criança, para aprender o sistema de escrita, dependeria de estímulos externos cuidadosamente selecionados ou artificialmente construídos, e também sempre com o mesmo objetivo.
2.12 EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL
Ensino fundamental é uma das etapas da educação básica no Brasil. Tem duração de nove anos, sendo a matrícula obrigatória para todas as crianças com idade entre seis e 14 anos.
A obrigatoriedade da matrícula nessa faixa etária implica a responsabilidade conjunta: dos pais ou responsáveis, pela matrícula dos filhos; do Estado pela garantia de vagas nas escolas públicas; da sociedade, por fazer valer a própria obrigatoriedade. Regulamentado por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996, sua origem remonta ao Ensino de Primeiro Grau, que promoveu a fusão dos antigos cursos primário (com quatro a cinco anos de duração), e do curso ginasial, com quatro anos de duração, este último considerado, até 1971, ensino secundário. (DELORS, 1998. p. 41).
A duração obrigatória do Ensino Fundamental foi ampliada de oito para nove anos pelo Projeto de Lei nº 3.675/04, transformado na Lei Ordinária 11274/2006, passando a abranger a Classe de Alfabetização (fase anterior à 1ª série, com matrícula obrigatória aos seis anos) que, até então, não fazia parte do ciclo obrigatório (a alfabetização na rede pública e em parte da rede particular era realizada normalmente na 1ª série). Lei posterior (11.114/05) ainda deu prazo até 2010 para Estados e Municípios se adaptarem.
No Brasil não existe um currículo padronizado para o ensino fundamental, mas a LDB de 1996 define que é obrigatório, no Ensino Fundamental, o ensino de Língua Portuguesa, matemática, conhecimentos do mundo físico e natural, bem como da realidade social e política (especialmente a brasileira), Artes, Educação Física e Música (que pode ser trabalhada dentro das Artes).
2.13 CONSTRUÇÃO DA QUALIDADE
A construção da qualidade da educação e qualidade de ensino da escola pública no Brasil, entre outros aspectos, relaciona-se à construção de uma gestão democrática, tendo em vista que a escola é local de formação de cidadão e construção da cidadania. Mas, de que qualidade se está a falar? Formação de qual cidadão? Construção de que cidadania? Problematizar, a partir dessas questões parece ser um caminho importante a ser trilhado na construção da qualidade da educação, tão propalada nessa nova década.
Nessa direção, o papel do gestor escolar é imprescindível para estabelecer um clima participativo que seja convidativo e motivador do diálogo e da realização do trabalho coletivo, em que a cooperação e a colaboração sejam as marcas das ações e processos de tomada de decisão em que os pares conjuguem na primeira pessoa do plural. (DELORS, 1998. p. 41).
A legitimidade conferida ao projeto político pedagógico como instrumento que institui a participação da comunidade escolar pressupõe o desenvolvimento de uma cultura de construção coletiva em que todos são partícipes do processo educativo e atuam como protagonistas nos processos de tomada de decisão, em prol da melhoria do ensino e das aprendizagens dos alunos.
3 A GESTÃO EDUCACIONAL NO ENSINO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
A gestão educacional apresenta-se como um conjunto de estratégias que visa enfrentar os desafios oriundos da administração da escola, buscando gerir significativamente a gestão pedagógica, gestão administrativa e a gestão de recursos humanos no âmbito da educação escolar.
3.1 INTRODUÇÃO
A gestão educacional apresenta-se com foco no âmbito da escola, responsável pelas ações e tarefas que dizem respeito a ela.
Para melhor compreensão, a gestão educacional tem por finalidade superar os desafios oriundos à administração escolar, buscando olhares significativos à gestão pedagógica, gestão dos recursos humanos e administrativos no âmbito da educação escolar. (BARRETO, 1998. p. 26).
Assim, a gestão educacional pode ser classificada em três áreas: Gestão Pedagógica; Gestão de Recursos Humanos e Gestão Administrativa.
Para a gestão educacional, acredita-se que a gestão Pedagógica deva ser a mais importante, pois, institui objetivos para o ensino-aprendizagem, onde propõe metas para a concretização das propostas pedagógicas e sua avaliação.
O responsável imediato pela articulação e sucesso da gestão pedagógica é o diretor da escola, hoje, mais conhecido como gestor escolar.
A gestão dos recursos humanos direciona-se a gestão de pessoas, ou seja, gestão de alunos, professores, comunidade escolar em geral.
Manter as pessoas desenvolvendo suas atividades contentes, satisfeitas não é tarefa fácil, pois, todos têm atribuições a cumprir, deste modo o regimento interno escolar existe para ser efetuado e cobrado pela equipe gestora de forma ética buscando não deixar lacunas para mal-entendidos e/ou interpretações ambíguas. (DELORS, 1998. p. 47).
A gestão administrativa tem por finalidade zelar pela parte física da escola, da parte burocrática da instituição, dos direitos e deveres de todos os agentes da unidade, bem como no cumprimento do regimento interno escolar.
3.2 A GESTÃO NO ENSINO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
A gestão de uma instituição escolar visa à prática educativa organizacional num processo compartilhado. Entende-se por gestão participativa o saber compartilhar, escrever uma história onde todos são autores do processo.
“A gestão educacional volta-se a responsabilidade de todos os agentes de uma escola. Neste contexto de gestão se faz necessário o trabalho em equipe, ou seja, de um grupo de pessoas que trabalham juntas, dando ênfase à formação e à aprendizagem dos alunos. Quando se escreve envolvimento ou tarefa de todos, entende-se que todos têm o seu valor no que diz respeito à escola e à gestão. Todos os trabalhadores da instituição, incluindo alunos e comunidade escolar, são essenciais para atingir uma organização permanente onde todos sejam beneficiados”. (BARRETO, 1998. p. 31).
Na busca da qualidade e produtividade no âmbito da gestão educacional em escolas públicas, a gestão pode se realizar plenamente através do processo mediador. Neste foco desenvolvem o trabalho através das características dialógicas as relações pedagógicas, assumindo ações democráticas para atender aos anseios da comunidade escolar.
3.3 O PAPEL DO COORDENADOR
Imprescindível para garantir as condições de aprendizagem dos alunos, o coordenador pedagógico dos anos finais dos ensinos Fundamental e Médio tem as mesmas funções de seu colega da primeira etapa do Fundamental: coordenar o horário de trabalho coletivo, atender individualmente os professores, estudar referências teóricas para refletir sobre a prática, acompanhar a evolução das produções dos alunos e planejar o projeto político-pedagógico (PPP). (BARRETO, 1998. p. 36).
O perfil dos profissionais muda nas séries mais avançadas. Os polivalentes são substituídos por especialistas e, para o coordenador, isso pode ser um problema se ele se sentir constrangido para dar orientação pedagógica a quem tem formação específica - o que, veremos mais adiante, pode ser superado com o conhecimento que ele vai procurar ter sobre as didáticas específicas.
3.4 DESAFIOS
No que tange aos desafios motivadores das ações, em prol da melhoria dos processos do e da aprendizagem, ao que se referem à gestão educacional, os gestores escolares dos municípios, alvo desse estudo, enfatizaram como desafios a melhora do IDEB; a necessidade de aproximar escola e família; a valorização dos profissionais para que desta forma desempenhem melhor as suas funções e realizem um trabalho de qualidade; o atendimento aos alunos com dificuldades; a conscientização dos professores para o trabalho coletivo.
Os gestores escolares apontaram ainda desafios atinentes à formação inicial e continuada dos professores ao destacarem a falta de conhecimento dos professores para trabalharem com as dificuldades de aprendizagem dos alunos e, por conseguinte, a necessidade de ampliação de especialistas na escola.
As falas dos gestores escolares demonstram sensibilidade para a importância do trabalho coletivo e dos processos formativos, além da valorização dos professores que não se dá isenta de políticas públicas.
Encontros coletivos que propiciam o diálogo constituem-se espaços de formação singulares, pois favorecem o desenvolvimento pessoal/profissional dos professores o que incide nos processos do ensino e da aprendizagem.
3.5 DEBATE
Hoje não é difícil obter o consenso sobre a necessidade de transformar as estruturas e dinâmicas da gestão das escolas para que elas recuperem a capacidade de transmitir uma cultura significativa e contribuam para recriar e desenvolver a capacidade de alcançar eficácia financeira e democratização política.
As políticas de descentralização dominantes estimulam a revisão dos conteúdos escolares para adequá-los aos novos conhecimentos científicos e tecnológicos e mantê-los sensíveis aos problemas da sociedade contemporânea. Vinculado a isso, propõe-se também uma renovação metodológica e o fortalecimento das relações da escola com seu meio social imediato.
Mas quando falamos de gestão da escola, não estamos pensando apenas em uma determinada organização e na racionalização do trabalho escolar para alcançar determinados resultados, ou seja, na produção institucional da escola. Referimo-nos também a uma renovação dos dispositivos de controle que garantam níveis mais altos de governabilidade. Em outras palavras, estamos nos referindo às relações de poder no interior do sistema educativo e da instituição escolar e ao caráter regulador do Estado e da sociedade no âmbito educacional. As expectativas oficiais em relação às mudanças da gestão do sistema e da instituição escolar, para o conjunto de estratégias de desenvolvimento e governabilidade social e educacional, evidenciam as relações contidas na gestão educacional.
Assim, é limitado compreender a gestão educacional apenas como responsável pela realização eficiente dos objetivos institucionais da escola. Sua decomposição em diferentes âmbitos de atuação, o financeiro, o administrativo e o pedagógico, podem ser úteis do ponto de vista analítico, mas fragmenta o complexo processo dessa gestão. Corre-se o risco de não visualizar a influência da gestão educacional nos diferentes aspectos que constituem o cotidiano da escola e a instituição em sua totalidade.
Há uma vasta literatura que discute a estreiteza da visão economicista da gestão educacional que a reduz a uma atividade administrativa. Das diferentes perspectivas de análise, tenta-se resgatar a especificidade da instituição escolar e a necessidade de entender a gestão educacional com base em seus fins pedagógicos. No campo da pesquisa sobre a administração escolar - sendo administração definida como a utilização racional dos recursos para a realização de determinados fins -, destaca-se a necessidade de fazer penetrar os objetivos pedagógicos nas formas de alcançá-los.
A construção da identidade institucional de cada escola será, então, resultado da organização autônoma do corpo burocrático estreitamente vinculado aos interesses da comunidade.
Por exemplo, ao discutir a influência ou não do caráter público ou privado das instituições de ensino na aprendizagem de alunos dos setores "menos favorecidos economicamente", o bom desempenho desses alunos não depende do caráter das instituições, mas da dinâmica delas.
Ou seja, da maior ou menor identidade institucional, associada ao grau de autonomia dos estabelecimentos para definir os estilos de ação pedagógica.
A preocupação com a identidade moral e cultural passa a ser substituída pelo imperativo da eficácia. Faz-se um tratamento desse conceito como integrante de um conjunto de questões neutras e técnicas, em vez de vinculá-lo a interesses concretos.
Inversamente à educação formal, os meios de comunicação de massa e as instituições de formação particulares ganham prestígio cada vez maior como portadores de conteúdos significativos para a socialização.
3.6 PARADIGMAS COM A GESTÃO EDUCACIONAL NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Os estudos da administração escolar no Brasil surgem no ano de 1932, como disciplina do curso Pedagógico do Instituto de Educação do Rio de Janeiro.
Porém, a disciplina de Administração Escolar só foi adotada no currículo do curso de Especialização de Administradores Escolares do Instituto de São Paulo no ano seguinte.
A inclusão da disciplina de Administração Escolar no currículo de Pedagogia da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil ocorreu em 1939. (DORNELAS, 2003. p. 19).
Às vezes, os professores são surpreendidos com consultas sobre os problemas educacionais, porém quase sempre as soluções já foram encontradas e estão em andamento, ocorrendo aquilo que se denominou de falsa democracia. administração escolar, devido às diferenças nas escolas e ao objeto de trabalho serem seres humanos: professores, funcionários, pais e alunos.
A busca da identidade própria da administração escolar tende a aproximá- la muito mais da administração do que do escolar. Deste modo, as dificuldades decorrem principalmente pelo fato de não existir um conjunto de regras ou uma convenção no modo de agir, pois se trata de um ato criativo.
A administração escolar, apesar de ser concebida por muitos educadores como tratamento dos aspectos legais da escola e como instrumento apenas burocrático, devido à estrutura organizacional escolar e ao poder centralizado na figura do diretor, seu real papel extrapola esses aspectos, pois direciona o processo educativo e as ações dos profissionais envolvidos.
Inserida no contexto capitalista a escola tem analogia com a empresa no tocante á sua estrutura tradicional e aos aspectos absorvidos do sistema; porém, seus objetivos diferenciam-se dos da empresa capitalista. Apesar de ser uma das suas funções, os objetivos da escola extrapolam os muros do mercado de trabalho. Superar o estado de dominação e de exploração de uma classe pela outra é um dos seus objetivos enquanto escola pública; pois ela é um lugar formador de identidades e só será pública se estiver a serviço dos interesses da maioria da população.
Os sensos de coletividade e de totalidade são características para o diretor gerir a escola de modo mais democrático e desempenhar seu compromisso de oferecer à comunidade um serviço de qualidade. Mas, para gerir a escola, o diretor necessita da participação dos professores e pais. Sem ela pode ser difícil mudar a forma de direcionar a ação administrativa.
A gestão democrática implica que a comunidade extra e intra-escola assumam o papel de dirigente e não apenas de fiscalizadores, ou meros receptores dos serviços educacionais. Assim, pais, alunos, professores e funcionários assumem sua parcela de responsabilidade pelo projeto da escola, através de sua participação ativa na escola.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Reforça-se aqui, novamente, a importância das instituições de ensino, principalmente dos cursos de administração, de proverem uma formação empreendedora aos estudantes que objetivem abrir seu próprio negócio e, paralelamente, incentive os atuais empreendedores que não têm educação formal, a buscarem nas instituições de ensino, o aprendizado que servirá de guia para a realidade prática. Fazer com que eles percebam a educação formal como um investimento que vai gerar informações essenciais para o sucesso de seu negócio e, de acreditar na competência das instituições de ensino de proverem uma educação empreendedora para aqueles que se dispõem a aprender. Cabe, então, ao ensino formal mais do que apenas apresentar aos alunos as ferramentas gerenciais, mas ensiná-los como utilizá-las na prática.
Finalmente, sugere-se uma reformulação contínua no ensino formal brasileiro, com o intuito de fornecer aos alunos uma formação empreendedora, assim como de incentivar aqueles que já são empresários a buscarem constante atualização de conhecimentos para uma gestão mais profissionalizada do negócio.
Transformar as escolas em centros criativos e implementar a educação empreendedora, como um conteúdo transversal em todas as disciplinas mesclando formação técnica com o desenvolvimento de habilidades empreendedoras de crianças e jovens.
Estimular o senso crítico cotidiano, envolver os jovens em todas as fases de desenvolvimento de um projeto ou proposta, começando com a percepção e tomada de consciência de uma problemática social e passando a refletir, propor e agir nesta problemática.
Prover os jovens de instrumentos que possibilite seu enquadramento real, isso permitirá que jovens sejam vistos não só como líderes do amanhã, mas como agentes e sujeitos de mudança hoje. A participação juvenil incentiva e desperta no jovem uma reflexão crítica, consciência de envolvimento social, senso de responsabilidade cívica e cidadania.
Fortalecer o repertório de valores dos jovens é passo fundamental para a consolidação de iniciativas de educação juvenil.
Formar para o mundo do trabalho. Com base no “aprender a fazer”, busca- se a formação dos jovens a partir da compreensão dos atuais dinamismos do mundo do trabalho e do desenvolvimento de competências básicas (aprender a ler e escrever) de competências específicas (projetos que desenvolvem formação em rádio, teatro, vídeo etc) e de competências gerenciais (a gestão compartilhada de projetos é o caminho principal).
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