Ouvindo minha própria voz: o sussurrofone como recurso pedagógico para o desenvolvimento da leitura e da consciência fonológica

Ana Paula da Fonseca Silva

Aparecida Damazio de Oliveira

Kézia dos Santos

 

DOI: 10.5281/zenodo.22428944

 

 

RESUMO

Este artigo apresenta uma experiência pedagógica desenvolvida por meio do projeto “Ouvindo Minha Própria Voz”, realizado com estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e com alunos da Sala de Recomposição da Aprendizagem da EMEB Professora Alcídia Divanir Simões Sales Pavan, localizada no município de Sinop-MT. O projeto teve como objetivo promover o desenvolvimento da consciência fonológica, da oralidade, da leitura fluente, da compreensão textual e da autonomia leitora, utilizando o Sussurrofone e o Alfabeto das Onomatopeias como recursos pedagógicos. A proposta surgiu a partir da observação de dificuldades apresentadas por estudantes no processo de alfabetização e no desenvolvimento da leitura, especialmente quanto à percepção dos sons da fala, à relação entre fonemas e grafemas, à fluência e à insegurança para realizar leituras oralmente. A metodologia adotada possui abordagem qualitativa, fundamentada na observação do cotidiano escolar, na intervenção pedagógica e no acompanhamento contínuo dos estudantes. Foram desenvolvidas atividades de leitura individual e coletiva, jogos fonológicos, identificação de sons, formação e segmentação de palavras, rimas, aliterações, leitura compartilhada, reconto, dramatização e produção oral e escrita. O uso do Sussurrofone possibilitou aos estudantes ouvir a própria voz durante a leitura, favorecendo a percepção sonora, a autocorreção e a confiança. As experiências realizadas indicaram maior participação, interesse e envolvimento dos alunos nas atividades de leitura, evidenciando o potencial de recursos lúdicos e acessíveis para favorecer práticas pedagógicas inclusivas e significativas.

 

Palavras-chave: Alfabetização. Consciência fonológica. Leitura. Sussurrofone. Educação inclusiva.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

A alfabetização constitui uma etapa essencial da escolarização, pois possibilita ao estudante apropriar-se do sistema de escrita e ampliar suas possibilidades de participação nas diferentes práticas sociais de leitura e escrita. Entretanto, o processo de aprendizagem não acontece de maneira uniforme entre os estudantes, sendo necessário considerar diferentes ritmos, necessidades e formas de aprender.

No cotidiano escolar, especialmente no contexto da recomposição das aprendizagens, são observadas dificuldades relacionadas à leitura, à compreensão textual, à consciência fonológica e à fluência leitora. Alguns estudantes apresentam resistência ou insegurança diante de situações de leitura oral, principalmente quando precisam ler diante dos colegas. Essas dificuldades podem interferir na participação e no desenvolvimento da autonomia leitora.

A Base Nacional Comum Curricular destaca a importância de desenvolver, no processo de alfabetização, conhecimentos relacionados às relações entre os sons da fala e as letras da escrita. O documento ressalta que a apropriação do sistema de escrita alfabética envolve o desenvolvimento da consciência fonológica e das relações grafofônicas (BRASIL, 2018).

Diante dessa realidade, o projeto “Ouvindo Minha Própria Voz” foi elaborado como uma proposta pedagógica destinada a utilizar recursos simples e lúdicos para auxiliar os estudantes em seu processo de aprendizagem. O Sussurrofone foi escolhido por possibilitar que o aluno escute a própria voz enquanto realiza a leitura, criando uma experiência de escuta individual que pode favorecer a percepção dos sons, da pronúncia, do ritmo e da entonação.

Como recurso complementar, foi utilizado o Alfabeto das Onomatopeias, possibilitando explorar sons presentes no cotidiano, relacionando imagens, sons, letras e palavras. Dessa forma, as atividades foram planejadas para favorecer a aprendizagem por meio de experiências que envolvem escuta, fala, leitura, escrita e interação.

O projeto foi desenvolvido tanto na Sala Regular quanto na Sala de Recomposição da Aprendizagem, buscando respeitar as especificidades dos estudantes e proporcionar diferentes oportunidades de participação.

O objetivo deste artigo é apresentar a experiência desenvolvida por meio do projeto “Ouvindo Minha Própria Voz”, analisando as contribuições do uso do Sussurrofone e do Alfabeto das Onomatopeias para o desenvolvimento da consciência fonológica, da leitura, da oralidade, da autonomia e da confiança dos estudantes.

 

 

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

2.1 Alfabetização e consciência fonológica

 

A alfabetização envolve a apropriação do sistema de escrita alfabética e o desenvolvimento de conhecimentos que permitem ao estudante compreender as relações estabelecidas entre a linguagem oral e a linguagem escrita.

Nesse processo, a consciência fonológica assume papel relevante, uma vez que permite ao estudante perceber e manipular diferentes unidades sonoras da língua, como palavras, sílabas, rimas e fonemas.

A BNCC destaca que o processo de alfabetização envolve a compreensão das relações entre fonemas e grafemas, bem como a percepção dos sons da fala e sua organização em segmentos sonoros maiores, como sílabas e palavras (BRASIL, 2018).

As atividades desenvolvidas no projeto foram organizadas considerando essa perspectiva. A exploração de sons, rimas, aliterações, segmentação silábica e associação entre sons e letras foi utilizada como estratégia para ampliar a percepção dos estudantes sobre a estrutura sonora das palavras.

Soares (2003) compreende alfabetização e letramento como processos que precisam estar articulados. Nessa perspectiva, aprender a ler e escrever não significa apenas dominar o código escrito, mas também participar de práticas sociais de leitura e escrita.

Assim, as atividades propostas buscaram ultrapassar o exercício mecânico da leitura, utilizando textos, histórias, parlendas, poemas, brincadeiras e situações de comunicação significativas.

 

2.2 A leitura como prática de aprendizagem

A leitura constitui uma prática fundamental para o desenvolvimento escolar e social dos estudantes. Entretanto, para que o aluno desenvolva autonomia leitora, é necessário que tenha contato frequente com diferentes textos e situações de leitura.

O trabalho com leitura precisa considerar aspectos como fluência, compreensão, entonação e construção de sentidos. Dessa forma, as práticas de leitura realizadas no projeto foram organizadas de maneira progressiva, considerando o nível de aprendizagem dos estudantes.

O Sussurrofone foi utilizado como recurso de mediação. Ao realizar a leitura e ouvir sua própria voz, o estudante pode perceber aspectos de sua produção oral e realizar novas tentativas.

Esse processo favorece uma postura mais ativa diante da aprendizagem, pois o aluno passa a participar da identificação e correção de suas próprias dificuldades.

 

2.3 Educação inclusiva e diferentes formas de aprender

 

A educação inclusiva pressupõe a construção de práticas pedagógicas que reconheçam a diversidade dos estudantes e possibilitem sua participação no processo educativo.

Nesse contexto, a utilização de diferentes recursos e estratégias pode contribuir para ampliar as possibilidades de aprendizagem. O professor, enquanto mediador, precisa observar as necessidades dos alunos e organizar situações que favoreçam sua participação.

Vygotsky (1998) destaca a importância das interações sociais e da mediação no desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. A aprendizagem, nessa perspectiva, não ocorre de maneira isolada, mas é construída nas relações estabelecidas entre o sujeito, o outro e o ambiente.

O projeto “Ouvindo Minha Própria Voz” aproxima-se dessa concepção ao propor situações nas quais os estudantes podem aprender por meio da interação, da experimentação, da escuta e da colaboração.

A utilização do Sussurrofone também permite diminuir a exposição do estudante durante algumas atividades de leitura, criando uma possibilidade de participação que pode ser especialmente relevante para alunos que apresentam insegurança ou receio de errar.

 

3 METODOLOGIA

 

O projeto “Ouvindo Minha Própria Voz” foi desenvolvido na EMEB Professora Alcídia Divanir Simões Sales Pavan, localizada no município de Sinop-MT, envolvendo estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e alunos atendidos na Sala de Recomposição da Aprendizagem.

A proposta foi desenvolvida durante os quatro bimestres letivos, articulando principalmente as áreas de Língua Portuguesa e Arte.

A pesquisa caracteriza-se por uma abordagem qualitativa, desenvolvida a partir da observação do cotidiano escolar, identificação das necessidades de aprendizagem, planejamento das intervenções pedagógicas, realização das atividades e acompanhamento dos avanços apresentados pelos estudantes.

O principal recurso utilizado foi o Sussurrofone, confeccionado para possibilitar que o estudante escutasse sua própria voz durante as práticas de leitura. O recurso foi utilizado em atividades individuais, coletivas e em pequenos grupos.

Também foi utilizado o Alfabeto das Onomatopeias, elaborado como recurso para exploração dos sons e sua relação com letras, imagens e palavras.

As atividades foram organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem dos estudantes.

Foram desenvolvidas propostas envolvendo:

·                 identificação de sons;

·                 relação entre fonemas e grafemas;

·                 identificação de sons iniciais, mediais e finais;

·                 segmentação silábica;

·                 formação de palavras;

·                 rimas;

·                 aliterações;

·                 jogos fonológicos;

·                 leitura de palavras;

·                 leitura de frases;

·                 leitura de pequenos textos;

·                 leitura compartilhada;

·                 leitura dramatizada;

·                 reconto oral;

·                 interpretação textual;

·                 produção oral;

·                 produção escrita.

Na Sala de Recomposição da Aprendizagem, as atividades foram adaptadas e realizadas de maneira mais individualizada, considerando as dificuldades específicas de cada estudante.

Foram utilizadas estratégias como leitura guiada, repetição, atividades de curta duração, manipulação de letras e sílabas, escuta da própria leitura e autocorreção.

A avaliação ocorreu de maneira contínua, considerando os avanços individuais apresentados pelos estudantes ao longo do desenvolvimento do projeto.

 

4 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

 

O projeto foi desenvolvido a partir da proposta denominada “Missão dos Sons e das Palavras”, organizada em etapas progressivas.

 

4.1 Primeira etapa: descobrindo sons e letras

Na primeira etapa, os estudantes foram apresentados ao Alfabeto das Onomatopeias.

Foram utilizadas imagens de animais, objetos e situações que produzem sons conhecidos pelas crianças. Os estudantes eram convidados a identificar os sons, reproduzi-los oralmente e relacioná-los às letras correspondentes.

Por exemplo, foram exploradas palavras como “miau”, “bum”, “piu-piu” e “tic-tac”.

A atividade permitiu trabalhar escuta, oralidade, identificação de sons e relação entre linguagem oral e escrita.

 

4.2 Segunda etapa: brincando com as sílabas

Na segunda etapa, foram desenvolvidas atividades voltadas à percepção da estrutura das palavras.

Os estudantes participaram de jogos de formação de palavras, separação silábica, bingo fonológico, dominó de sílabas, caça-rimas e atividades de identificação de aliterações.

Essas propostas foram realizadas de maneira lúdica, possibilitando que os estudantes manipulassem sons, sílabas e letras.

 

4.3 Terceira etapa: minha voz lê

A terceira etapa concentrou-se na leitura.

Os estudantes utilizaram o Sussurrofone para realizar leituras de palavras, frases e pequenos textos.

Durante as atividades, foram trabalhados ritmo, fluência, pronúncia, pausas e entonação.

Um dos objetivos foi possibilitar que os próprios estudantes percebessem sua leitura e realizassem novas tentativas quando identificassem alguma dificuldade.

 

4.4 Quarta etapa: contando e recontando

Na última etapa, foram desenvolvidas atividades de reconto, dramatização e produção oral.

Após a leitura de histórias, os estudantes eram convidados a recontar os acontecimentos, identificar personagens, ambientes e acontecimentos principais.

Também foram realizadas dramatizações simples, utilizando diferentes formas de expressão corporal e oral.

Essa etapa possibilitou integrar leitura, oralidade, criatividade e interação.

 

 

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

A observação realizada durante o desenvolvimento do projeto permitiu identificar mudanças positivas na participação dos estudantes nas atividades propostas.

Inicialmente, alguns alunos apresentavam resistência ou insegurança em situações de leitura oral. Com a utilização do Sussurrofone, observou-se maior curiosidade e disposição para participar das atividades.

O recurso tornou a leitura mais atrativa e possibilitou que os estudantes tivessem uma experiência diferenciada com sua própria voz.

Também foram observados avanços relacionados à percepção sonora das palavras. As atividades com o Alfabeto das Onomatopeias possibilitaram explorar sons de maneira concreta e divertida, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à consciência fonológica.

Outro aspecto observado foi a possibilidade de autocorreção. Ao ouvir a própria voz, os estudantes conseguiam perceber algumas dificuldades e repetir a leitura, buscando melhorar sua produção.

Na Sala de Recomposição da Aprendizagem, o uso do recurso mostrou-se relevante por possibilitar atividades individualizadas e adequadas ao nível de cada aluno.

A participação dos estudantes também foi favorecida pelas características lúdicas das propostas. Os jogos, as onomatopeias, as histórias e as dramatizações contribuíram para tornar o ambiente de aprendizagem mais dinâmico.

Embora os resultados observados sejam predominantemente qualitativos, os registros realizados durante as atividades indicaram maior envolvimento dos estudantes e maior disposição para participar das práticas de leitura.

Esses resultados reforçam a importância de utilizar estratégias diversificadas no processo de alfabetização, especialmente em contextos nos quais os estudantes apresentam diferentes níveis de aprendizagem.

 

6 CONTRIBUIÇÕES DO PROJETO PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 

A proposta desenvolvida apresenta contribuições para a educação inclusiva ao considerar que os estudantes possuem diferentes ritmos, necessidades e formas de aprender.

O projeto não utilizou uma única estratégia para todos os alunos. As atividades foram adaptadas de acordo com o nível de desenvolvimento e as necessidades observadas.

Na Sala Regular, foram realizadas atividades coletivas, em duplas e individuais. Na Sala de Recomposição da Aprendizagem, foram priorizadas intervenções mais direcionadas e individualizadas.

O Sussurrofone também possibilitou uma forma menos intimidatória de realizar a leitura. O estudante podia ouvir sua voz diretamente, sem depender exclusivamente da exposição diante do grupo.

Essa característica favoreceu um ambiente de maior segurança para a realização das atividades.

A proposta também valorizou o erro como parte do processo de aprendizagem. Em vez de considerar o erro como fracasso, as atividades possibilitaram que o estudante realizasse novas tentativas.

Dessa forma, o projeto contribuiu para desenvolver não apenas habilidades linguísticas, mas também aspectos relacionados à autonomia, participação e confiança.

 

 

7 AVALIAÇÃO

 

A avaliação foi realizada de maneira contínua, diagnóstica e formativa.

Foram considerados os seguintes aspectos:

a) participação nas atividades;

b) reconhecimento de letras e sons;

c) desenvolvimento da consciência fonológica;

d) capacidade de identificar e manipular sílabas e sons;

e) leitura de palavras e frases;

f) fluência leitora;

g) compreensão textual;

h) oralidade;

i) capacidade de reconto;

j) autonomia;

k) interesse e envolvimento;

l) segurança durante as práticas de leitura.

Os registros realizados pelo professor foram utilizados para acompanhar o desenvolvimento individual dos estudantes e planejar novas intervenções pedagógicas.

A avaliação, portanto, não esteve centrada apenas no produto final, mas no percurso de aprendizagem de cada estudante.

 

 

8 CULMINÂNCIA

 

Como culminância do projeto, foi organizada a “Mostra da Leitura e dos Sons”, integrando os estudantes da Sala Regular e da Sala de Recomposição da Aprendizagem.

A mostra foi organizada em diferentes momentos.

Na estação “Escute Minha Voz”, os estudantes realizaram leituras utilizando o Sussurrofone.

Na estação “Sons que Falam”, foram apresentadas atividades envolvendo o Alfabeto das Onomatopeias, associação entre sons e letras e dramatizações sonoras.

Também foram realizados jogos como bingo dos sons, caça-rimas, trilha silábica e formação de palavras.

No “Cantinho do Reconto”, os estudantes apresentaram histórias utilizando fantoches, ilustrações e dramatizações.

Também foram expostos registros das atividades realizadas ao longo do projeto, permitindo visualizar o processo de desenvolvimento dos estudantes.

A culminância teve como finalidade valorizar os avanços individuais e coletivos, possibilitando aos alunos compartilhar suas aprendizagens.

 

 

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O projeto “Ouvindo Minha Própria Voz” possibilitou uma experiência pedagógica significativa no trabalho com alfabetização, leitura e consciência fonológica.

A utilização do Sussurrofone mostrou-se uma estratégia simples, acessível e lúdica para favorecer a escuta da própria voz durante a leitura. A possibilidade de ouvir a própria produção oral contribuiu para momentos de percepção, repetição e autocorreção.

O Alfabeto das Onomatopeias também ampliou as possibilidades de exploração dos sons, aproximando os estudantes de atividades de consciência fonológica de maneira divertida e contextualizada.

Durante o desenvolvimento do projeto, foram observados maior interesse, participação e envolvimento dos estudantes nas atividades propostas. Também foram percebidos avanços na disposição para realizar leituras oralmente e na autonomia durante algumas situações de aprendizagem.

No contexto da Sala de Recomposição da Aprendizagem, o projeto possibilitou a realização de intervenções diferenciadas, respeitando os ritmos e as necessidades individuais.

A experiência reforça a importância de práticas pedagógicas que valorizem a diversidade e ofereçam diferentes caminhos para que os estudantes aprendam.

Conclui-se que o Sussurfone, associado a estratégias de consciência fonológica e leitura, pode constituir um recurso pedagógico relevante para tornar as práticas de alfabetização mais participativas, acolhedoras e significativas.

Mais do que ouvir a própria voz, o estudante é incentivado a reconhecer que sua voz tem lugar no processo de aprendizagem. Nesse sentido, “ouvir a própria voz” representa também uma possibilidade de fortalecer a confiança, a autonomia e o sentimento de pertencimento no espaço escolar.

 

 

REFERÊNCIAS

 

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2018.

 

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2003.

 

VYGOTSKY, Lev Semionovitch. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

 

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