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A REFORMA DO ENSINO MÉDIO: A DESLEGITIMAÇÃO DO ENSINO DE ARTE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA
Aline Andrade
RESUMO
Este artigo objetiva discorrer sobre a Reforma do Ensino Médio e suas implicações na educação pública brasileira, bem como, no campo de conhecimento “Arte”. Fundamenta-se na pesquisa documental, através de estudos feitos por pesquisadores da área e de documentos oficiais a fim de proporcionar maiores encadeamentos sobre o tema central: a Reforma do Ensino Médio, visando ter maior embasamento para as informações e discussões aqui levantadas. Ressaltando que o artigo se desenvolveu a partir da seguinte pergunta norteadora: quais consequências e influências um projeto como a Reforma do Ensino provoca na sociedade? É preciso compreender as nuances que a educação pública brasileira tem sofrido ao longo dos anos, essencialmente nos últimos, e quais os desdobramentos de tais mutações a partir da análise de reformas educacionais como, neste caso, o Novo Ensino Médio (NEM).
Palavras-chave: Novo Ensino Médio. Arte. Reforma do Ensino Médio.
ABSTRACT
This article aims to discuss the High School Reform and its implications for Brazilian public education, as well as in the field of knowledge “Arts”. It is based on documentary research, through studies carried out by researchers in the area and official documents in order to provide greater links on the central theme: the High School Reform, aiming to provide a greater basis for the information and discussions raised here. Emphasizing that the article developed from the following guiding question: what consequences and influences does a project like the Education Reform have on society? It is necessary to understand the nuances that Brazilian public education has undergone over the years, essentially in the last few years, and the consequences of such mutations based on the analysis of educational reforms such as, in this case, the New Secondary Education.
Key Words: New High School. Art. Secondary Education Reform.
INTRODUÇÃO
O artigo fundamenta-se na pesquisa documental sobre a Reforma do Ensino Médio ao compreendê-la como um projeto neoliberal que ocasiona uma série de implicações na educação pública brasileira. Tornando essencial conhecer o novo currículo apresentado pelo Novo Ensino Médio (NEM), em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que apresentou novas prioridades de ensino, ao estar alicerçado à disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, enquanto outras, como Educação Física, Geografia, História, Biologia, Química, Física, Sociologia, Filosofia, Língua Inglesa e, finalmente, o objeto dessa pesquisa, “Arte”, ficaram como “disciplinas secundárias” ou porque não considerar algumas como “terciárias” ao terem menor tempo hora-aula no currículo ou sendo realizadas única e exclusivamente a critério do educando. Sobre isso, serão apresentados indicadores que mostram essa nova trajetória escolar de um estudante da rede pública brasileira, com o destaque de essas disciplinas dadas como secundárias não serem mais presentes durante a etapa do Ensino Médio, uma vez que foi estipulado, para cada ano de ensino, uma determinada carga de conhecimentos.
Ainda serão apresentadas aproximações em relação à disciplina denominada “Tecnologia e Inovação”, cuja proposta está em “Projeto de Vida e Itinerários”, a depender da organização de cada rede de ensino. Vale ressaltar que o Projeto de Vida tem sido presente em várias reformas educacionais na última década e, a partir do que for apresentado neste artigo, merece sua devida reflexão. Em vista disso, com as mudanças do Novo Ensino Médio, com a sua matriz curricular definida, a grande questão que permeia está nas intenções de ter se instituído um projeto como esse: quais consequências e influências que a Reforma do Ensino, considerado como “Novo”, provoca na sociedade?
Vale destacar que a Reforma do Ensino não é a primeira reforma educacional que o Brasil enfrenta nos últimos anos, existe uma série na educação pública que promove um modelo de sociedade que se deseja ter e/ou manter.
Isso posto, com as informações destacadas, nota-se um maior direcionamento do estudante para o mercado de trabalho ao determinar áreas que são julgadas e vistas como necessárias para tal. Lembrando que esse texto proporciona a discussão dessa reforma educacional.
Também é importante destacar que no ano de 2021, a matriz curricular do NEM foi divulgada e tornou-se fundamental levantar questões pertinentes acerca da temática a fim de provocar reflexões acerca de mudanças que percorrem o projeto na área de conhecimento “Arte”. Assim, foram levantados documentos oficiais e estudos de pesquisadores da área a fim de melhor compreender o cenário da educação pública brasileira no que diz respeito ao tema aqui proposto.
As etapas seguidas neste artigo estão organizadas em: O que é a Reforma do Ensino Médio, As Implicações da Reforma do Ensino Médio, As Implicações da Reforma do Ensino Médio no que diz Respeito ao Ensino de Arte, Considerações Finais e Referências.
O QUE É A REFORMA DO ENSINO MÉDIO?
A Reforma do Ensino Médio foi instituída em 2018 com o objetivo de promover uma nova estrutura curricular aos estudantes da última etapa da Educação Básica, baseando-se em áreas como Língua Portuguesa, Matemática, Projeto de Vida, Tecnologia e Inovação e Itinerários. Outro fator que merece ser destacado é a possibilidade de uma parte da carga horária ser feita à distância (EAD), assim “tal medida promove o cumprimento do currículo em 60% para os conteúdos programados pela BNCC e as 1.200 horas restantes, podendo ser realizado à distância (EAD), são destinadas aos itinerários formativos” (ANDRADE, 2019).
Lembrando que, outras disciplinas como Arte, Educação Física, Biologia estão presentes na matriz curricular do Ensino Médio, porém, não em todos os anos dessa etapa, não sendo prioridade ou a base da reforma.
Mais do que o currículo que se instituiu, a Reforma do Ensino Médio promulga o seguinte modelo de sociedade:
Ela é também um projeto de educação e de sociedade que formaliza e materializa interesses próprios: os interesses do capital no momento de sua crise. Desse modo, não é casual que a reforma do Ensino Médio tenha sido imposta por medida provisória menos de um mês após a consolidação do golpe institucional (MP 746/2016), sendo depois aprovada no Congresso Nacional (Lei nº 13.415/2017), na esteira de tantas outras reformas, como a Emenda Constitucional 95, que congelou os gastos públicos diretos, a reforma trabalhista, a ampliação da terceirização e a reforma da Previdência. Todas essas reformas fazem parte de um único e mesmo processo: a tentativa de recuperação do ciclo de acumulação capitalista, descarregando o peso da crise econômica nas costas dos trabalhadores e da juventude. (PIOLLI. SALA. 2020, p. 72)
Percebe-se que a educação não é neutra, nunca foi. A educação “anda” conforme seus governos, corroborando com interesses políticos e empresariais, em que uma reforma educacional como a do Novo Ensino Médio consiste em retardar conhecimentos e aprendizagens de direitos de todo indivíduo, mas, que muitos jovens ficarão presos ao discurso que é amplamente promovido em diferentes veículos de comunicação, como uma promessa: o de já se ter uma formação técnica ainda no Ensino Médio, em que o estudante sai da escola pública já preparado para o mercado de trabalho.
AS IMPLICAÇÕES DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO
Para melhor discussão sobre o projeto “Reforma do Ensino Médio” é preciso compreender seus desdobramentos no que se refere à educação pública e, por isso, foram elencados três subtemas fundamentais da Reforma do Ensino Médio: Projeto de Vida, Ensino à Distância (EAD) e ausência de disciplinas no currículo.
O Projeto de Vida já foi posto em outros projetos educacionais brasileiros e agora torna-se componente curricular do Ensino Médio “como estratégia de reflexão sobre trajetória escolar na construção das dimensões pessoal, cidadã e profissional do estudante” (BRASIL, 2018). Tal disciplina está conectada ao ensino profissionalizante ao mostrar e indicar caminhos possíveis, através de itinerários, para que o jovem estudante possa trabalhar após o término de seus estudos na escola pública.
III - itinerários formativos: cada conjunto de unidades curriculares ofertadas pelas instituições e redes de ensino que possibilitam ao estudante aprofundar seus conhecimentos e se preparar para o prosseguimento de possível perceber estudos ou para o mundo do trabalho de forma a contribuir para a construção de soluções de problemas específicos da sociedade. (BRASIL, 2018, p.2)
É que há uma intenção clara para que o jovem, recém saído da última etapa de Educação Básica na escola, tenha o “sonho” de uma ocupação no mercado de trabalho e nada se diz a respeito de uma continuidade acadêmica, isto é, a universidade.
Outro ponto a ser levado em consideração é o Ensino à Distância (EAD), uma vez que, com a reforma, o Ensino Médio pode ser feito em tal modalidade, implicando, desse modo, em uma disputa entre empresas privadas que podem ocupar essa área dada a “brecha”, a possibilidade, da relação público-privado dentro das escolas públicas brasileiras. Vale lembrar que o Estado, não consegue executar aquilo que é o seu dever a muito tempo, nesse caso, garantir uma educação pública de qualidade aos educandos, e, dá-se assim o poder da educação pública nas mãos de empresas (mais uma vez) que visam os seus próprios interesses.
De outro lado, revela o descompromisso das instituições públicas com a formação profissional dos jovens que frequentarão o ensino médio, além do compromisso com as instituições privadas que o fazem, não apenas onerando o Estado, mas, e este é um aspecto tão importante quanto ao anterior, promovendo tal formação de acordo com os interesses empresariais e não com a visão mais ampla, crítica e autônoma a respeito do trabalho e seu exercício numa sociedade como a brasileira. (FERRETI, 2018, p.265)
E, além disso, existe uma mudança importante a ser considerada que está na ausência de disciplinas no Novo Ensino Médio, em que em suas diferentes séries, evidencia quais são as prioridades de gestão e de sociedade. Para melhor reflexão, observe a tabela abaixo referente à Matriz Curricular do estado de São Paulo:
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Matriz Curricular do Ensino Médio - Período Diurno - do estado de São Paulo
Fonte: Novo Ensino Médio/São Paulo. 2021.
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Matriz Curricular do Ensino Médio - Período Noturno - estado de São Paulo
Fonte: Novo Ensino Médio/São Paulo. 2021.
Com base nas imagens acima é possível identificar que, por exemplo, estudantes da terceira série do Novo Ensino Médio não terão quaisquer aulas de disciplinas nas áreas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
Nenhuma.
E, no que se refere à disciplina de “Arte”, estudantes da primeira e terceira séries do Ensino Médio terão aulas presenciais, apenas o básico devido a carga horária indicada (120 horas anuais, que pode se dividir em dois semestres escolares, sendo cada um apenas 60 horas), e, ainda com base na tabela apresentada é possível notar que a segunda série do NEM está dispensada desse campo de conhecimento “Arte”.
AS IMPLICAÇÕES DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO NO QUE DIZ RESPEITO AO ENSINO DE ARTE
A instituição da Reforma do Ensino Médio provoca uma série de implicações, principalmente no sentido de negar um direito constitucional que é a garantia de uma educação integral, sendo que
“a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 1988).
É preocupante identificar a ausência de importantes áreas de conhecimentos, entre elas a “Arte”. E, em vista disso, é possível afirmar que o Novo Ensino Médio nega o desenvolvimento pleno do indivíduo, determinando a pessoa que deve ser e quem deve se tornar, ao restringir suas habilidades e capacidades ao limitar os conhecimentos mínimos necessários para a formação de uma educação básica a todo estudante. Ao restringir um direito essencial, o de proporcionar e aprimorar conhecimentos distintos e fundamentais que propõe uma formação básica de qualidade, essa reforma contribui e fortalece um movimento já existente de ênfase de resultados e apenas de parte de um todo, ou seja, dá-se aos estudantes do NEM apenas uma parte de conhecimentos que deveriam ser presentes e contínuos durante toda a trajetória escolar.
E a disciplina de “Arte” é um dos campos de conhecimentos que desenvolve o senso criativo, estético, crítico, além de outras habilidades distintas em cada e todo educando, retirá-la ou apenas compensá-la em aulas poucas, provoca a redução do desenvolvimento físico, cognitivo e intelectual. Além de que, a ausência da disciplina promove o desemprego de profissionais qualificados da área, uma vez que não há incentivos e estímulos para seguir, por exemplo, uma carreira docente que já tem um cenário crítico e desmotivador, ao deparar-se com um espaço limitado à autonomia de professores em suas práticas pedagógicas e profissionais.
Em vista disso, nota-se a importância de destacar uma pesquisa feita por VENCO & RIGOLON (2014) que destacou inúmeros motivos que desencadearam a desvalorização entre professores da rede estadual de São Paulo que, de certa forma, conversam e estão alinhadas com a proposta desse texto. Veja o trecho abaixo que aponta um dos cenários encontrados pelas pesquisadoras:
Notou-se que o estabelecimento de metas e seu não alcance pelas escolas são responsáveis por gerar um grau importante de desencantamento com a carreira, de sentimento de injustiça e de constatação, pelos professores, do abandono de propostas de aprendizagem condizentes com as especificidades dos estudantes, que passam a ser substituídas pela padronização do ensino, via material didático, cuja utilização é atrelada à avaliação. (VENCO. RIGOLON. 2014, p. 50)
Trata-se de uma educação com foco em avaliações, resultados e não no processo, isto é, não considera o processo educacional que qualifica e desenvolve o sujeito com todos os seus direitos e aspectos físicos, mentais e sociais. E, a Reforma do Ensino Médio fortalece cenários difíceis e desmotivadores em âmbitos distintos de sociedade e que são tão presentes em pesquisas na área da educação no Brasil ao se identificar, cada vez mais, um desmonte da educação pública no Brasil.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir das informações e discussões apresentadas no artigo, compreende-se que a Reforma do Ensino Médio é muito mais do que um projeto simples, trata-se de um projeto neoliberal que promove o tipo de sujeito e sociedade que se quer ter, ao limitar o estudante a conhecimentos e habilidades com o currículo do Novo Ensino Médio. Estudantes de escolas públicas brasileiras não conseguirão se equivaler com estudantes de escolas privadas que são incentivados ao intelecto e ao desenvolvimento físico e crítico. Estudantes de escolas públicas irão para o mercado de trabalho ocupar vagas operacionais, enquanto estudantes de escolas privadas irão para universidades, ocupar cargos de lideranças e para grandes empresas.
O Novo Ensino Médica coloca o jovem de escola pública no “seu lugar”, onde diz, de forma implícita, onde deve ficar e permanecer desestimulando-o a procurar avançar seus conhecimentos ou a procurar novos e a ampliar sua educação quando, teoricamente, vendeu-se a ideia de que o educando já tem uma profissionalização proporcionada por essa reforma educacional e ainda na Educação Básica. Vende-se o discurso “o jovem já sai com uma qualificação profissional da escola”, quando na verdade, quer dizer o modelo de sociedade que se deseja ter e manter, de mostrar a esse adolescente que “aqui é o seu lugar e é aqui que ficará”. Tem suas exceções? Tem. Mas em sua grande maioria, o projeto neoliberal “Novo Ensino Médio” fortalece cada dia mais um campo que avança no país: o de uma educação precária pautada em interesses de grandes empresas e não do estudante.
Um retrocesso. Isso principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento pleno do educando, em seus mais distintos aspectos, principalmente quando uma reforma como essa restringe disciplinas essenciais que desenvolvem a criticidade, o físico, mental e criativo como a exemplificar a disciplina de “Arte”.
A arte move pessoas, desenvolve o corpo e alimenta o espírito. Sem arte as pessoas são apenas seres vagando pelos espaços, são corpos vazios, sem interesse em avançar entre mundos desconhecidos e necessários. Sem arte, o esperançar de fazer acontecer (FREIRE, 1997), se transformará em o de esperar as coisas acontecerem “naturalmente”, estudantes estarão acomodados a realidade que foi lhes foi apresentada como única e certa, direcionada. O jovem estudante, pobre, de escola pública (em sua grande maioria) terá uma espera para toda a eternidade, de não acontecer como imaginou, de não mudar a sua realidade para melhor, mas sim o de permanecer nela. O seu futuro muito possivelmente não terá novas buscas para desbravar mundos, isso porque lhe foi restringido espaços comuns e diferentes, coletivos e individuais, de diálogo, interação, socialização e estudos dentro da escola. O desenvolvimento da mente e do corpo em relação ao pensamento crítico está condicionado com esse projeto, ao haver uma limitação de conhecimentos e ambientes (físicos ou não) que permitem aprimorar e estender saberes, isso é um fato inquestionável, e acontece porque disciplinas que podem promover e construir habilidades e competências fundamentais a todo educando, para uma educação de qualidade, foram drasticamente reduzidas e são quase inexistentes no Novo Ensino Médio, com foi o caso a exemplificar a disciplina Arte.
REFERÊNCIAS
SÃO PAULO. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Matrizes Curriculares do Novo Ensino Médio. Novo Ensino Médio/SP, 2021. Disponível em: https://novoensinomedio.educacao.sp.gov.br/assets/docs_ni/.pdMatrizes_Novo_Ensino_Mediof. Acesso em 06 de Agosto de 2021.
VENCO, Selma. RIGOLON, Walkiria. Trabalho docente e precariedade: contornos da política educacional paulista. Metodista, 2014. Disponível em:
https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacoes/article/view/1686, Acesso em: 06 de Agosto de 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. MEC Programa de Apoio ao Novo Ensino Médio - Documento Orientador da Portaria nº 649/2018. Disponível em:
https://www.gov.br/mec/pt-br/novo-ensino-medio/pdfs/DocumentoOrientador_ProgramadeApoioaoNovoEnsinoMdio.pdf. Acesso em 22 de Abril de 2022.
ANDRADE, Aline. A Educação Integral, o Programa Mais Educação e suas Mutações Pós-Golpe Institucional de 2016. Biblioteca Digital/Unicamp, 2019. Disponível em:
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=001126640&opt=4. Acesso em: 04 de Maio de 2023.
BRASIL. Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988. Planalto, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 11 de Maio de 2023.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
FERRETI, Celso J. A Reforma do Ensino Médio: Desafios à Educação Profissional. IFRN, 2018. Disponível em: https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/6975. Acesso em: 08 de Maio de 2023.
BRASIL. Resolução nº 3, de 21 de Novembro de 2018. Portal MEC, 2018. Disponível em:
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BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=13448-diretrizes-curiculares-nacionais-2013-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 09 de Maio de 2023.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança. Disponível em: https://cpers.com.br/wp-content/uploads/2019/09/10.-Pedagogia-da-Esperan%C3%A7a.pdf. CPERS, 2019. Acesso em: 29 de Junho de 2023.
PIOLLI, Evaldo. SALA, Mauro. Reforma do Ensino Médio e a Formação Técnica e Profissional. Revistas USP, 2020. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/180047. Acesso em: 29 de Junho de 2023.
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SEXUALIDADE E GÊNERO E O PAPEL DO EDUCADOR
SEXUALITY AND GENDER AND THE EDUCATOR'S ROLE
Fernanda Camila Moscardi Bonato
Maiara Barros de Oliveira
RESUMO
Este artigo busca refletir sobre como as escolas abordam gênero e sexualidade. Por essa razão, a revisão biográfica foi utilizada como estratégia metodológica. Refletindo sobre a análise dos cenários, notou-se que embora os professores tenham dito que não existe distinção entre meninos e meninas, eles reforçam estereótipos de gênero que enfatizam que crianças devem comportar-se de acordo com seu gênero, apontando inconsistências entre a forma como gênero e sexualidade são tratados. Diante disso, observamos a importância de abordar o gênero e a sexualidade de uma forma equitativa no decorrer da escolaridade, fazendo-se necessário o tema estar exposto e incorporado ao currículo. O respeito pela diversidade deve ser valorizado e respeitado
Palavras-chave: Sexualidade. Gênero. Artigo.
ABSTRACT
This article seeks to reflect on how schools approach gender and sexuality. For this reason, the biographical review was used as a methodological strategy. Reflecting on the analysis of the scenarios, it was noted that although the teachers said that there is no distinction between boys and girls, they reinforce gender stereotypes that emphasize that children should behave according to their gender, pointing out inconsistencies between the way gender and sexuality are treated. Therefore, we observed the importance of addressing gender and sexuality in an equitable way during schooling, making it necessary to be exposed and incorporated into the curriculum. Respect for diversity must be valued and respectedThis article seeks to reflect on how schools approach gender and sexuality. For this
Keywords: Sexuality. Gender. Article.
Introdução
Com o objetivo de melhor compreender questões relacionadas a gênero e sexualidade dentro da escola, o artigo visa estudar a relevância de uma qualificação dos educadores para lidarem com essas temáticas de maneira consciente. Visa também a importância da equidade e respeito com todos os seres humanos, e principalmente os alunos que estão dentro da escola, ainda em fase de desenvolvimento, autocompreensão e aceitação.
O conhecimento possibilita aos profissionais de todas as áreas, capacidade de maneira imparcial e respeitosa, independente da diferença social que as pessoas ao seu redor possuam.
Na área em questões, busca-se entender como educadores podem exercer suas funções ao serem confrontados com mudanças nos padrões muitas vezes apontados pela sociedade como modelos a serem seguidos em relação à sexualidade e gênero de cada indivíduo.
A pesquisa se justificou pela importância de trabalhar, no âmbito escolar, temáticas que se relacionem com a sexualidade e gênero com o intuito de auxiliar no progresso do aluno sem a imposição de regras e padrões ditos como corretos pelo contexto histórico em que se vive, mas sim valorizando a grande diversidade da realidade em que vivemos.
No entanto, ainda permanece um sistema de crenças que inclui estereótipos sobre homens e mulheres, atitudes diante dos papeis apropriados para cada sexo” (Guerra et al., 2004, p. 48, grifos nossos)
A ideia é considerar as diferenças entre os alunos, assim como a sexualidade e cultura, contribuindo para que estes não cresçam praticando comportamentos preconceituosos, muitas vezes agindo com discriminação, não considerando a diversidade como um fator a ser respeitado com relação a todos que vivem ao seu redor.
Desse modo, o estudo de autores como José Geraldo Silveira Bueno e Kátia Regina Pupo, buscou entender os meios pelos quais os educadores se prepararam para lidar com a diversidade quando esta envolve alunos e, por vezes, os familiares. Buscou-se também entender e relacionar o machismo encontrado e construído na sociedade com o sexismo reproduzido, muitas vezes dentro do próprio âmbito escolar, que por consequência gera desigualdade de direitos entre os sexos.
Este trabalho demonstrou que as visões sobre gênero e sexualidade são construídas culturalmente, e o direito à educação, garantido pelo Constituição Federal Brasileira (BRASIL,1988), é um direito inegável a todo e qualquer cidadão e assegura igualdade de condições para que o aluno possa frequentar e permanecer na escola. Porém, podemos observar através de um trecho retirado de um texto da revista Carta Capital, que esse direito ainda é negado aos alunos, revelando estruturas hierarquizadas de gênero: VIEIRA et al., 2015, p 52.
“(...) reproduzindo uma cultura de violência e afastando os meninos dos bancos escolares (...). Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) compõem outro grupo populacional que tem seu direito fundamental à educação violado com, igualmente, altas taxas de evasão escolar. Em razão da total invisibilidade dada ao problema, órgãos governamentais ainda não dispõem de indicadores que possam medir o tamanho estatístico dessa exclusão escolar.” (VIEIRA et al.,2015. p 52).
Não apenas com a função de ensinar, as escolas trazem consigo a função social, e é por meio de aulas e projetos democráticos que o professor possibilita aos alunos conhecerem, entenderem e conviverem com a diversidade dos indivíduos inseridos naquele espaço, e por consequência na sociedade. Os estudos e a formação dos professores devem ser realizados de maneira que ocorra uma diminuição nos casos de preconceito e discriminação existentes, evitando que algumas pessoas continuem a sofrer por conta dos estereótipos reforçados e impostos pela sociedade.
Para que educadores possam ter uma ação pertinente neste sentido eles precisam ser devidamente orientados e preparados buscando meios de aprender sobre o assunto e desenvolvê-los na sala de aula através de cursos de pós-graduação e grupos de estudos. Algumas dessas formações são oferecidas por universidades públicas e movimentos pela igualdade de gênero na educação, com o intuito de construir uma escola inclusiva e democrática.
Através de análise de artigos e compreensão em torno das relações de gêneros e sexualidade e modificações ocorridas na sociedade nas últimas décadas verificou-se discordâncias com relação a esse tema e como estas se refletem no âmbito escolar e no comportamento dos ali presentes.
Buscou-se dissertar um artigo de cunho reflexivo para professores, alunos e toda a comunidade escolar, de modo que seja desenvolvido um pensamento crítico sobre o tema.
METODOLOGIA
O artigo foi desenvolvido através de uma revisão sistemática da literatura por meio de pesquisas bibliográficas de artigos publicados no período de 1998 a 2018, considerando o posicionamento e estudos de profissionais da área da educação e psicologia.
Desenvolvimento
As diversas maneiras de expressões violentas contra outros seres humanos são chamadas de bullying, que envolve agressão física, verbal e psicológica e, raramente vemos sendo desenvolvidos trabalhos significativos que visam melhorar o convívio interpessoal e gerar mais respeito e empatia dentro e fora das escolas.
Discutir sobre gênero e sexualidade dentro das salas de aula pode ser uma maneira eficaz de desconstruir as discriminações contra quaisquer indivíduos que fujam dos padrões socialmente aceitos e estabelecidos. Pupo (2015), afirma que quando o professor se mantém imparcial mediante situações de desigualdade ele acaba fortalecendo atitudes sexistas e modelos de comportamentos desrespeitosos. Portanto, é importante agir com coerência e equidade, pensando sempre no bem-estar de todos os seus alunos.
Para que haja uma transformação significativa no comportamento dos alunos, é interessante que o profissional da educação vá além das disciplinas oferecidas durante o curso da graduação, realizando cursos como os oferecidos em instituições como a Libertas e a Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos da UFG (Universidade Federal de Goiás). Alguns exemplos de cursos ofertados pela UFG são “Conceitos de gênero e sexualidade: (Des) Construir linguagens” e “Educação do corpo: Problematizando gênero, sexualidade e direitos humanos”.
Esses cursos visam a reflexão e a compreensão ampla do assunto envolvendo a parte corporal, social e cultural, além de buscar consciência ética e oferecer recursos teóricos que auxiliem os profissionais interessados a lidarem coerentemente com o contexto de realidade no qual os estudos possam ser colocados em prática.
Desse modo, a validade de um conhecimento não é aferida pela sua suposta aproximação de uma realidade imutável, mas pela possibilidade de esse conhecimento abarcar de modo crescente relações até então nunca vistas, ou, antes, pensadas. (Lopes; Laurenti; Abib, 2012, p. 132).
É de fundamental importância que o professor em formação ou aquele que já está atuando busque entender o que envolve os preconceitos praticados dentro da escola e como eles se desenvolvem. A obra Diversidade Sexual na Educação, organizado por Rogério Diniz Junqueira (2009), diz respeito a problemas de cunho discriminatório perante orientações sexuais que ocorrem dentro do ambiente escolar. O trecho abaixo fala a respeito da heteronormatividade, a qual implica em considerar como modelo a ser seguido o padrão heterossexual de relacionamento, ou seja, anulando as demais possibilidades contidas na diversidade sexual.
O processo de heteronormatividade parece ser exercido de modo mais intenso ou mais visível em relação ao gênero masculino. Observamos que desde os primeiros anos de infância os meninos são alvo de uma especialíssima atenção na construção de uma sexualidade heterossexual. As práticas afetivas entre meninas e mulheres costumam ter um leque de expressões mais amplo do que aquele admitido para garotos e homens (JUNQUEIRA, R.D. UNESCO, 2009, p.91)
É possível relacionar claramente o texto com a realidade vivida dentro e fora das escolas. Desde o início da história humana o sexo masculino é exaltado como o mais forte e soberano da espécie e com ele surgem as características de serem os “machões”, héteros, fortes, contidos, ou seja, devem demonstrar poucas emoções. Tudo aquilo que vai contra esse padrão incomoda e gera desconforto naqueles que acreditam que o fato de não seguir o padrão pode significar que alguém não está valorizando uma “dádiva” a ele concedida: de ter nascido homem. Verificamos no trecho a seguir como ocorre esse processo:
O processo de heteronormatividade não se torna mais visível em sua ação sobre os sujeitos masculinos, como também aparece, neste caso, frequentemente associado com a homofobia. Pela lógica dicotômica, os discursos e as práticas que constituem o processo de masculinização implicam a negação de práticas ou características referidas ao gênero feminino e essa negação se expressa, muitas vezes, por uma intensa rejeição ou repulsa de práticas e marcas femininas (o que caracterizaria, no limite, a misoginia). É preciso afastar ou negar qualquer vestígio de desejo que não corresponda à norma sancionada. O medo e a aversão da homossexualidade são cultivados em associação com a heterossexualidade (JUNQUEIRA, R.D. UNESCO, 2009, p.92).
Sendo assim, as mudanças e descobertas de comportamentos ou características que fujam do padrão socialmente imposto é visto com repulsa pela sociedade, gerando comportamento de negação e vergonha para quem os tem.
Fundamental compreender qual a repercussão das questões de gênero na vida sexual dos adolescentes, a fim de contribuir para ações específicas de educação em saúde” (Martins et al., 2012, p. 99)
O gênero, segundo o Manifesto pela igualdade de gênero na Educação (2015), é um conceito que classifica e posiciona as pessoas sobre o que é entendido como masculino e feminino, criando sentido para as nossas diferenças físicas e emocionais, formando uma estrutura de poder que é reforçado pela família e escola de maneira muitas vezes desarmoniosas, gerando conflitos internos àqueles que não se enquadram nesse perfil.
O professor é um mediador de suma importância para trabalhar com o tema e deverá se livrar de seus pudores excessivos e paradigmas provenientes da cultura repassada pelas gerações anteriores. A falta de diálogo e orientações sobre o desenvolvimento do corpo, gênero e a diversidade sexual pode resultar em traumas e gerar sequelas psicológicas graves para as crianças e adolescentes, que são muitas vezes carregadas para a vida adulta.
Tendo em vista que muitas vezes os professores possuem conhecimentos superficiais sobre o tema e também sobre como trabalhá-lo em sala de aula, o fato de ele próprio se sentir inseguro para abordar e trabalhar a relação de gênero e sexualidade trazendo à tona preconceitos pessoais, tabus sociais, e até mesmo vergonha para desenvolver o diálogo, justificando assim, a tão necessária formação falada anteriormente.
É perceptível que, apesar dos inúmeros avanços que a sociedade tem passado, ainda é muito comum quem acredite que essa temática não deva ser discutida em ambientes escolares, e que falar de sexualidade e gênero fere a ética, moral e paradigmas religiosos dos alunos e seus familiares. Essas ideias distorcidas ainda estão enraizadas em nosso cotidiano, em meio à violência moral que paira sobre as relações pessoais presas a padrões sexistas. Pupo (s/d) se refere ao papel da escola em seu artigo Questões de Gênero na Escola, quando diz que lugares públicos e colégios podem exercer o papel de impor princípios sexistas reforçando comportamentos padronizados em seu cotidiano, porém, devem servir como locais que promovam importantes reflexões, possibilitando um possível e esperado rompimento de paradigmas sobre o comportamento feminino e masculino.
A escola é um local no qual o aluno se desloca não somente para ser alfabetizado, mas também para tornar-se um cidadão aprendendo de maneira democrática o respeito ao outro.
À escola foi delegada a função de formação das novas gerações em termos de acesso à cultura socialmente valorizada, de formação do cidadão e de constituição do sujeito social. (BUENO, 2001, p. 5)
São as atitudes preconceituosas, sexistas e machistas no ambiente escolar que fazem surgir os primeiros conflitos pessoais, fazendo com que a criança não consiga entender porque não consegue se encaixar no que é imposto por todos à sua volta. Por outro lado, os colegas que ainda não possuem sua formação completa, não conseguem entender o porquê do outro se comportar de maneira diferente da maioria, levando muitas vezes ao desrespeito e à violência.
Uma alternativa para se trabalhar com gênero e sexualidade na escola é não reforçar estereótipos pré-definidos, deixando as crianças livres para desenvolver atividades cotidianas de acordo com seu gosto e não atrelando as suas ações a um papel de gênero pré-determinado, evitando atitudes sexistas. O docente deve incentivar o esporte, a prática de um jogo, escolha de cores ou brinquedos igualmente para todos, não separando aquilo que é de “menino ou menina”, mas sim de criança como um todo. Assim como Pupo (s/d) relata nesse trecho:
Promover o debate e o diálogo do tema talvez seja um caminho próspero. É tarefa da escola fazer com que alunos e alunas reflitam sobre seus sentimentos e emoções diante de conflitos interpessoais, descontruindo preconceitos de gênero e contribuindo para a construção de novos modelos de relação entre homens e mulheres pautados em princípios de igualdade e justiça.
Ao verificar problemas mais graves, como discriminação e exclusão dentro da sala de aula, medidas mais sérias devem ser tomadas pelo docente. Realizar projetos de conscientização, atividades que abranjam a diversidade cultural e de gênero buscando sensibilizar os alunos, promovendo a empatia entre os colegas, através da qual possam entender a gravidade de uma atitude mal pensada.
Para a redução significativa dos casos de discriminação, preconceito e bullying é necessária uma conscientização, partindo da unidade escolar e do corpo docente a fim de promover uma sociedade mais igualitária e uma escola responsável e sem preconceitos.
Toda a comunidade escolar deve ser envolvida em projetos que visem melhorias, podendo se pensar em projetos de intervenção e extensão para a comunidade. É preciso trabalhar com pautas que expliquem sobre a opção das crianças por brinquedos, cores, brincadeiras e atitudes julgadas como do sexo oposto, dizendo que não o são e não devem ser interpretadas como indicativos sobre sua sexualidade. Além de orientar a comunidade e principalmente os responsáveis a como lidarem com as situações que fujam a sua compreensão, como a homossexualidade, deve-se tratar com naturalidade e, se for o caso, indicar profissionais capazes de ajudá-los a lidar com as situações de maneira coerente e pacífica, não deixando alunos desamparados.
Toda a comunidade escolar precisa estar ciente de que existem leis que regem e amparam as pessoas que possuem orientações sexuais e ou uma situação de gêneros diferentes do convencional, e que todas elas possuem o mesmo valor dentro da escola e devem ser respeitadas. Existem estudos que buscam melhorias e igualdade de gênero dentro da escola, assim como cita o trecho abaixo:
(...) O Brasil acompanhou a institucionalização dos estudos do gênero enquanto um profícuo campo científico nas últimas décadas e conta hoje com centros de pesquisas interdisciplinares reconhecidos internacionalmente. As discussões de gênero ganharam legitimidade científica nas maiores universidades brasileiras a partir dos anos 1970 e, desde então, têm norteado políticas públicas para garantia de igualdades constitucionais. (RUBIK, 2015, p. 12).
É de extrema importância que os docentes entendam que trabalhar diversidade de gênero e sexualidade é entender e reconhecer que a diferença existe e está cada vez mais presente em nossa sociedade, precisando ser trabalhada de modo significativo para evitar futuras dificuldades. De acordo com Medeiros (2016), compreender as nuances que envolvem gênero é importante para abertura de um caminho para a redução e uma possível erradicação da homofobia. A defesa pelo direito de os estudantes terem acessos às discussões e aprendizados relacionados ao conceito de gênero é um direito fundamental dos alunos que precisa ser respeitado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Até o momento atual, o assunto abordado nesse artigo não é consideravelmente debatido, resultando em material escasso e com poucas informações para atuais estudos da área.
Nota-se que o tema ainda é considerado “tabu”, sendo muitas vezes ignorado e/ou abordado de maneira errônea e desrespeitosa, dificultando a realidade e autoaceitação das pessoas que necessitam de apoio.
O Brasil tem evoluído em pesquisas e estudos que visam erradicar preconceitos com relação à diversidade sexual e de gênero. Porém, ainda são poucos os professores que debatem esse assunto dentro da sala de aula, cujo espaço deveria ser voltado para a conscientização e reflexão de problemas coletivos. A procura de formação para tratar do assunto diversidade sexual e questões de gênero ainda é escassa, e poucos professores se preocupam em adquirir o conhecimento para tratar do tema com seus alunos de maneira consciente e esclarecedora.
A escola por sua vez, deve ser consciente da necessidade de abrir um espaço para reflexão como parte do processo de formação permanente de todos os envolvidos no processo educativo para que assim possam investir no diálogo, em campanhas e palestras, para que tanto docentes como discentes tenham a oportunidade de conhecer, discutir e debater o tema, além também da divulgação de cursos sobre o tema, como os oferecidos pelo Universidade Federal de Goiás.
Portanto, cabe a esses docentes buscar compreender que todo esse processo de formação de identidade em relação ao gênero e a sexualidade é algo natural e orgânico, no qual seus alunos precisam de orientação e amparo assimilando e orientando-os sobre questões de corpo e mente do aluno, além de problematizar e questionar artefatos de cunho cultural ligados ao feminino e ao masculino.
Cabe também ao educador, no contexto escolar, buscar pluralizar os gêneros, etnias, sexualidade, e por fim contribuir para a construção de uma sociedade mais igualitária e respeitosa, e, por sua vez, diminuindo consideravelmente o número de casos de discriminação e não aceitação de si próprio e do outro, visando resultar em uma sociedade consciente e justa para todos.
Referências
PUPO, K. R. Violência no interior da escola: um estudo exploratório das representações do fenômeno sob a perspectiva de gênero. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Educação. USP, São Paulo, 2007.
VIEIRA, V.A. MACHADO, B.F. BUENO, M.E. LEWIN, A.P.M. Gênero e diversidade sexual nas escolas: uma questão de direitos humanos. Carta Capital, 17 jul. 2015. Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/genero-e-diversidade-sexual-nas-escolas-uma-questao-de-direitos-humanos-6727.html>. Acesso em: 13 jul. 2018.
BUENO, J. G. S. – A inclusão de alunos deficientes nas escolas comuns de ensino regular. Temas sobre Desenvolvimento, v.9, n. 54, p.21-7, 2001.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Centro Gráfico, 1988.
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PUPO, K. Questão de gênero na escola. Programa Ética e Cidadania: construindo valores na escola e na sociedade. Ministério da Educação. 2015.
LIMA, R. A. S. et al. Vulnerabilidade ao burnout entre médicos de hospital público do Recife. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 18, n. 4, p. 1051-1058, 2013.
LOPES, C. E.; LAURENTI, C.; ABIB, J. A. D. Conversas pragmatistas sobre comportamentalismo radical: mundo, homem e ética. Santo André: ESETec, 2012.
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VELHO, O. De Bateson a Ingold: passos na constituição de um paradigma ecológico. Mana, Rio de Janeiro, v. 7, n. 2, p. 133-140, 2001.
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UNESCO Representação no Brasil. Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Coleção Educação para todos. BRASIL. 2009.MARTINS, C. B. G. et al. As questões de gênero quanto à sexualidade dos adolescentes. Enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, v. 20, n. 1, p. 98-104, 2012.
RUBIK, M. Manifesto pela igualdade de gênero na educação: por uma escola democrática, inclusiva e sem censuras. Carta Capital, São Paulo. 2015. Disponível em: <http://www.saci.ufscar.br/servico_clipping?id=34117>.
MEDEIROS, R. D. et al. Impactos da inserção da temática saúde sexual e reprodutiva na graduação de medicina. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 36, n. 3, p. 107-112, 2014.
MONEY, J.; TUCKER, P. Os papéis sexuais. São Paulo: Brasiliense, 1981.
NOVAES, M. R. As ciências sociais no campo da saúde. In: DOURADO, S. P.; PRAXEDES, W. L. A. (Org.). Teorias e pesquisas em ciências sociais. Maringá: Eduem, 2010. p. 311-328.
OLIVEIRA, D. L. L. C. et al. A negociação do sexo seguro na TV: discursos de gênero nas falas de agentes comunitárias de saúde do Programa Saúde da Família de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n. 5, p. 1309-1318, 2004.
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JOGOS E BRINCADEIRAS E A SUA IMPORTÂNCIA PARA A APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Fernanda Braga Silva
Jucilene Brandão Pereira
Juliane Martins Chagas
RESUMO
O presente trabalho tem por finalidade apresenta as contribuições dos jogos e brincadeiras no processo de aprendizagem para alunos da educação infantil, iniciando a partir de recursos pedagógicos que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento e aprendizagem dos educandos. Assim temos como objetivo geral demonstrar a importância dos jogos e brincadeira para o processo de aprendizagem das crianças. Tudo o que se ensina a uma criança, a criança não pode mais, ela mesma, descobrir ou inventar? Pois é nesta fase que consiste a introdução da criança antes da sua entrada no ensino obrigatório. Durante esse período a relação ensino/escola consiste basicamente em atividades lúdicas e jogos, pois é aqui que elas irão desenvolver as suas capacidades cognitivas e motoras, fazendo as descobertas do mundo em que vivem para então dar início ao processo de alfabetização.
Palavras-chave: Jogos; Brincadeiras; Aprendizagem.
INTRODUÇÃO
Tudo o que se ensina a uma criança, a criança não pode mais, ela mesma, descobrir ou inventar (J. Piaget). Pois é nesta fase que consiste a introdução da criança antes da sua entrada no ensino obrigatório. Cabe salientar que a idade dessas crianças vai de zero a seis anos.
Durante esse período a relação ensino/escola consiste basicamente em atividades lúdicas e jogos, pois é aqui que elas irão desenvolver as suas capacidades cognitivas e motoras, fazendo as descobertas do mundo em que vivem para então dar início ao processo de alfabetização.
A palavra jogo apresenta muitas facetas, destacamos a brincadeira, a diversão e a competição, pois são partes de interesse no que se refere à educação infantil. Segundo Kishimoto (1997, p.13) “tentar definir o jogo não é tarefa fácil”, pois é possível sua interpretação de diversas formas como, por exemplo, brincar de “mamãe e filhinha”, jogar bola, brincar na areia, construir um barquinho. Entretanto, cada jogo tem suas particularidades, no exemplo citado de brincar de “mamãe e filhinha” usa se a imaginação da criança este se diferencia do jogo de futebol no qual há regras a serem cumpridas, que também se torna diferente do brincar na areia, no qual esta brincadeira o prazer de manipulação de objetos que satisfaz a criança. Por sua vez todas elas se diferem da construção de um barquinho, pois há a exigência de um modelo mental e destreza manual para executar atividade.
Os jogos, brinquedos e brincadeiras são atividades fundamentais da infância. O brinquedo pode favorecer o desenvolvimento da criança em diversos aspectos como a imaginação, a confiança e a curiosidade e, ainda, a criatividade. O lúdico não deve ser considerado um elemento estranho, pois, contribui para o desenvolvimento da criança. Todavia, não devemos separar as ludicidades dos meios de ensino, pois, os dois têm que ser unidos um ao outro. Contudo, é necessário evidenciar que é direito da criança brincar, praticar esportes, divertir-se; tal direito está contemplado na lei 8069/90, em seu artigo 16, inciso IV do Estatuto da Criança e do Adolescente.
JOGOS INFANTIS
Segundo Oliveira (2002), o jogo é fundamental para a educação e o desenvolvimento infantil. O jogo e a criança caminham juntos desde o momento em que se fixa a imagem da criança como um ser que brinca, a infância carrega consigo brincadeiras que se perpetuam e se renovam a cada geração.
Os jogos educativos são aqueles que contribuem para formação das crianças e geralmente são direcionados para a educação infantil. São divididos em dois grupos: os de enredo e os de regras. Os primeiros são chamados de jogo imaginativo como, por exemplo, as fábulas; essa modalidade estimula o desenvolvimento cognitivo e afetivo social da criança, pois elas vivenciam o comportamento do adulto.
Na década de 1950 a 1970 foi destacada a importância da existência de comunicação no jogo. No começo da década de 1950, Piaget, realizou estudos sobre o jogo visando a sua importância, evidenciando a relação entre compreensão e aprendizagem. Na década de 1970 em diante foram abordados vários estudos destacando os jogos como meio de definir o comportamento da criança na educação infantil. Buscava-se compreender como ela pensa, cria e se comporta diante de uma situação. Essa análise comportamental era obtida através do jogo, uma vez que a criança era submetida às regras dos mecanismos lúdicos.
No decorrer da história os jogos educacionais têm sido valorizados na educação infantil, pois é a partir deste contexto que o jogo voltado para a criança passa por mudanças tornando-se cada vez mais presente na escola. Os jogos tradicionais são frutos de romances, contos, ritos religiosos e místicos esquecidos pelo mundo adulto. Na sociedade em que vivemos os jogos infantis “tradicionais” estão desaparecendo devido à grande influência dos jogos eletrônicos. Há inúmeros estudos que mostram a importância dos jogos na educação, principalmente na educação infantil.
Como já foi abordado anteriormente é através do jogo que a criança consegue construir o seu próprio conhecimento. Os jogos até a chegada da tecnologia eram realizados nas ruas dos bairros, apresentando-se sob a forma de futebol, vôlei e bolinhas de gude entre outros. Atualmente as ruas estão vazias e as crianças trancadas em seu quarto brincando no computador, neste sentido há a perda da socialização da criança com meio em que vive. Os jogos por sua vez possuem várias áreas de interesses no que se referem ao conhecimento humano, estas são divididas em quatros partes, onde o primeiro é o antropológico, pois estudam os seus significados e seus contextos.
A brincadeira desenvolve a autoestima das crianças, ajudando-as a vencer, de forma progressiva, suas aquisições com criatividade. Nas brincadeiras, as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conhecimentos gerais com os quais brincam. Segundo Oliveira (2002), a brincadeira é recurso privilegiado de desenvolvimento da criança pequena que aciona e desenvolve processos psicológicos particularmente a memória e a capacidade de expressar elementos com diferentes linguagens de representar o mundo por imagens, de tomar o ponto de vista do interlocutor e ajustar seus próprios argumentos por meio de confrontos de papéis que neles se estabelecem, de ter prazer e de partilhar situações plenas de emoção e afetividade.
importância do brincar está também ligada ao desenvolvimento da imaginação, na fundamentação de afetos, exploração de habilidades e na medida em que assumem vários papéis, concebe competências cognitivas e interativas. É no âmbito das brincadeiras que também se encontram os jogos, estes têm como finalidades desenvolver o raciocínio lógico, trabalhar a competitividade.
FRIEDMANN (1996), em seus estudos destaca três formas de jogos de acordo com a teoria de Piaget, baseados nas estruturas mentais, a primeira forma é o:
Jogos de Exercício Sensorimotor - Caracterizam a etapa que vai do nascimento até o aparecimento da linguagem, apesar de reaparecerem durante toda a infância O jogo surge primeiro, sob a forma de exercícios simples cuja finalidade é o próprio prazer do funcionamento. Esses exercícios caracterizam-se pela repetição de gestos e de movimentos simples e têm valor exploratório. Dentro desta categoria podemos destacar os seguintes jogos: sonoro, visual, tátil, olfativo, gustativo, motor e de manipulação. (FRIEDMANN,1996, p. 56)
Podemos citar como exemplo de jogos que trabalham os sensórios motores na Educação Infantil as músicas, como meio de estimular a audição, as minibolas para o tato, as refeições para o paladar e as brincadeiras com as bolas grandes para aprimorar o desenvolvimento físico-motor.
Segundo FRIEDMANN (1996) a segunda forma é o:
Jogo Simbólico - Entre os dois e os seis anos a tendência lúdica predominante se manifesta sob a forma de jogo simbólico. Nesta categoria o jogo pode ser de ficção ou de imitação, tanta no que diz respeito à transformação de objetos quanto ao desempenho de papéis. A função do jogo simbólico consiste em assimilar a realidade. É através do faz-decontaque a criança realiza sonhos e fantasias, revela conflitos interiores, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações. O jogo simbólico é também um meio de auto-expressão: ao reproduzir os diferentes papéis (de pai, mãe,professor, aluno etc.), a criança imita situações da vida real. Nele, aquele que brinca dá novos significados aos objetos, às pessoas, às ações, aos fatos etc., inspirando-se em semelhanças mais ou menos fiéis às representadas. Dentro dessa categoria destacam-se os jogos de faz-de-conta, de papéis e de representação (estas denominações variam de um autor para outro), (FRIEDMANN,1996, p. 56).
O teatro, os contos, as fábulas são elementos para se trabalhar os jogos simbólicos, pois, são nesta fase que a criança exterioriza todos os seus sentimentos e imitam as situações que são vivenciadas no seu dia a dia. A imaginação é fundamental para a realização destes jogos.
Por fim, a terceira forma de acordo com FRIEDMANN (1996) são os:
Jogos de Regras - Começam a se manifestar entre os quatro e sete anos e se desenvolvem entre os sete e os doze anos. Aos sete anos a criança deixa o jogo egocêntrico, substituindo-o por uma atividade mais socializada onde as regras têm uma aplicação efetiva e na qual as relações de cooperação entre os jogadores são fundamentais. No adulto, o jogo de regras subsiste e se desenvolve durante toda a vida por ser a atividade lúdica do ser socializado. Há dois casos de regras:- regras transmitidas - nos jogos que se tomam institucionais, diferentes realidades sociais, se impõem por pressão de sucessivas gerações (jogo de bolinha de gude, por exemplo);- regras espontâneas - vêm da socialização dos jogos de exercício simples ou dos jogos simbólicos. São jogos de regras de natureza contratual e momentânea. Os jogos de regras são combinações sensor motoras (corridas, jogos de bola) ou intelectuais (cartas, xadrez) com competição dos indivíduos e regulamentados por um código transmitido de geração a geração, ou por acordos momentâneos. (FRIEDMANN,1996, p. 56).
Froebel foi o primeiro educador a dar ênfase nas atividades lúdicas, brinquedos, idealizando recursos para que as crianças se expressassem como blocos de construção, onde as atividades criadoras seriam expostas em papéis, papelão, argila e serragem. Dessa forma Froebel chama a atenção que se deve primeiro fazer com que a criança conheça seu próprio corpo por meio de ritmos e movimentos das partes do seu corpo. Vale ressaltar que a criança terá mais ânimo para aprender, com isso saberá fazer relações harmoniosa entre o meio em que vive e a natureza.
Muitos teóricos assinalam a importância do jogo infantil como recurso para educar e desenvolver a criança desde que respeitadas às características da atividade lúdica. A educação terá como meta a busca de um modo mais saudável de aprender, favorecendo as crianças uma interação lúdica que garanta a felicidade, prazer, satisfação e desejo de aprender, desempenhando como elemento principal o desenvolvimento físico, cognitivo, motor e psicológico infantil.
É brincando e jogando que a criança ordena tudo que está à sua volta, adquirindo experiência e informações e, sobretudo, construindo atitudes e valores, conhecendo o meio que a cerca. O ser que brinca e joga é também o ser que age, sente, pensa, aprende se envolve fisicamente, mentalmente e socialmente. Conforme este entendimento defende-se cada vez mais que as brincadeiras sejam introduzidas aos conteúdos diários, permitindo tudo o que a criança merece aprender e de forma satisfatória. A Educação Infantil é o lugar adequado para que isso se concretize de forma planejada, organizada e com objetivos concretos.
CONCLUSÃO
Como podemos observar no decorrer do trabalho, os jogos e brincadeiras mostraram que se usados de forma adequados, influenciam de forma significativa no processo de aprendizagem e desenvolvimento, pois essas atividades proporcionam uma aprendizagem significativa para a criança na educação infantil. Durante a observação, percebemos que as professoras utilizam em sua prática os jogos e brincadeiras como instrumento pedagógico no processo de ensino aprendizagem.
Como foram apresentados os jogos e as brincadeiras é considerada uma ferramenta muito importante no que se refere à aquisição do conhecimento no ambiente escolar. Sendo assim é primordial que o educador utilize desses recursos nos seus planos pedagógicos em sala de aula. É por meio de dessa pesquisa podemos compreender que os jogos e as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento integral do ser humano nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo. Pois ao brincar a criança desenvolve suas habilidades motoras, intelectual, cognitiva, entre outras.
REFERÊNCIAS
FRIEDMANN, A. Brincar: crescer e aprender. O resgate da cultura infantil. São Paulo: Moderna, 1996.
FROEBEL, F. The education of man New York: Appleton, 1887.
FROEBEL, F. The mottoes and commentaries of Friedrich Froebel's mother play Translated by Henrietta R. Eliot and Susan Blow. New York: Appleton, 1895
FROEBEL, F. Pedagogics of the kindergarten Translated by Josephine Jarvis. New York: Appleton, 1917.
LOPES, Maria da Glória. Jogos na educação: criar, fazer, jogar. 6 Ed. São Paulo: Cortez, 2005.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org.). O jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 4 Ed. São Paulo: Cortez, 2011
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SEMANA CULTURAL: COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO
Fernanda Braga Silva
Jucilene Brandão Pereira
Juliane Martins Chagas
RESUMO:
O artigo tematiza a semana cultural na escola de Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental realizado por professores graduados em Pedagogia. Faremos uma breve retrospectiva histórica sobre o ensino de Arte no Brasil; aspectos teórico-metodológicos do ensino de Arte, e como podemos abordar diferentes temas artísticos em uma semana, pois o cenário de eventos escolares é muito importante para estimular o engajamento dos alunos no ambiente escolar e cultural da região onde vive. O texto reforça a importância de eventos que façam a inclusão interina de toda comunidade escolar, pois isso fará com que eles possam desenvolver inúmeras experiências, além da capacidade crítica dos estudantes. Sublinha, ainda, a necessidade de superação do ensino de Arte como atividade incidental, em favor de um ensino integrado e planejado.
Palavras-chave: Arte; Semana Cultural; Histórias.
INTRODUÇÃO
Nos anos iniciais do ensino fundamental deve-se considerar de forma significativa as apreciações e experiências artísticas, especialmente as que podem ser vivenciadas com alunos, por isso é essencial que as crianças possam conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas no dia-a-dia da escola, possibilitando, a partir de experiências diversificadas, que vivenciem diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras
Ao longo do ensino fundamental, os alunos poderão desenvolver competências estéticas e artísticas de forma que aprofundem
progressivamente o contato com o maior número de formas e conteúdo
de arte nas suas linguagens, tais como: artes visuais, dança, música e teatro, diante da própria produção de arte e no contato com o patrimônio artístico. Refletindo isto num cenário de tecnologias destaca-se que eventos escolares são muito importantes para estimular o engajamento dos alunos, promover atividades dinâmicas para sair da rotina e promover a participação da família e a interação entre a comunidade escolar, em tempos de isolamento social as atividades assim, on-line, também são ótimas alternativas para a escola.
Arte tem a ver com prática artística, com processo criativo, com aspecto vivencial. Requer, portanto, propostas didáticas focadas no fazer, na ação das crianças, tendo em vista ampliar o repertório de leitura delas e a capacidade de compreensão, de si e do mundo em que vivem,
DESENVOLVIMENTO
LEITURA DOS ARTIGOS
A importância de projeto com alunos vai ao encontro da aprendizagem dos mesmos, pois eles têm a oportunidade de conhecer diversos gêneros textuais, escritores e suas obras, valorizando diferentes estilos e apreciando textos de qualidade, previamente selecionados pelo professor, que compartilha com elas os critérios de sua escolha, sendo neste caso o gênero poético o mais explanado.
A poesia é capaz de sensibilizar o ser humano, e nesse sentido evidencia-se a importância de trabalhar o gênero em fase escolar, para tanto deve ser levado em conta tanto a recepção quanto às contribuições da poesia para essa nova concepção leitora, diante disse, torna-se indispensável uma reflexão sobre a abordagem da poesia em sala de aula, bem como conhecer os caminhos percorridos pelos professores nesse processo de aprendizado.
De acordo com Averbuck e Zilberman (2010), através das artes pode-se entrar em contato com os temas da sociedade que de certa forma se tornam complexos, e que não pertencem aos livros gramaticais.
Filipouski (2016), especifica que o papel da escola não é formar poetas, embora isso possa acontecer, mas sim possibilitar que o aluno tenha a liberdade de criação, de expressão e de imaginação.
Filho (2010) salienta que através de contos literários que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra ótica. É ficar sabendo história, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula.
Averbuck (2010) acrescenta que quanto maior for a diversificação dos textos literários apresentados aos alunos, maior será a experiência que ele terá com este universo de singular beleza, magia e emoção.
Zilberman (2010), contemplando a colocação de Averbuck acima mencionada, pontua em seus estudos que formar leitores, especialmente, leitores poéticos, implica destinar tempo e criar ambientes favoráveis à leitura literária, em atividades que tenham finalidade social, que se consolidem através de leitura silenciosa individual, promovendo o contato com textos variados nos quais os alunos possam encontrar respostas para as suas inquietações, interesses e expectativas, pois ler não se restringe à prática exaustiva de análise, quer de excertos, quer de obras completas.
Neste sentido, as diferentes expressões artísticas, passam a ser um convite à liberdade de expressão, onde os alunos podem expressar seus sentimentos, descobrir e compreender melhor suas próprias emoções. Quando os alunos têm acesso às poesias, eles passam a visualizar de forma mais clara sentimentos que têm em relação ao mundo, pois as histórias trabalham problemas existenciais, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos.
Zilberman (2010), frisa, inclusive que, os benefícios da expressão artística na formação são inúmeros, anexam-se ao simples fato de a literatura não ter fronteira em si mesma, ela atua de forma livre, sem se conter a temas, a pessoas, autores, tempo, espaço.
Para Zilberman (2010), a expressão artística é a junção entre o ler e as alturas, é conhecer a vida, é viajar no tempo e no espaço, conhecer o mundo sem se preocupar com o combustível; é vencer a força da gravidade, sem lutar e sem se mover.
É nessa perspectiva que Martins (2010) reflete e enfatiza que durante a expressão artística, faz-se necessária a interação entre os educandos o professor e o universo literário, sendo que o educador é o responsável por essa interação, pois ele é mediador no processamento da prática leitora. A expressão artística é um ato individual de produção de sentidos, num contexto que se configura mediante a interação entre autor e leitor e que, portanto, serão diferentes, para cada leitor, dependendo de seus conhecimentos, interesses e objetivos do momento da leitura e principalmente da diversidade de contos oferecida.
PROJETO INTERDISCIPLINAR: SEMANA CULTURAL
Tem-se aqui a realização de uma proposta de Projeto interdisciplinar que reflita a realização de uma Semana Cultural voltada aos anos iniciais do ensino fundamental contemplando aspectos culturais e sociais do contexto existencial do aluno. Delimita-se, então, que com o projeto abordar-se-á a recursos linguísticos de forma intrínseca às poesias literárias, oferendo ao educando a capacidade de ampliar suas competências linguísticas, desenvolver sua expressão, colocando-se “dentro” do poema como protagonista da história e da época.
TEMA DO PROJETO: O tema do Projeto “POESIA VIVA” contempla a relação entre o gosto pela leitura poética, ou seja, através de poesias literárias, fazendo assim uma relação significativa entre a área da Língua Portuguesa e da Literatura.
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PÚBLICO-ALVO: Alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental. |
JUSTIFICATIVA Considerando como uma das possibilidades o fato de que o educando, em geral, tem pouco contato com a leitura e apreciação de poemas literários e obras artísticas em seu ambiente familiar e apresenta na escola pouco interesse na disciplina de Artes, decorrentes dessa carência, tem-se no projeto “POESIA VIVA” a pertinência e possibilidade para amenizar esta lacuna. Pontua-se, inclusive, que a relevância do Projeto espelha-se no reconhecimento da importância do trabalho com diferentes expressões artísticas, onde as aulas devem referenciar possibilidades para diversos caminhos ao trabalhar a leitura, interpretação de texto, oralidade, escrita e mecanismos textuais.
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OBJETIVO GERAL:
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OBJETIVOS ESPECÍFICOS Refere-se ao que se espera com o desenvolvimento do trabalho realizado com os alunos. Se configura como as metas traçadas para o aprendizado, as quais serão atingidas a partir das atividades desenvolvidas em sala.
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METODOLOGIA As estratégias usadas para atingir os objetivos propostos no Projeto “POESIA VIVA” contemplam aulas online via plataforma classroom pelo meet, leituras, pesquisas, ensaios. Cada aluno deverá memorizar sua poesia, para depois declamar em cenário que demonstre o que o aluno sentiu com a poesia. Em casa, cada aluno declama sua poesia com um cenário de acordo. A poesia deverá ser gravada e enviada, postada na plataforma. Depois, através de um encontro via meet, um aluno terá a oportunidade de visualizar a apresentação do colega. Como ponto culminante da atividade, cada filho apresentará para seus pais sua poesia.
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RECURSOS DIDÁTICOS Poesias que os alunos poderão escolher de acordo com seu contexto de vida e interesse. |
AVALIAÇÃO A avaliação será de acordo com o momento que os alunos estão vivenciando, será acompanhada de forma on-line. Durante a efetivação do Projeto “POESIA VIVA” a previsão da avaliação refere-se ao acompanhamento dos envolvimentos dos alunos, sua compreensão e capacidade de relacionar as poesias com conteúdo estudados outras disciplinas. Por exemplo, se um aluno fizer uma poesia sobre importância da alimentação saudável, estará relacionando-a à Ciências. Se fizer sobre livros, estará integrando várias disciplinas; se fizer sobre cidades estará na área da geografia.
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REFERÊNCIAS AVERBUCK, Ligia Morrone. A poesia e a escola. ZILBERMAN, Regina. Leitura em crise na escola: as alternativas do professor. Porto Alegre, Mercado Aberto, 2010.
AZEVEDO, Ricardo. Qual a “função” da literatura? Carta na Escola, São Paulo: Ática, 2007.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, MEC/SEF, 1998.
FILIPOUSKI, Ana Mariza Ribeiro. Literatura juvenil. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
FERRAZ, Beatriz. Construindo competências para o planejamento de Projetos Didáticos e Sequências de Atividades na Educação Infantil. São Paulo, 2002.
FILHO, Domício Proença. A Linguagem Literária. São Paulo: Ática, 2010.
LEFFA, Vilson J. Aspectos da leitura na Literatura. Porto Alegre: Sagra: DC Luzzatto, 2014.
PAES, José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Editora Ática 2014.
ZILBERMAN, Regina. Leitura poética em crise na escola: as alternativas do professor. Porto Alegre, Mercado Aberto, 2010.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esses eventos geram muitos benefícios para a escola, por exemplo, aproximam a família da instituição, colaboram para o melhor desempenho dos alunos e desencadeiam marketing positivo e fidelização. Para realizar um evento na escola, é preciso estabelecer um planejamento escolar, incluí-lo no Projeto Político-Pedagógico, definir seus objetivos, alinhá-lo ao currículo e elaborar um plano de ação.
As atividades realizadas durante os eventos escolares são ótimas oportunidades para utilizar e estimular as metodologias ativas de aprendizagem, as competências sócias emocionais e as habilidades essenciais para o desenvolvimento dos alunos. Observou-se que através de atividades como essa da Semana Cultural, pode-se oportunizar aos alunos o contato com diferentes expressões artísticas, viabilizando uma reflexão cultural, artística e social a partir das apresentações realizadas, motivando a participação dos alunos nas atividades escolares remotas.
Salienta-se a teoria permitiu constatar que a participação dos pais nos eventos das escolas não costuma ser aderida por todos, pois, devido à rotina intensa, muitos não conseguem, o que torna os eventos on-line para a escola uma ótima alternativa.
REFERÊNCIAS
BARROSO, Felipe; ANTUNES, Mariana. Tecnologia na educação: ferramentas digitais facilitadoras da prática docente. Pesquisa e debate em educação, Juiz de Fora, v. 5, n. 1, 2015. Disponível em: http://revistappgp.caedufjf.net/index.php/revista1/issue/view/12. Acesso em: 03 fev. 2022.
MARTINS, Ligia M. e DUARTE, Formação de professores limites contemporâneos e alternativas necessárias. 1ª ed, São Paulo: Cultura acadêmica, 2010.
SANTOS, Melina Nymanndos.; ROSA, Cleci Teresinha Werner da; DARROZ, Luiz Marcelo. Interdisciplinaridade no contexto escolar: relato de uma atividade envolvendo um estudo sobre diferentes países. Vivências. Vol 15, n. 28: p. 135-144, Mai. 2019. Disponível em: http://revistas.uri.br/index.php/vivencias/article/view/21. Acesso em: 03 fev. 2022.
UEMG. O Pedagogo docente e o ensino de Arte na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Educação em Foco, Belo Horizonte, ano 23, n. 41, set./dez. 2020. Disponível em:
<https://revista.uemg.br/index.php/educacaoemfoco/article/view/4838>. Acesso em: 03 fev. 2022.
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O PROJETO DE VIDA E A FORMAÇÃO INTEGRAL DOS SUJEITOS
Fernanda Braga Silva
Jucilene Brandão Pereira
Juliane Martins Chagas
INTRODUÇÃO
A escola tem um papel ativo na formação dos jovens por todo mundo, o conhecimento básico é passado de geração, após geração. Não é possível questionar o papel da escola e como as experiências vividas moldam o futuro dos alunos. O Projeto de Vida e a formação integral dos sujeitos é a nova matéria a ser implementada nas escolas. Um grupo de leis foram criadas e redigidas a fim de implantar a política, sendo a primeira Lei no 13.415/2017 (conhecida como a Lei do Novo Ensino Médio) a qual prevê que os currículos escolares devem considerar a formação integral do aluno e colocar o Projeto de Vida como conteúdo obrigatório, independente do curso superior que possam escolher.
O intuito é guiar cada vez mais os jovens para a fase adulta. O ensino básico já administrado e o Projeto visando abrir os horizontes dos alunos em uma fase da vida tão delicada, o ensino médio. O momento de descobertas e decisões sobre o futuro profissional e pessoal, já era algo que a escola involuntariamente auxiliava e agora terá participação ativa com o Projeto Vida.
O estudo a seguir mostra a importância da conclusão real e implantação do projeto e conta com alguns itens que podem ser utilizados durante sua administração.
O projeto de vida foi criado para ajudar os jovens na fase de descoberta deles, como o eu de suas vidas, o próximo jovem adulto a exercer um papel na sociedade. O intuito não é uma doutrina, é lhes mostrar um caminho básico da vida e como é o que podem se tornar a partir daquele momento.
O Projeto de Vida e a formação integral dos sujeitos é a nova matéria a ser implementada nas escolas. Um grupo de leis foram criadas e redigidas a fim de implantar a política, sendo a primeira Lei no 13.415/2017 (conhecida como a Lei do Novo Ensino Médio) a qual prevê que os currículos escolares devem considerar a formação integral do aluno e colocar o Projeto de Vida como conteúdo obrigatório, independente do curso superior que possam escolher.
A escola tem um papel primordial na formação de jovens adultos e nos seus desempenhos acadêmicos, entretanto também auxilia na formação social e emocional dos jovens. As crianças crescem aprendendo as matérias básicas, como geografia, matemática, português, história (...) e saindo do ensino médio, muitos não tem um plano de metas, não sabem o que gostariam de trabalhar ou lidar com coisas recorrentes no mundo adulto, como a criação de um conta bancária, estruturas econômicas simples, a dimensão pessoal e social, o papel da escola nessa fase importante da vida das crianças é além do ensino básico, preparar nossos jovens para viver em sociedade, sendo assim, a matéria tem como principal função abrir os horizontes para os jovens durante essa fase de formação.
Idealizar a própria vida é ter consciência da responsabilidade de cada um em sua atuação social, descobrindo-se a si mesmo, aos outros e o meio em que vive.
O projeto terá alguns índices de avaliação (essas não contarão como pontuação, servirá apenas para monitoria dos professores que administram a matéria), sendo eles baseados em:
Cooperação;
Comunicação;
Compartilhamento de ideias;
Escuta;
Prazer;
Interação;
Felicidade.
A escola vai ajudar na formação de milhares de jovens sendo vista como um espaço de acesso ao conhecimento, ampliando seu universo cultural, os tornando assim, capazes da ascensão social e profissional.
A seguir será apresentado um estudo e o método de aplicação prática da nova matéria introduzida, O Projeto Vida e a formação integral dos sujeitos.
O infográfico serve para a visualização dos docentes que administram a matéria e se necessário, informativo para os pais e alunos.
O trabalho sobre o Projeto Vida mostra a real importância da matéria na vida dos jovens, como citado anteriormente muitos adolescentes tem como base a escola, suas vivências na mesma, durante o período do ensino médio é proposto que aprendam uma ampla grade curricular que irão utilizar como base durante suas graduações escolhidas. Tendo em mente que uma parcela baixa de jovens sai diretamente da escola para o ensino superior abrimos outra questão. Aqueles que não escolheram cursar uma faculdade, tem alguma preparação para o mercado de trabalho e a vida em sociedade? E aqueles que se formaram, tem alguma experiência prática ou apenas as teóricas que lhes foram passadas?
A escola não tem como obrigação a formação do caráter ou de habilidades do mercado e durante muitos anos foi apenas o meio de ensino onde crianças e jovens passam grande parte de suas vidas, sendo em média doze anos. Doze anos aprendendo como somar, geolocalização, a história do país entre outros, conjugar verbos, tabela periódica, estrutura molecular, são inúmeros ensinamentos, mesmo que algumas escolas aplicassem a filosofia, sociologia e até mesmo a matéria ética, ainda assim não tinha uma ênfase grande nas grades curriculares. Existe a necessidade de compreender que muitas crianças têm uma divergência em suas criações, a escola é vista como um local seguro de aprendizado, questões raciais e socioeconômicas causam uma diferença entre as crianças e como a escola é vista por elas. A escola para muitos é o refúgio e até mesmo o local de aprendizado moral, o que as crianças passam dentro das salas de aula podem ajudar a moldar seus caráteres e futuros.
Fazer parte da formação do jovem em adulto, orientá-lo para se conhecer e guiá-lo a ser um adulto ciente de seus deveres para com ele e a sociedade, isso sim, irá fazer muita diferença dos próximos jovens que tiverem essa matéria.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
INTERSABERES. O que é Projeto de Vida. Disponível em: https://www.intersaberes.com/blog/novo-ensino-medio-o-que-e-projeto-de-vida/ Acesso em: 26/07/2022
KUAU. Projeto de Vida Ensino Médio. Disponível em: https://blog.kuau.com.br/projeto-de-vida/projeto-de-vida-ensino-medio/ Acesso em: 27/07/2022
MEC. Projeto de Vida Ser ou Existir. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/200-projeto-de-vida-ser-ou-existir Acesso em: 28/07/2022
SAE. Projeto de Vida no Ensino Médio. Disponível em: https://sae.digital/projeto-de-vida-no-novo-ensino-medio/ Acesso em: 27/07/2022
ANEXO
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