ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO EM EQUIPE NA ESCOLA
Erica Silvia Paulino
Caroline da Cruz Costa Paulino
Magna Gecilma Freire
RESUMO
Este trabalho discute a importância do trabalho em equipe no dia-a-dia escolar. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica através de levantamentos documentais e observação. Para alcançar seu objetivo principal, estudo abrangeu tópicos importantes do trabalho em equipe, procurando apresentar a conceituação, a história e origem das equipes de trabalho, as vantagens do trabalho em equipe, os tipos de equipes existentes nas organizações, a formação e o desenvolvimento das equipes, o comportamento do ser humano dentro de uma equipe, os conflitos e problemas de funcionamento e continuidade das equipes e, finalmente, o gerenciamento de equipes. Quanto aos resultados, pode-se ressaltar a importância da consciência de que trabalhar em equipe não é simplesmente reunir um grupo de pessoas essas pessoas precisam estar conectadas, conhecer-se, comunicar-se de forma clara e caminhar juntas rumo a um objetivo comum.
PALAVRAS CHAVES:
O trabalho em equipe no âmbito escolar consiste na integração das atividades do corpo docente, direção e equipe pedagógica tendo por objetivo a aprendizagem do educando. As ações docentes devem contribuir para a formação do aluno cidadão conscientes de seu papel na sociedade contemporânea. Todos os esforços no sentido de se produzir trabalho em equipe tem como finalidade maior a construção de uma sociedade igualitária, com menos desigualdades sociais gerando qualidade de vida.
O trabalho tem por objetivo descrever as dificuldades em realizar um trabalho em equipe na escola pública, pois estão presentes a cultura do individualismo e também toda estrutura organizacional da escola dificultando que este trabalho coletivo se concretize de fato; destacar os entraves encontrados pelo corpo docente, equipe pedagógica e a não aceitação da mesma no espaço escolar.
A problemática da pesquisa está em discutir de que forma os corpo docente pode contribuir para o trabalho em equipe?
Quanto à metodologia utilizada, este trabalho foi desenvolvido de forma teórica, baseado no procedimento de cunho teórico-filosófico de revisão bibliográfica realizada por meio de livros, artigos científicos e sites.
Os teóricos estudados e pesquisados foram: Souza (2005), Ferreira (2001), Wellins, (2004), Rocha (2003), Eaton, (2001).
O presente trabalho está dividido em dois capítulos no primeiro capitulo será relatado sobre trabalho em equipe. No segundo será descrito sobre
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Trabalho em equipe
Trabalho em equipe tem sido muito discutido pelo mercado de trabalho aos novos profissionais, de todas as áreas. As transformações que estão acontecendo no mercado cobram mudanças internas, de conceitos e até mesmo de hábitos. É uma luta importante para quem quiser alcançar seus objetivos. Atualmente, a maioria dos executivos concorda que a atuação de equipes é fundamental para o alcance deste diferencial e manutenção de um alto desempenho organizacional.
Souza (2005) justifica que a razão para que isso ocorra é que, em variadas situações, as equipes desempenham melhor suas tarefas do que as pessoas individualmente, devidas multiplicidade de habilidades, julgamentos e experiências. Quando as equipes estão funcionando em uma organização, é possível verificar melhor resolução de problemas, maior criatividade e comprometimento.
Ferreira (2001) define as palavras "trabalho" (aplicação de forças; serviço; emprego; atividade coordenada necessária para a realização de qualquer tarefa), "equipe" (grupo de pessoas que se aplicam a uma tarefa ou trabalho) e "time" (número de pessoas selecionadas que constituem a equipe).
Para Wellins, (2004), num conceito simplista, é possível afirmar que uma equipe é definida como um grupo de pessoas que tem um objetivo comum. Para ter sucesso a equipe precisa ter coesão, dinamismo, comunicar-se bem e boa liderança. Porém, na prática, outros elementos devem ser considerados no momento de se conceituar uma equipe.
Observa-se que o trabalho em equipe acontece quando um grupo se encontra e discute os problemas, buscando juntas as possíveis soluções. Acredita-se que o mesmo ocorre quando não existem desavenças entre pessoas, quando não há conflitos ou quando todos se dão bem. Há, ainda, os que acreditam que ele acontece quando um grupo toma decisões baseadas na técnica democrática da votação.
De acordo com Souza (2005), equipe é um pequeno número de pessoas com habilidades complementares, comprometidas com um propósito comum, com metas especificas de desempenho, com um mesmo método de trabalho e responsabilidade mútua..
Equipe como sendo um número pequeno de pessoas que estão comprometidas com uma causa comum, com metas definidas e com uma forma de trabalhar onde todos sentem-se mutuamente responsáveis pelos resultados. A autora salienta que uma equipe para justificar esse titulo deve sustentar uma série de atitudes, tais como: compartilhar uma missão e visão com a qual todos se comprometem, criar um clima de confiança e abertura, ter uma comunicação aberta e honesta, ter o sentido de pertencer a uma equipe, valorizar a diversidade, estimular a criatividade e capacidade de risco, ter a capacidade de autorregular-se, possuir interdependência e consenso na tomada de decisões, assumir uma liderança participativa.(SILVA,2000,p.98)
Eaton, (2001), um grupo torna-se equipe quando tem objetivos e metas comuns, quando é administrado e dirigido por uma ou mais pessoas, quando todos os membros são interdependentes e quando atingir os objetivos exige colaboração. De acordo com a empresa, uma equipe usa as habilidades, as competências e os recursos de todos os seus membros, planeja suas atividades, é sistêmica em seu processo decisório e de resolução de problemas e empenha-se para chegar à produtividade.
Rocha (2003), diz que equipes são grupos que evoluíram. Ela cita que numa linha de produção, as pessoas trabalham em grupo, mas não em equipe. Nesse sistema, cada um só se preocupa em fazer seu trabalho. O trabalho em equipe pressupõe que os membros do time saibam o que os outros estão fazendo e, dependendo do caso, podem até substituir um ao outro.
O trabalho em equipe não acontece simplesmente, pois precisa ser elaborado pela equipe , pois uma equipe eficaz é mais que um grupo de pessoas. Para que uma equipe eficaz exista de verdade todos os membros devem esforçam-se para manter relações de cooperação por meio do estabelecimento. Quando a equipe trabalha em conjunto, esse fato faz com que se torne eficaz, uma forma de garantir que as questões serão discutidas e resolvidas, sem que isso coloque os membros da equipe uns contra os outros.
A equipe de trabalho, deve ter os mesmos objetivos com papeis e definidos, possuir fatores positivos garantindo excelentes resultados, com muita sinergia e criatividade. Na equipe existe transparecia e o trabalho acontece de forma construtiva, espontânea e prazerosa, num clima de mutua cooperação.
Todas as relações dentro da escola são refletidas diretamente no rendimento do profissional. Ter boas relações com o grupo de trabalho, com a direção, funcionários e com os alunos é fundamental para que o trabalho seja completo e para que o ato de ensinar seja 3 prazeroso. Se alguma dessas relações não estiver equilibrada, faltará motivação e o trabalho ficará prejudicado.
Cumprimentar, ter cordialidade e trocar informações são atitudes diárias muito importantes para a formação e manutenção das relações interpessoais. Devemos estar cientes de que com algumas pessoas estabeleceremos relações de maior ou menor proximidade, mas que seja como for, o respeito com que convivemos com uma ou outra deve ser o mesmo. Muitas vezes, devido as atribuições do dia a dia, esquecemos de empregar valores essenciais para manter as relações com as outras pessoas. Essas atitudes vão tornando as relações mais superficiais e as pessoas vão se distanciando, o que contribui para a falta de estímulo e motivação no trabalho, pois o contato com o outro traz a segurança de que não estamos sozinhos nessa tarefa nada fácil que é a luta pela educação.
Se as relações na escola, de uma forma geral, não estiverem equilibradas, o professor na sala de aula não fará um bom trabalho, e seu relacionamento com os alunos também poderá ficar comprometido. Grande parte dos problemas que um docente enfrenta pode ser proveniente de um ambiente hostil, podendo este se tornar ainda mais hostil quando se trabalha com pessoas diversas. Para manter um bom relacionamento também precisamos entender e respeitar o fato de que as pessoas são diferentes, portanto, pensam e agem, muitas vezes, diferentemente do que gostaríamos. (ROCHA 2003 p.93).
Quando os professores e supervisores de uma escola relacionam-se bem, há grandes chances de se alcançar uma estrutura forte e funcional nesse meio. É necessário que haja um bom entendimento entre toda a equipe da escola, pois existindo comunicação e respeito tudo funciona melhor: as normas são discutidas, as sugestões dadas pelos colegas são levadas em consideração e todos tentam usar uma mesma linguagem com seus alunos, o que faz com que eles não se sintam perdidos.
2.2 Relação professor x aluno
Relações i positivas entre professor e aluno são fundamentais no processo de aprendizagem. Ambos trocam conhecimento, trocam impressões de realidades, trocam informações e acabam crescendo com isto.
Muitas vezes o professor não consegue ter uma boa relação com a turma por pensar que demonstrar afetividade e “manter a disciplina” são atos incompatíveis. Estabelecer vínculos afetivos, de forma que não comprometam e não modifiquem a postura e a ética profissional é fundamental para o bom funcionamento do trabalho e para que o processo de aprendizagem aconteça de forma prazerosa para o professor e para os alunos. O clima de respeito que nasce de relações justas, sérias, humildes, generosas, em que a autoridade docente e as liberdades dos alunos se assumem eticamente, autentica o caráter formador do espaço pedagógico. Ensinar é trocar informações, é contribuir para a reconstrução de conhecimentos dos alunos e, principalmente, para que cresçam como pessoas. (ROCHA 2003 p.94).
O estabelecimento de uma boa relação faz com que o professor adquira um grau de intimidade maior, tendo a liberdade para cobrar mais de seu aluno sem ser visto como um professor chato que persegue os estudantes. Os alunos, ao sentirem esse carinho e confiança que foram depositados pelo professor, se esforçarão para não decepcioná-lo.
Estabelecer boas relações com os alunos é o primeiro passo para se obter um bom ambiente de trabalho. Para que as aulas sejam produtivas e interessantes para o aluno, ele precisa sentir-se a vontade com o professor, e isso irá facilitar a construção dos conhecimentos com relação aos conteúdos trabalhados. O professor, dentro da sala de aula deve sempre primar por um bom relacionamento entre os alunos. As relações interpessoais passam por uma expressão de amor que deve estar baseada no equilíbrio e na compreensão, onde o papel do professor é atender seus alunos com manifestações de afeto sem abrir mão dos limites necessários para que se construa uma dinâmica de respeito a todos que interagem neste grupo. Os alunos precisam ter seus espaços, pois é também na escola que eles aprendem a defender seus argumentos e firmar suas posições. (ROCHA 2003 p.95).
O diálogo é a estrada necessária para se chegar ao aluno, pois só mostrando boa vontade, de entendê-lo e respeitá-lo como pessoa humana, se é capaz, de notar a verdadeira identidade do aluno, atrás de sua mascara diária no qual esconde os seus problemas, ansiedades e preocupações, pois o adolescente procura demonstrar, através de palavras e gestos o que sente e o que necessita naquele momento. Cabe ao professor ajudar o aluno neste processo de crescimento e reconstrução de identidade para se auto afirma como ser humano adulto. Cada aluno tem a sua personalidade.
Cada aluno tem a sua personalidade, e este fator deve ser levado em consideração. Não podemos trabalhar com uma turma sem saber lidar com as diferenças de cada indivíduo. Todo aluno traz para sala de aula uma história pessoal, com experiências particulares vividas na família, na sociedade, com disposições e condições diversas para realizar seu percurso de estudante, e expectativas diferenciadas com relação a um projeto de vida (GRILLO: 2004 p. 79).
Nessa troca de experiências, onde o professor interage diretamente com o aluno, vai se construindo uma relação de confiança, o que contribui para tornar a sala de aula um ambiente agradável e favorável ao aprendizado. As questões pessoais trazidos pelos alunos até o professor, fazem parte de uma relação afetiva e de confiança que o aluno tem com o professor.
Cabe ao professor orientar seus alunos sobre a importância da comunicação no processo de ensino-aprendizagem. Deve disponibilizar espaços para debates em sala de aula com o intuito de estimular o aluno a construir suas argumentações. É importante que o professor passe segurança ao aluno, que um sentimento de confiança, amizade e respeito mútuos seja estabelecido, pois dessa forma o aluno se sentirá mais à vontade, tornando a aprendizagem facilitada.
2.3 Relação aluno x aluno
Em uma sala de aula nos deparamos com uma grande diversidade de pessoas. Pessoas que tem pensamentos e atitudes diferenciadas, que tiveram criações diferentes e, em decorrência disso, possuem visões diferentes. O relacionamento dentro da sala de aula precisa ser de respeito e cooperação, principalmente entre os alunos, para que ninguém fique constrangido ou com vergonha de se manifestar. Também é papel do professor fazer com que seus alunos enxerguem essas diferenças e aprendam a conviver com elas de forma harmoniosa e respeitosa
O diálogo e a interação entre a turma deve acontecer sempre. Trabalhos em grupos onde todos tenham a oportunidade de participar das discussões e decisões são primordiais para o desenvolvimento cognitivo e argumentativo dos alunos, sem contar que contribuem também para a socialização e a formação do caráter de cada indivíduo. (NÓVOA, 2009,p.65)
Desde os primeiros anos escolares é interessante que os alunos tenham consciência da importância do companheirismo e da cooperação na construção de relações firmes e duradouras com os colegas. Aprender a respeitar a opinião dos colegas, dividir tarefas, discutir sobre metodologias e resultados de pesquisa ajudam o aluno a construir seus pontos de vista, tornando-se assim, sujeito de sua aprendizagem. Essas práticas, se bem trabalhadas vão ser importantes não somente na escola, mas em diversas situações da vida dos indivíduos.
2.4 A escola e a família no trabalho em equipe
A escola é lugar de se aprender valores, como o respeito mútuo, solidariedades. Mas ela não possui a força que a família tem na formação pessoal dos valores. A orientação familiar e o exemplo passado pela família terão mais importância no desenvolvimento da criança
Como é colocado pela LDB a escola tem a função de promover a cidadania e a formação para o trabalho. Portanto, a escola não pode assumir para si a função da família, pois ela se retira das suas obrigatoriedades sociais que é a formação e qualificação do aluno para o mundo do trabalho ou para o universo da cidadania. (ALMEIDA, 2011, p.148)
Partindo para outro exemplo vemos crianças que são criadas pelos avós onde os pais ausentam de suas responsabilidades e deixam as crianças com idosos que muitas vezes já estão com desgastes físicos e emocionais para lidar com as fases diversas da infância. Todas essas situações serão refletidas na escola.
De alguma forma a escola tenta amenizar os problemas gerados pela ausência dos pais ou familiares, que na maioria das vezes apresentam dificuldades na aprendizagem e problemas de comportamento. Devido a múltipla variações de famílias a escola encontra-se perdida no seu papel de educar e formar.
Se é negligência da escola não trabalhar com valores humanos e deixar esta responsabilidade somente para as estruturas familiares, também é negligência da escola assumir esta formação de valores e deixar para outros a formação para a habilidade e a competência da qual o aluno também precisa, tanto quanto a formação de valores para a interação social. (ALMEIDA, 2011, p.149)
Nessa perspectiva entendemos que assumindo o papel da família quando ela apresentar-se desestruturada, a escola estará abrindo mão do seu papel de garantir condições propícias para o desenvolvimento social e profissional na vida de seus alunos.
É de suma importância que haja uma parceria entre família e escola, ambos precisam buscar compreender que o processo educacional deve ser partilhado, um dependente do outro para alcançar méritos futuros.
O acompanhamento escolar dos filhos é principal para fortalecimento dos laços afetivos e para um desenvolvimento educacional saudável e satisfatório.
A escola e a família são duas instituições fundamentais para o processo de desenvolvimento do ser humano, cada qual com suas características, peculiaridades e funções que, apesar de serem distintas, têm o objetivo comum que é o de promover a educação e a socialização da criança. Desse modo, elas são responsáveis tanto pelo desenvolvimento físico quanto cognitivo e social das crianças. (OLIVEIRA, 2010, p65)
Uma relação entre essas instituições promoverá condições favoráveis para o desenvolvimento das crianças, mas para que isso ocorra, é necessário que haja um respeito mútuo e reconhecendo do trabalho desenvolvido por cada uma dessas instâncias.
A integração da família e escola é de suma importância para a organização pedagógica, da escola e para o desenvolvimento integral do educando no processo ensino-aprendizagem.
A integração entre a família e escola tem por objetivo construir reflexões sobre situações problemáticas, sobre a relação família/escola no contexto escolar, em relação ao auxilio nas tarefas escolares, o incentivo a leitura e envolvimento nos eventos pedagógicos promovidos pela escola.
Conforme Oliveira (2010) ressalta que se a parceria entre a escola e a família se formar desde os primeiros passos da criança, todos terão muito a lucrar. A criança que estiver bem vai melhorar ainda mais e aquela que tiver problemas receberá tanto na escola quanto dos pais.
Quando a escola e a família usam a mesma linguagem a criança demonstra segurança, essa condição e exatamente favorável ao seu desenvolvimento. Sendo que ao mesmo tempo, a escola assume para a criança um lugar de aliada, como mais uma interessada em seu bem-estar.
Quando há conflitos entre família e escola, as crianças tendem a acompanhar quem mais lhe agrada e geralmente tentam tirar vantagens da situação de conflito. A escola e a família devem ser parceiras, sem que haja conflitos nessa relação usando sempre a mesma linguagem.
É fundamental que os pais se integrem na vida escolar ativa dos seus educandos, de forma a conseguirem dar todo o apoio que eles necessitam no seu crescimento escolar. A escola é um local onde os pais confiam a educação dos seus filhos e encontram nela um tipo de apoio para as suas vidas, sendo mesmo um elemento indispensável para os pais e encarregados de educação.
MATERIAIS E MÉTODOS
O presente capítulo tem como objetivo mostrar os métodos e as técnicas utilizados para a realização da pesquisa acadêmica. Para a realização desse trabalho foi ultilizado pesquisa bibliografica em livros, internet.
A pesquisa bibliográfica é o estudo, sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao publico em geral. Fornece instrumental analítico para qualquer outro tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se em si mesma (VERGARA 2003, P. 48).
Dentre os métodos de abordagem existentes optou-se pelo método indutivo, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal.
A indução é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objetivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se basearam (LAKATOS, 2009 , P. 48).
E o monográfico foi utilizado para investigar o assunto abordado com mais profundidade ajudando na conclusão do trabalho. Segundo Lakatos (2009, p. 103) “o método monográfico, ou estudo de caso, consiste na observação de determinados indivíduos, profissões, condições, instituições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter generalizações”.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para convivermos bem com as pessoas é preciso demonstrar afetividade e a escola, juntamente com a família, é a base da construção de valores. O contexto escolar tem um papel essencial na vida de cada aluno que vai a escola em busca do que muitas vezes não tem em casa: amor, carinho, amizade, consideração entre outros sentimentos.
Como educadores temos o compromisso de primar por relações interpessoais que visem a afetividade, o amor pelos nossos colegas e alunos dentro da escola. Dessa maneira teremos a possibilidade de humanizar o contexto escolar para que nossos alunos cresçam em um ambiente que propague amor e onde haja a valorização do ser humano.
Quando pensamos na importância do trabalho em grupo não podemos restringir somente para o âmbito da sala de aula. Em qualquer ambiente de trabalho as relações precisam ser positivas para um bom rendimento do profissional. Nas escolas, em decorrência de muitos problemas existentes na educação, muitas vezes, o que encontramos são professores e funcionários desgastados e estressados.
A parceria da família na escola, no processo ensino aprendizagem das crianças. Existe uma grande influência da família no desenvolvimento das crianças, o que pode contribuir positivamente ou negativamente na sua vida escolar, e na família elas encontrão seu referencial, valores, comportamentos, crenças e costumes. A escola precisa buscar meios para inserir a família no contexto escolar de seus filhos, percebendo assim sua importância no desenvolvimento da criança.
Esses fatores podem tornar as relações entre as pessoas superficiais e gerar um afastamento entre os próprios colegas de trabalho. Se as relações na escola, de uma forma geral, não estiverem boas, o professor na sala de aula não fará um bom trabalho, e seu relacionamento com os alunos também poderá ficar comprometido.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Geraldo Peçanha. E quando os filhos não podem ser aquilo que os seus pais sonharam 3ª ed. Rio de Janeiro: Wak editora, 2011
EATON, J.. Como treinar equipes com eficiência. São Paulo : Publifolha, 2001.
FERREIRA, A. B. de H.. Miniaurélio século XXI: o minidicionário da lingua portuguesa. 4 ed. rev. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2000.
GRILLO, M. O professor e a docência: o encontro com o aluno. In: ENRICONE, D. (Org.) Ser professor. 4. ed. Porto Alegre : EDIPUCRS, 2004. p. 73-89.
OLIVEIRA, C.B; A Relação família-escola: intersecções e desafios. Estudos de psicologia., vol. 27, n.1, Campinas jan./mar. 2010.
NÓVOA, A. Os professores na virada do milênio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 25, n. 1, p. 11-20, jan./jun. 2009.
ROCHA, Marcia. Revista Voce S. A. p. 54-63. São Paulo : Abril, jun. 2003.
SOUZA, C. T. Equipes — estamos preparados? Disponível em: . Acesso em: 08 abr. 2005.
SILVA, W. Técnicas para o facilitador de equipes. São Paulo : Clio Editora, 2000.
WELLINS, R. S.; BYHAM, W. C.; WILSON, J. M. Equipes Zaapl_ Rio de Janeiro : Campus, 2004.