EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM SALA DE SALA
Deise Guireli do Nascimento Santos1
RESUMO
A educação inclusiva se faz presente na sala de aula através de educadores especializados em conduzir o ensino através de metodologias adequadas a cada situação apresentada, recebendo o aprendiz e acolhendo para então proceder da forma que melhor lhe convir, sabendo que os seres humanos não são iguais e aprendem de maneira diferente. Sendo assim a instituição escolar preocupa-se não só em transmitir conteúdos, mas em apoiar o aluno para aprender a aprender e conviver em sociedade buscando pela interação motivá-lo despertando vocações, construindo conhecimentos e favorecendo para que habilidades alcancem o máximo de potencialidades dentro das condições proporcionadas. Para que isso aconteça a família é peça primordial no processo ensino aprendizagem fazendo parte do cenário para que tudo sobressaia de maneira natural somando forças todos contam pontos vantajosos e o aluno é quem fica com a melhor parte. Este artigo tem como objetivo refletir sobre a importância da educação inclusiva e suas peculiaridades. Buscando esclarecer um pouco sobre a atuação da educação inclusiva e sua importância na vida de todos nós, educadores e também eternos aprendizes, incluir é fazer a diferença sabendo que teremos futuros cidadãos competentes integrando nossa sociedade somos todos iguais, mas diferentes, é isso que faz a diversidade. Para alcançar os objetivos propostos realizou-se uma pesquisa bibliográfica como recurso metodológico a partir da análise pormenorizada de materiais já publicados na literatura considerando as contribuições de autores como SCHOTTEN (2011), SILVEIRA (2011), PIANEZZER (2013), Vygotsky (1995), Piaget (1996), Mitller (2003), entre outros.
Palavras-chave: Educação. Inclusiva. Ensino. Aprendizagem.
Introdução
O presente trabalho tem como tema educação inclusiva em sala de aula, trazendo sua contribuição no ensino aprendizagem, buscando através da mesma, um ensino satisfatório para ambos, os interessados nesse processo que são professor e aluno, aproximando-os dentro do contexto educacional interferindo no que for necessário para que a aprendizagem aconteça de forma natural sem pressões negativas e sem pressa, atuando na diversidade do universo escolar, mas propriamente em sala de aula integrando e igualando os diferentes onde há possibilidades de fazê-lo, sentir-se acolhido e cidadão respeitável, não esquecendo que o educador na maioria das vezes é modelo para muitos dos aprendizes. ___________________________
1. Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pelo Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI, aluna do curso de pós- graduação latu- Sensu em Psicopedagogia e Educação Especial, pela Universidade Cândido Mendes – Ucam.
E a colaboração do pedagogo diante das situações cotidianas, lidando com a inclusão escolar usando metodologias adequadas a cada situação, fazendo acontecer o ensino aprendizagem.
Para isso contando também com a presença da família, peça muito importante nesse processo, favorecendo e, ou ampliando a construção de conhecimentos e habilidades, relacionados à interação professor-aluno a fim de adequar elementos que visem o sucesso do ensino e da aprendizagem.
Quando se fala em educação inclusiva precisa-se de professores orientados sob como agir em cada caso, improvisando também nas situações inusitadas e preparados para levar a educação ou auxiliar o processo de construção de conhecimentos lembrando-se de começar pelo saber de cada aprendiz ou a realidade que se apresenta ao chegar à instituição escolar.
Vários autores conceituam a interação como a ação mútua entre duas ou mais coisas ou pessoas, na condição de estímulos trocados entre si, com a influência do ambiente físico e social, sobre as capacidades físicas e intelectuais do indivíduo e sua ação sobre o ambiente, permitindo a formação e o desenvolvimento do ser humano. Conforme Silveira e Nascimento:
O estudo sobre a deficiência e o desenvolvimento de crianças com deficiência, a defectologia, como denomina Vygotsky, passa a enfatizar o desenvolvimento da criança e suas potencialidades, e não mais a impossibilidade, a incapacidade, e isso influencia a própria prática educacional destes indivíduos. (SILVEIRA, 2011, p.55).
(...) “não é importante saber só qual doença tem a pessoa, mas que pessoa tem a doença. O mesmo é possível com relação à deficiência. É importante conhecer não só o defeito que tem afetado a criança, mas que criança tem tal defeito. Vygotsky, (1995, p. 104).”.
Diante destas questões colocamos também o aluno com altas habilidades ou superdotação, seja em qualquer área, precisam de incentivo e valorização para ter o desenvolvimento pleno de sua capacidade ou habilidades.
Neste contexto, o objetivo primordial é, pois, investigar como a educação inclusiva atua em sala de aula e o educador agindo adiante as interações na instituição escolar.
Ou seja, um bom relacionamento entre educadores e alunos, personagens principais interessados em manter um bom convívio se faz construindo no dia a dia, acontecimentos às vezes, até inusitados nos faz aprender sempre mais e assim fortalecer o que buscamos.
Desenvolvimento
No cotidiano a educação inclusiva se faz presente atuando na sala de aula buscando a aproximação, facilitando a interação entre educadores e educandos, e também a socialização entre os aprendizes, interferindo nos processo de ensino aprendizagem para torná-los mais eficiente e de fácil compreensão.
Muitos professores usam métodos variados para lidar com a situação e vários deles se provêm do lúdico sendo esta uma das maneiras de ensinar sem pressões negativas, um de seus objetivos é trazer o aprendiz para o meio.
As atividades de expressão lúdicas criativas atraem a atenção das crianças podem se constituir em um mecanismo de potencialização da aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento motor e psicomotor das crianças, favorecendo o relacionamento com a coletividade e consigo mesmo. Conforme Nascimento (2000, p.1),
A criança não é um adulto que ainda não cresceu, ela tem características próprias. Para alcançar o pensamento adulto (abstrato), ela precisa percorrer todas as etapas do seu desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional. Brincando a criança desenvolve potencialidades; ela compara, analisa, nomeia, mede ,associa, calcula, classifica, compõe, conceitua, cria, deduz etc. Sua sociabilidade se desenvolve; ela faz amigos, aprende a compartilhar e a respeitar o direito dos outros e as normas estabelecidas pelo grupo e a envolver-se nas atividades apenas pelo prazer de participar, sem visar recompensas nem temer castigos. Brincando, a criança estará buscando sentido para sua vida. Sua saúde física, emocional e intelectual depende, em grande parte, dessa atividade lúdica. (SCHOTEN, 2013, p.178)
Muitos especialistas acreditam que as ações pedagógicas dos educadores devem partir de aspectos da vida cotidiana dos alunos.
Nesse sentido o processo de ensino deverá ser respaldado numa combinação de atividades do professor e dos alunos, os quais estarão sob a direção do professor, visando atingir no educando o desenvolvimento de suas capacidades mentais de forma progressiva. De acordo com Antunes (2008, p.45-46),
[...] educar não significa apenas transmitir o legado cultural ás novas gerações, mas também ajudar o aluno a aprender o aprender, despertar vocações, proporcionar condições para que cada um alcance o máximo de sua potencialidade e, finalmente, permitir que cada um conheça suas finalidades e tenha competências para mobilizar meios para concretizá-las, chega-se ao sentido estrutural da questão: o que significa educar. Em síntese; aprender a conhecer, fazer, viver junto e aprender a ser. Essa ideia que se faz da Educação recebeu forte subsídio com um novo papel da educação que se discutiu em Jomtien, em 1990, em uma Conferência Internacional sobre Educação promovida pela UNESCO, quando produziu o documento “A Declaração Mundial sobre a Educação para Todos”. SCHOTEN, 2013, p.229.
Partindo deste contexto Piaget (1996) sinaliza, no entanto, que as transmissões sociais por si só são insuficientes (...) que estas só se efetuam mediante a construção de estruturas cognitivas que permitem a criança se apropriar, via assimilação, dos conteúdos (...).
É possível afirmar que a prática pedagógica do professor frente a esta perspectiva necessita estar respaldo em conhecimentos construídos por meio de experiências as quais envolvam os aspectos cognitivos, étnicos e emocionais.
E educação inclusiva relata que alunos com necessidades especiais são ensinados no mesmo contexto curricular e instrucional com os demais colegas de sala de aula.
A sala de aula é o espaço privilegiado para a troca de experiências e de conhecimentos entre os indivíduos que ali se encontram. Este espaço é a expressão de um sistema social, manifestado através de suas rotinas, relações interpessoais, pensamentos, relações de poder, imaginários e representações sociais, e que deve nortear a prática pedagógica. Desta forma, pode-se dizer que os conhecimentos que os alunos já têm suas histórias e culturas, a maneira de ser com todas as suas diferenças, são contemplados nas mais diversas situações de aprendizagem que ocorrem [...] (SCHOTTEN, 2011, p.22).
Partindo desse pressuposto é possível afirmar segundo, Mittler (2003, p. 25) que educação inclusiva em sala de aula, “[...] envolve um processo de reforma e de reestruturação das escolas como um todo, com o objetivo de assegurar que todos os alunos possam ter acesso a todos as gamas de oportunidades educacionais e sociais oferecidas pela escola”.
Diante desse compromisso e comprometimento a inclusão escolar busca ensinar, não um indivíduo qualquer, mas alguém que seja essencial, para a construção da sociedade que queremos formar, cidadãos competentes e conscientes de seus direitos e deveres.
A escola inclusiva é aquela que conhece cada aluno, respeita suas potencialidades e necessidades, e a elas responde, com qualidade pedagógica. Para que uma escola se torne inclusiva há que se contar com a participação consciente e responsável de todos os atores que permeiam o cenário educacional: gestores, professores, familiares e membros da comunidade na qual cada aluno vive. (SILVEIRA, 2011, p.35)
Uma das principais finalidades da educação inclusiva em sala de aula é contribuir para a conscientização do ato educativo, visando o sucesso do aluno e a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Assim sendo, continua Silveira:
O professor tem a responsabilidade de educar tanto as crianças sem deficiência como aquelas com deficiência, mesmo que tenha um professor auxiliar em sua sala. O aluno com deficiência deve fazer parte da turma como qualquer criança. Tem também a responsabilidade de assegurar que o aluno com deficiência seja um membro integrante e valorizado da sala de aula. (SILVEIRA, 2011, p.35)
Conforme podemos observar o que se vê sempre são pais ausentes, principalmente aqueles a quem seus filhos precisam de atenção, dificilmente comparecem à escola mesmo quando convocados são indiferentes. Sabemos o quanto é importante a participação dos pais no processo ensino – aprendizagem seja ele de qualquer ordem. Segundo Pianezzer:
(...) Se os pais orientassem seus filhos em relação às tarefas escolares e em relação à própria organização da mochila e dos materiais necessários para o dia seguinte; se os auxiliarem na organização da agenda com as datas previamente estipuladas para a entrega de tarefas, trabalhos ou realizações de avaliações; se os orientarem também quanto ao espaço e o horário de realização das tarefas e o local para os estudos; se os ensinarem a elencar as prioridades e ir vencendo cada etapa, grande parte de sua missão em auxiliar o filho na superação das dificuldades escolares estará cumprida, e isto certamente será gratificante aos pais, além de ser um fator de grande motivação aos filhos . (PIANEZZER, 2013, p.235).
Diante da motivação os filhos sentem mais segurança e buscam mais, dialogam interagem fazem a parte deles, que é de satisfazer curiosidades superando expectativas indo além, por saber que alguém se preocupa e espera algo da sua pessoa.
Assim diante da necessidade de entender as dificuldades de aprendizagem escolar em sala de aula a educação inclusiva propõe mudanças, novos tempos e formas de organizações perceptivas dentro de cada realidade, entendendo o aprendiz da forma como ele chega à instituição, partindo deste ponto ensiná-lo conforme suas capacitações. Conforme Silveira:
A Inclusão surge, então, para romper o paradigma educacional existente, rompendo com a estrutura curricular, fechada e com a homogeneidade na escola. Os antigos paradigmas começam a ser repensados por uma nova visão educacional. Depois de tantos anos de isolamento e segregação, as pessoas com necessidades especiais estão sendo reconhecidas como cidadãs e aceitas na escola comum. (SILVEIRA, 2011, p.18).
A inclusão lida com problemas de ensino-aprendizagem, e tem por objetivo compreendê-lo o que pode resultar em ajuda para que as pessoas realizem suas tarefas através de suas atividades e a educação é a forma privilegiada para o encaminhando e a superação de seus níveis primários e da construção das competências e habilidades necessárias.
Sendo o aprendiz o foco central, garantir sua trajetória nesse caminho é objetivo primeiro de toda ação educacional em conjunto.
Conclusão
Constatou-se, portanto que uma das principais finalidades da educação inclusiva em sala de aula é contribuir para a conscientização do ato educativo, visando o sucesso do aluno e a melhoria do processo ensino-aprendizagem.
Assim diante da necessidade de entender as dificuldades de aprendizagem escolar em sala de aula a educação inclusiva propõe mudanças, novos tempos e formas de organizações perceptivas dentro de cada realidade, entendendo o aprendiz da forma como ele é.
E atividades de expressão lúdicas são ótimas alternativas para atrair a atenção das crianças podendo se constituir em um mecanismo de potencialização da aprendizagem favorecendo o desenvolvimento motor e psicomotor das crianças, favorecendo o relacionamento com a coletividade.
Sabemos também o quanto é importante a participação dos pais no processo ensino – aprendizagem seja como for. Diante da motivação os filhos sentem mais segurança e buscam mais, dialogam, interagem.
E a educação inclusiva chega para nos ensinar que alunos com necessidades especiais são ensinados no mesmo contexto curricular e instrucional com os demais colegas de sala de aula.
Diante desse compromisso e comprometimento a inclusão escolar busca ensinar, não um indivíduo qualquer, mas alguém que seja essencial, para a construção da sociedade que queremos formar.
E a educação é a forma privilegiada para o encaminhando e a superação de seus níveis primários e da construção das competências e habilidades necessárias.
Sendo o aprendiz o foco central, garantir sua trajetória nesse caminho é objetivo primeiro de toda ação educacional em conjunto.
REFERÊNCIAS
PIANEZZER, Lúcia Cristiane Moratelli. Orientação educacional. Indaial: Uniasselvi, 2013.
SILVEIRA, Tatiana dos santos da. NASCIMENTO, Luciana Monteiro do. Educação inclusiva. Indaial: Uniasselvi, 2011.
SCHOTTEN, Neuzi. Processos de alfabetização. 2ª ed. Indaial: Uniasselvi, 2011.