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LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

 

ANJOS Lívia Brito dos.

MARTINS Dineia Jose Ojczenasz.

 

 

RESUMO

Jogos e brincadeiras fazem parte do mundo da criança, pois estão presentes na humanidade desde o início. O ato de brincar, além de constituir-se num elemento fundamental para o desenvolvimento da identidade e da autonomia, é uma rica possibilidade no processo educativo, cognitivo e linguístico das crianças. O presente artigo trata do resgate lúdico com o processo educativo demonstrando que ao se trabalha ludicamente não se está abandonando a seriedade e a importância dos conteúdos a serem apresentados às crianças pois as atividades lúdicas são indispensáveis para o seu desenvolvimento sadio e para a apreensão do seu conhecimento, uma vez que possibilitam o desenvolvimento da percepção, da imaginação e da fantasia e dos sentimentos. Por meio das atividades lúdicas, a criança comunica-se consigo mesmo e com o mundo, aceita a existência dos outros, estabelecendo relações sociais, construindo conhecimentos, desenvolvendo-se integralmente. 

Palavras-chave: Brincadeiras. Brinquedos. Jogos. Ludicidade na Educação Infantil.

 

1.INTRODUÇÃO

Esta produção está apoiada nas ideias de Piaget, Wallon e Vygotsky, pois acredito que o homem constrói-se à medida que interage em seu contexto, agindo sobre o meio e sendo influenciado por este, modificando sua realidade 



1-Livia Brito dos Anjos com formação em Pedagogia na Instituição de Ensino a Distância Uninter matriculada no curso de Pós-Graduação.

2- Professora Orientadora Annemaria Kottel, Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia, em Educação Especial e Inclusiva, em Avaliação Diagnóstica Psicoeducacional, orientadora de TCC do Centro Universitário Internacional Uninter.

e a si próprio, passando por um processo de conscientização, que se dá de forma contínua e progressiva.

Vygotsky (1998) salienta, em sua teoria, a importância da interação e da linguagem na construção do conhecimento onde a criança desenvolve-se mediada pela linguagem. Ainda para esse autor, na medida em que a criança interage e dialoga com os membros mais maduros de sua cultura, aprende a usar a linguagem como instrumento do pensamento e como meio de comunicação, viabilizando uma interação entre o indivíduo e o meio em que se encontra inserida, tornando possível uma interação.

A educação infantil necessita ser voltados para a formação integral da criança desde o nascimento até os seis anos de vida, aproximadamente. Durante esse período a criança encontra-se em desenvolvimento e constante aprendizagem, dando prosseguimento no decorrer de sua vida. Sabemos que o ser humano constrói-se à medida que interage, agindo sobre o meio e sendo influenciado por este, nasceu para descobrir e apropriar-se dos conhecimentos mais simples e evoluindo constantemente para os mais complexos. Nesse sentido a Educação Infantil necessita ser voltada para a formação integral da criança, vindo a torná-la um cidadão crítico, autônomo e participativo na realidade a qual se encontra inserido. Nesse período a educação ofertada deve contemplar os fundamentos do desenvolvimento da criança em todos os aspectos, cognitivo, psíquico, físico e social. 

Dentro desse contexto, este trabalho vem para ressaltar a importância de uma prática pedagógica baseada na ludicidade como uma ferramenta para o os. Desenvolvimento cognitivo, relacionando a teoria com a prática em sala de aula. No momento em que as crianças brincam, elas interagem, convivem com outras crianças, propiciando o desenvolvimento de habilidades como o raciocínio, a imaginação, a atenção e a convivência das brincadeiras com as regras, além de constituir-se num elemento fundamental para o desenvolvimento da autonomia e da identidade.

Esse tema é de fundamental importância na formação das crianças que frequentam a Educação Infantil, pois está relacionado ao desenvolvimento desestruturas que fazem parte do homem. Dessa forma o sucesso na aprendizagem do educando está intimamente relacionada ao papel da ludicidade dentro do espaço escolar quando utilizada como estratégia dentro do planejamento pelo educador brincando é que a criança mergulha na vida, sentindo-a na dimensão de suas possibilidades. No espaço criado pelo brincar nessa aparente fantasia, acontece a expressão de uma realidade interior que pode estar bloqueada pela necessidade de ajustamento às expectativas sociais e familiares. Teles (1999, p.14) afirma, com relação à criança e a brincadeira.

Brincando ela explora o mundo, constrói o seu saber, aprende a respeitar o outro, desenvolve o sentimento de grupo, ativa a imaginação e se auto realiza (...) brincando, a criança, também, coloca para fora as suas emoções e personaliza os seus conflitos (...). A criança reproduz na brincadeira a sua própria vida. Através dela, ela constrói o real, delimita os limites frente ao meio e ao outro e sente prazer de poder atuar ante as situações e não ser dominada por elas. Brincando é que a criança mergulha na vida, sentindo-a na dimensão de suas possibilidades. No espaço criado pelo brincar nessa aparente fantasia, acontece à expressão de uma realidade interior que pode estar bloqueada pela necessidade de ajustamento às expectativas sociais e familiares. Teles (1999, p.14) afirma, com relação à criança e a brincadeira.

Brincando ela explora o mundo, constrói o seu saber, aprende a respeitar o outro, desenvolve o sentimento de grupo, ativa a imaginação e se auto realiza (...) brincando, a criança, também, coloca para fora as suas emoções e personaliza os seus conflitos (...). A crianças reproduz na brincadeira a sua própria vida. Através dela, ela constrói o real, delimita os limites frente ao meio e ao outro e sente prazer de poder atuar ante as situações e não ser dominada por elas.

 

 

  1. A IMPORTÂNCIA DAS BRINCADEIRAS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

 

É no brincar que a criança interage, convive com outro, desenvolve habilidades como a imaginação, a atenção e o raciocínio, além de muitas outras. A instituição de Educação Infantil (IEI)deve se prevalecer dessa importante prática para organizar práticas pedagógicas coerentes para uma educação de qualidade. A brincadeira faz parte da infância e é para a criança a melhor forma de aprender, devendo a IEI valorizar o brincar como atividade que ocupa maior espaço do tempo. Desse modo, como articular atividades que estimulem e valorizem o brincar em detrimentos as atividades teóricas. Tais questionamentos nos remetem a necessidade de nos orientar a organização de brincadeiras e o uso de brinquedos pautados na interação e ludicidade previstos nas DCNEI(2010) e RCNEI(1998).Desse modo, pensar a brincadeira é pensar na qualidade daquilo que é oferecido na Educação Infantil e também numa mudança de postura e conduta que há quatro anos se tem das brincadeiras nos espaços de educação infantil, em que a brincadeira livre é “livre” de uma organização de espaço, planejado e do registro. Cabe ao adulto essa organização e mediação, propondo, através de uma escuta das crianças, identificar interesses e então planejar.

A brincadeira de alta qualidade faz a diferença na experiência presente futura, contribuindo de forma única para a formação integral da criança. As crianças brincam de forma espontânea em qualquer lugar e com qualquer coisa, mas há uma diferença entre a postura espontaneista e outra reveladora da qualidade. A alta qualidade é resultado da interação do adulto que, ao implementar o eixo das interações de brincadeiras, procura oferecer autonomia ás crianças, para a exploração dos brinquedos e a recreação da cultura lúdica. É essa intenção que resulta na interação que se faz no ambiente, na organização do espaço físico, na disposição de mobiliário, na seleção e organização dos brinquedos e materiais e nas interações com as crianças. Para que isso ocorra faz-se necessário a observação das crianças, a definição de intenções educativas, o planejamento do ambiente educativo o envolvimento das crianças, das famílias e das comunidades e, especialmente, a ação interativa das professoras e da equipe das creches. (BRASIL,2012, p.12-13). No ato de brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos, sabendo que estão brincando.

Segundo Garcia (2000, p.52), “o ato de brincar evolui: altera-se de acordo com os interesses próprios da faixa etária, com as necessidades de cada criança e também com os valores da sociedade a qual pertence”. Para brincar é preciso que a criança tenha certa liberdade para escolher seus companheiros e os papéis que irão assumir na brincadeira, é um momento onde as crianças assumem seus desejos, revelam seu mundo interior, seus medos, angústias e alegrias. Nessa perspectiva, a brincadeira infantil possibilita a criança a imitação de diferentes papéis, comumente de seu cotidiano, ação que facilita a expressão de sentimentos e relações que estabelece com as pessoas do seu meio. A imitação também é um elemento que garante a criança experimentar atitudes que, fossem realizadas de forma verdadeira, muitas vezes poderiam coloca-la em situação de risco, com nas brincadeiras de cozinhar, dirigir, consertar moveis e aparelhos eletrônicos. Quando brincar de faz de conta, a criança age e enfrenta desafios, organiza o pensamento e elabora suas regras, o que facilita a transposição do mundo adulto para seu universo.

Kishomoto (2008) destaca quatro tipo de brincadeiras na ação lúdica das crianças:

As educativas (caracterizada pela ação lúdica com fins pedagógicos);

As tradicionais;

As de faz de conta;

As de construção;

Um dos aspectos que justifica a ludicidade na educação básica seria justamente a possibilidade da utilização de recursos pedagógicos que venham ao encontro dos diferentes estilos de aprendizagem encontradas em sala de aula, o que atualmente é um grande desafio para o professor da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental. Sendo assim a brincadeira o elemento que aparece inicialmente é a imaginação, a ação livre e espontânea, da representação de seu cotidiano. A criança expressa as relações culturais, afetivas e sócias nas quais está envolvida, vivencia e troca de papeis e posições, e nesse sentido faz acordos em uma tentativa de organizar a ação lúdica. Nesse sentido Kishomoto (2008, p.18) afirma: “Pode-se dizer que um dos objetivos do brinquedo e dar a criança um substituto dos objetos reais, para que possa manipula-los”.

2.1 A importância dos Jogos na Educação Infantil

 

 A pesquisa bibliográfica foi baseada em estudiosos do tema, como Jean Piaget, Vygotsky, Froebel e no Referencial Curricular Nacional do Ministério da Educação, dentre outros. O presente trabalho objetiva discutir a importância dos jogos e brincadeiras no processo de ensino aprendizagem, sobretudo na Educação Infantil e visa à ludicidade como caminho para a aprendizagem e a construção do conhecimento através de brincadeiras, jogos e brinquedos. Brincar propicia o trabalho com diferentes tipos de linguagens o que facilita a transposição e representação de conceitos elaborados pelo adulto para os educandos. Educar, nessa perspectiva, é ir além da transmissão de informações ou de colocar à disposição do educando apenas um caminho, limitando a escolha a seu próprio conhecimento. Segundo Costa (2005, p.21), “Educar é ajudar a pessoa tomar consciência de si mesma, dos outros e da sociedade, oferecendo ferramentas para que o outro possa escolher, entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, com sua visão de mundo e com as circunstancias adversas que cada um irá encontrar”.

A rotina educacional na sala de aula e tão diversificada que o educando precisa dar voltas ao redor do mundo em apenas um dia para identificar e significar as abstrações dos educandos nos momentos de ensino e aprendizagem. Nesse sentido as contribuições de Moyles (2002) sobre o jogo apontam alguns aspectos a serem considerados em relação à qualidade de ensino e da aprendizagem, que serram interpretadas à luz de uma concepção educacional voltada à realidade brasileira conforme a orientação da LBDEN n°9.394/1996:

- o envolvimento ativo das crianças nos aspectos motores e cognitivos;

- objetos claros e relacionados às experiências de vida dos educandos;

- o planejamento elaborado com base em um currículo amplo, equilibrado e diferenciado;

- planejamentos que considerem o desenvolvimento da autonomia dos educandos;

-o brincar como pratica que possibilite a resolução de problemas;

-a aprendizagem de conteúdos de forma crítica e reflexiva, de maneira que proporcione aos educandos atitudes de cooperação, respeito à diversidade e à concentração.

 Neste contexto, o professor da educação infantil cria formas lúdicas para estimular a criança a buscar de forma prazerosa, novos conceitos, estabelecendo conexões entre conceitos pré-estabelecidos e novos conhecimento, ainda nas palavras de Kishimoto (2008, p.37),

O jogo é um instrumento pedagógico muito significativo. No contexto cultural e biológico é uma atividade livre, alegre, que engloba uma significação. É de grande valor social, oferecendo inúmeras possiblidades educacionais, pois favorece o desenvolvimento corporal, estimula a vida psíquica e a inteligência, contribui para a adaptação ao grupo, preparando a criança para viver em sociedade, participando e questionando os pressupostos das relações sociais tais como estão postos. (KISHIMOTO, 2008 p. 37)

 

Segundo Piaget (1976), o jogo é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, pois, ao representar situações imaginárias, a criança tem a possibilidade de desenvolver o pensamento abstrato. Isso acontece porque novos relacionamentos são criados no jogo entre significados, objetos e ações. Na atividade lúdica, a criança expressa sua personalidade, o que contribui para a evolução da imagem do corpo. A ludicidade é uma necessidade interior, onde a criança se prepara para a vida aprendendo a competir, cooperar com seus semelhantes e conviver com um ser social, no brincar ocorre um processo de troca, partilha confronto e negociação, gerando momentos de desequilibro e equilíbrio, propiciando novas conquistas individuais e coletivas.

Com isso, as atividades lúdicas têm que corresponderem como forma de ensino desenvolvendo-se devido à necessidade da criança, de acordo com seu com seu desenvolvimento, tendo como objetivo de usufruir os benefícios emocionais, intelectuais e culturais, que tais atividades proporcionam estimulando assim o seu desenvolvimento integral. Fica o desejo que o aluno desenvolva suas potencialidades com dignidade para que possa exercer a sua cidadania dentro e fora da sala de aula, compartilhando com a sociedade suas descobertas, iluminando o mundo por prazer e não por ocasião.

O importante é que a escola e o professor tenham disponibilidade para criar e viabilizar estratégias de forma lúdica que busque trabalhar jogos em situações diversas, sem o cansaço que a criança sentiria se as trabalhasse de forma mais dirigida, com certa obrigatoriedade, enquadrada nos padrões tradicionais e muitas vezes de maneira mecânica. Referindo-me a importância do jogo e do brinquedo na Educação Infantil, aponto alguns autores que também dão ênfase nessa necessidade infantil. 

Um deles é Vygotsky (1984) que em seus estudos aponta dois elementos importantes na brincadeira infantil que são: a situação imaginária e as regras. Para ele o brinquedo é uma grande fonte de promoção do desenvolvimento proximal. Na situação imaginária a criança internaliza regras, expressa desejos e desenvolve-se. O jogo também representa a possibilidade de eliminar o excesso de energia que a criança contém. Para Wallon (1989) é uma forma de infração do cotidiano e suas normas segundo ele pode-se classificar os jogos infantis em:

1) Jogos funcionais: jogo pelo jogo, aos poucos incluem-se as regras.

2) Jogos de imitação: brincar de papai, mamãe, casinha....

3) Jogos de aquisição: a criança olha, escuta e pergunta.

 4) Jogos de fabricação: combinar, contar, modelar, construir coisas.

Com estes conceitos de brincar, o jogo é uma atividade que beneficia o desenvolvimento e a aprendizagem, assim sendo é necessário um ambiente prazeroso, brinquedos dos mais variados, objetos que as crianças possam manusear no dia-a-dia e que possam relacioná-los com o contexto sociocultural, também aparecem às brincadeiras do faz-de-conta, jogos de construção e jogos de regras. O brincar com jogos de regras estimula que as atividades aconteçam com a presença de outra, sendo organizadas de maneira que todas se sintam capazes de brincar e sejam estimuladas para darem o máximo de si. A brincadeira é algo que pertence à criança, à infância. Através do brincar a criança experimenta, organiza-se, regula-se, constrói normas para si e para o outro. O brincar é uma forma de linguagem que a criança usa para compreender e interagir consigo e com o outro, com o mundo. Sendo assim a ludicidade é construída 

O jogo com regras desenvolve a autoestima e a descoberta de limites. É pelo brincar que as crianças se expressam e se comunicam. E a através do faz-de-conta que a criança tem a possibilidade de experimentar diferentes papeis sociais que conhece e vivencia no cotidiano de suas histórias. Por tudo isto que o brincar é de grande importância na Educação Infantil, onde a criança cria o seu próprio espaço, interpreta os costumes e sentimentos humanos. Neste sentido o jogo possui duas funções: a lúdica e a educativa, unindo o divertimento e o prazer com o desenvolvimento afetivo, cognitivo, físico, social e moral. A utilização do lúdico possibilita o estudo da relação da criança com o mundo que está a sua volta, possibilita à criança a formulação de conceitos, estabelece relações pessoais, interpessoais e lógicas, estimulando o desenvolvimento cognitivo e a criatividade. Borba (2006, p.40) afirma que, “A liberdade do brincar se configura no inverter a ordem, virar o mundo de ponta cabeça, fizer o que parece impossível, transitar em diferentes tempos-passados, presente e futuro. Rodar até cair, ser rei, caubói, ladrão, polícia, desafiar os limites da realidade cotidiana.” A autora foi clara em suas palavras demonstrando que é possível um elo entro o mundo real e o mundo imaginário, isso sendo possível por meio das atividades lúdicas, fazendo que a criança estabeleça relações com diferentes cultas e outras pessoas.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Considerando as leituras realizadas, pode-se perceber que a ludicidade está presente na vida de todos nós, especialmente no desenvolvimento infantil. A criança quando brinca, joga se diverti pode perfeitamente dispensar qualquer tipo de objeto material, pois sua imaginação supre sua falta. O lúdico desempenha um importante papel na aprendizagem, pois através desta prática o sujeito busca conhecimentos do corpo, do ambiente, dos colegas e tem a percepção de si mesmo como parte integrante na constituição de sua aprendizagem, que resulta numa nova dinâmica de ação, possibilitando uma construção significativa.

Froebel foi o primeiro educador a enfatizar o brinquedo na atividade lúdica, já que era o primeiro recurso no caminho da aprendizagem, não só apenas para a diversão, mas para criar representações do mundo concreto com a finalidade de entendê-lo, também arquitetou recursos sistemáticos para as crianças se expressarem, tais como blocos de construção, papel, papelão, argila, serragem, entre outros materiais usados para estimular a aprendizagem das crianças. Cabe, portanto, aos cursos de formação do profissional da educação se engajar também nestas novas práticas educacionais, já que, estamos falando da formação do profissional que irá trabalhar com crianças e destas é possível considerar que os jogos, brinquedos, brincadeiras, fantasias enfim o lúdico faz parte da constituição de todo indivíduo, independentemente de condições sociais, a ludicidade faz parte da vida de qualquer criança.

É preciso que o professor faça seu papel de artificie de um currículo que privilegie as condições facilitadoras da aprendizagens que a ludicidade contem nos seus diversos domínio, afetivo, social, perceptivo-motor e cognitivo, retirando-o da clandestinidade, e da subversão explicando-a corajosamente como meta da escola, de forma que estimule sua criatividade e autonomia frente a construção do seu conhecimento.

 

 

 

REFERENCIAS

 

BORBA, Ângela Meyer. O brincar como modo de ser e estar no mundo. In: Brasil MEC/SEB. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade/ organização Jeanete Beauchamp Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. _ Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.

 

BRASIL. Ministério da Educação. Secretária de Educação Básica. Brinquedos e brincadeiras nas creches: manual de orientação pedagógica. Brasília :MEC/SEB,2012

 

 BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Infantil. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, 1998

 

(FROBEL 1912c, p.21)

 

GARCIA, (2000, p.52) 

 

Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF,23 dez.2003.Disponível em<http//www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/Leis/9393.htm>.

 

MOYLES, J.R. Só brincar? O papel do brincar na educação infantil. Porto Alegre:Artmed,2002

 

 PIAGET, Jean. A Linguagem e o Pensamento da Criança. Rio de Janeiro. Fundo de Cultura. 1973.

 

PIAGET, J. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo, imagem e representação. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1976. 

 

SEMEC-Secretaria Municipal De Educação e Cultura: DIRETIZES CURRICULARES PARA EDUCAÇÃO INFANTIL DO MUNÍCIPIO DE SORRISO. 

 

TELLES, Maria Luiza Silveira. Socorro! É proibido brincar! Rio de Janeiro: Vozes, 1999.

 

 VYGOTSKY, L.S. Aprendizagem, Desenvolvimento e Linguagem. 2ª Edição. São Paulo. Editora Ícone, 1998.

 

VYGOTSKY, L.S.A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo:M.Fontes,1974

 

KISHOMOTO, T.M.(Org.) Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação.11.ed.São Paulo:Cortez,2008