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A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 

 

LÚDICO COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM 

  

Sandra Aparecida Guedes
Mônica Pegoraro
Dirciane Joner
Juliana Cordeiro da Silva
Ana Cláudia de Oliveira

 

 

 

RESUMO 

 

Este TG tem como objetivo analisar a importância do lúdico no processo da alfabetização observando que a aprendizagem e o desenvolvimento através do lúdico podem ser mais proveitosos para os alunos no processo de alfabetização, onde o lúdico não pode ser visto como um mero passatempo e sim como materiais didáticos e pedagógicos que se tornam indispensáveis para desenvolver melhor o psicológico das criançaspois a aprendizagem através do lúdico se torna mais divertida e prazerosa. Onde a criança aprende brincando. O mesmo foi fundamentado através de varias pesquisas, bibliográficas, e através de observação no estagio supervisionados em sala de aula entre outros que foram de fundamentais importância para a fundamentação teórica. Pois ser um educador nos dias atuais é preciso ser um artista, malabarista, psicólogo, família, surpreendendo e motivando seus educandos, na tentativa de despertar o sentido de aprender, levando a compreender que tudo é importante e tem um significado em sua vida e tudo tem o momento certo para acontecer. Onde o brincar não deva ser estimulado somente dentro da sala de aula, mas também fora da sala, através das chamadas brincadeiras direcionadas. Refletindo sobre a importância do lúdico na pratica pedagógica sendo como facilitador do ensino e aprendizagem do aluno, Compreendendo a importância dos lúdicos através dos jogos para a aprendizagem do aluno na alfabetização; Realizando assim atividades pedagógica através da utilização de instrumentos práticos e teóricos para uma melhor compreensão das crianças na  aprendizagem dos alunos. 

 

Palavra chave: Aprendizagem. Lúdico. Alfabetização. 

 

 

1.INTRODUÇÃO 

 

Este TG tem por finalidade abordar “A importância do lúdico no processo de alfabetização, levando se em conta que através do lúdico a criança consegue aprender brincando, pois considerando que os jogos e as brincadeiras são meios que se têm de oferecer a uma criança uma aprendizagem menos rígida, de maneira diversificada, alegre e divertida. 

Considerando que ser alfabetizadores nos dias de hoje se torna cada vez mais trabalhoso, pois podemos observar que a tecnologia hoje nos traz uma grande variedade de jogos e brinquedos e que estes alunos entram nas escolas cada vez mais cedo, a partir dos seis meses de idade sendo que ao chegar na alfabetização já não demostram muito interesse pela sala de aula, onde tudo para ele se resume no brincar, sendo que muitas vezes  acabam perdendo o vinculo com a família. Tornando assim cada vez maior a responsabilidade da escola (professor) em cuidar e educar, onde na realidade responsabilidade esta que caberia a família, principalmente agora que a criança tem que estar alfabetizado ate os noves anos, alguns pais acabam esquecendo seu verdadeiro papel na vida de seus filhos, colocando os mesmos nas escolas o maior tempo possível na chamada “mais educação”. 

Levando assim o educador a ser um artista, malabarista, psicólogo, família, surpreendendo e motivando seus educandos, na tentativa de despertar o sentido de aprender, levando a compreender que tudo é importante e tem um significado em sua vida e tudo tem o momento certo para acontecer. 

Tendo como objetivo maior trazer benefícios para aprendizagem e o desenvolvimento do aluno na escola, onde o lúdico não pode ser visto como um mero passatempo e sim como materiais didáticos e pedagógico que se tornam indispensáveis para desenvolver melhor o psicológico da criança na fase da alfabetização, levando  a mesma a aprendera de uma forma divertida e prazerosa, visando assim uma prática no desenvolvimento da criança. E como objetivos específicos: Refletir sobre a importância do lúdico no processo de alfabetização e na pratica pedagógica sendo como facilitador do ensino e aprendizagem do aluno; Compreender a importância dos lúdicos através dos jogos para a aprendizagem do aluno na alfabetização; Realizar atividades pedagógica através da utilização de instrumentos práticos e teóricos para uma melhor compreensão das crianças na  aprendizagem dos alunos. 

Levando-se em conta que o principal papel das atividades lúdicas e de facilitar tanto no processo da personalidade integral como o processo das funções social, psicológicas, intelectuais e morais. Pois o lúdico ajudara a criança a desenvolve sua coordenação motora, viso motora, a atenção, os movimentos, a concentração, a agilidade, o  ritmado, o conhecimento apto, entre outras. 

Onde o brincar não deva ser estimulado somente dentro da sala de aula, mas também fora da sala, através das chamadas brincadeiras direcionadas como, amarelinha, esconde-esconde, quebra cabeça, jogo da memoria, entre outros no qual na maioria das vezes a criança passaria grande parte do eu tempo assistindo tv em casa.   

Para a realização deste trabalho fez necessário varias pesquisas, bibliográficas, em livros, artigos publicado na internet, biblioteca local e virtual, entre outros que foram de fundamentais importância para a fundamentação teórica, fundamentada em vários autores, que foram de grandes relevância para a realização do mesmo. 

São através do lúdico e das atividades que envolvem brincadeiras em grupo e jogos que a criança busca despertar o interesse em aprender, procurando trabalhar o  necessário pela competividade assim desenvolvendo e construindo seus conhecimentos e aprendizagem com o brincar, sem se da conta do trabalho e da ação pedagógica com enfoque no desenvolvimento e construção da linguagem, com gesto, concentração, agilidade, rapidez, fala, escrita, entre outras cuja a prática pedagógica se apresente em forma de propostas de jogos e brincadeiras que permitam à criança tomar decisões, raciocinar e ser criativa tomando assim decisões, proporcionando na criança a aquisição de novos conhecimentos, desenvolvendo suas habilidades de forma natural e agradável que serão essenciais para o desenvolvimento motor, social, emocional afetivo e cognitivo. 

Pois tanto os jogos quanto as brincadeiras podem ser trabalhadas em um universo maior. Podendo ser visto como busca através do saber torna-se importante e prazerosa onde a criança ira aprende brincando. Sendo assim possível, através de jogos e brincadeiras, forma-se indivíduos com autonomia, para muitos desenvolver interesses  capazes de aprender com mais rapidamente. 

Através desta temática que tem como foco maior de expor a necessidade e a importância de se trabalhar com o lúdico na Alfabetização por meio da pesquisa bibliográfica, verificando assim, à opinião de alguns pesquisador sobre esse tema. Lembrando que o brincar implica numa relação cognitiva e representa a potencialidade para interferir no desenvolvimento, além de ser um instrumento pedagógico para a construção do aluno. 

 

2.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

 

palavra lúdico, vem da origem latina "ludus" que significa "jogo”. Onde passou a ser reconhecido como traço essencial de permite compreender o entendimento entre o comportamento do corpo humano e o cérebrousando o processo cognitivo como mecanismos, deixando de ser o simples sinônimo de jogo. (ALMEIDA, 2003). 

Santin (1996) apud Júnior (2005) nos diz que o significado de ludicidade surgiu da própria palavra relacionada à liberdade, criatividade, imaginação, participação, interação, autonomia além de outras qualificações que podem ser atribuídas a uma infinita riqueza que há nela mesma.  

Onde o Lúdico passa a ser muito mais um que jogo é se transforma numa prática e reprodução do saber humano. Contribuindo assim para um melhor desenvolvimento social e individual, no desenvolvimento e na formação de conceitos. Pois ajuda no desenvolvimento psíquico, psicomotor e cognitivo da criança, que através do lúdico pode melhorar e interagir conhecendo um mundo tendo noções de espaço, distância, aprendendo a se relacionar, com os resultados desse conhecimento. 

Segundo o RCNEI (Referencial Curricular Nacional Para Educação Infantil) (1998, v1. p.27) “as atividades lúdicas, através das brincadeiras favorecem a auto-estima das crianças ajudando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa”. Deixando claro que o lúdico contribui para o desenvolvimento da aprendizagem o que favorece a auto-afirmação e valorização pessoal. E que as brincadeiras, os jogos, e os brinquedos podem e devem ser objetos de crescimento e desenvolvimento, possibilitando para a criança uma nova visão e exploração do mundo, descobrindo, entendendo e posicionando-se em relação a si e a sociedade de uma forma lúdica e natural exercitando habilidades importantes na socialização e na conduta psicomotora. 

Pois o professor precisa ter claro esse conceito para que possa articular o lúdico com as situações de aprendizagem. Um primeiro passo é adequar o tipo de atividade ao conteúdo, tempo de aula e características da turma. Ele pode lançar mão da brincadeira, priorizando o aspecto da espontaneidade, ou o jogo com regras. Tudo depende dos objetivos estabelecidos. O professor precisa ter cuidado para não “ficar preso” demais aos objetivos pedagógicos. Isso pode resultar numa condução excessiva da brincadeira, na inibição da criatividade e da liberdade da criança e, por fim, na descaracterização o elemento lúdico empregado. 

Dessa forma o TG tem como foco maior expor a necessidade e a importância de se trabalhar com o lúdico na Alfabetização por meio da pesquisa bibliográfica, analisando  à opinião de vários pesquisador sobre esse tema a importância do lúdico no processo de alfabetização. Lembrando que o brincar implica numa relação cognitiva e representa a potencialidade para interferir no desenvolvimento, além de ser um instrumento pedagógico para a construção do aluno. 

Para a realização deste trabalho fez necessário varias pesquisas, bibliográficas, em livros, artigos publicado na internet, biblioteca local e virtual, entre outros que foram de fundamental importância para a fundamentação teórica, fundamentada em vários autores, que foram de grande relevância para a realização do mesmo. 

Vários autores colocam que é por meio do lúdico que a criança vivencia novas experiências acabam adquirindo novos conhecimento e aprendizado, pois, passa a ver o mundo de forma diferente e com mais significado, sentindo mais a vontade sendo espontânea, esclarecendo suas conquistas e demonstrando seus medos e angustia, através de atividades  lúdicas que incluir ações que desperte no aluno o desejo de continuar sua atividade, até decifrar e encontrar a solução que se espera. Compreendendo assim o sentido das regras, e passando a entender que todos têm direitos de aprender, mas, também, devem cumprir com seus deveres. 

Muitos teóricos apresenta relevantes pesquisas  sobre  a  importância  da ludicidade  no  processo  de alfabetização,  concluindo  assim que  os  alunos desenvolvem a responsabilidade, a auto expressão e a cognição. A criança passa a se sentir mais estimulada e, sem perceber, vai se desenvolvendo e construindo seu conhecimento.  

 

2.1. Concepção de Infância e o Brincar no Decorrer da História 

 

A concepção de infância dos dias atuais é bem diferente de alguns séculos atrás. É importante salientar que a visão que se tem da criança é algo historicamente construído, por isso é que se pode perceber os grandes contrastes em relação ao sentimento de infância no decorrer dos tempos. O que hoje pode parecer uma aberração, como a indiferença destinada à criança pequena, há séculos atrás era algo absolutamente normal. Por maior estranheza que se cause a humanidade nem sempre viu a criança como um ser em particular, e por muito tempo a tratou como um adulto em miniatura ( AZEVEDO, 1999). 

De acordo com as autoras acima citadas, houve um grande avanço no reconhecimento da infância nas últimas décadas do século XIX, onde as crianças foram liberadas dos trabalhos pesados, nas quais eram submetidas a tarefas árduas. E ainda com a industrialização, a criança passou a ter um cuidado especial. 

No  entanto,  ao  longo  da  história,  observa-se  que  nem  sempre  foi assim.  Na  sociedade  medieval,  o  sentimento  de  infância  foi  bastante  esquecido, tanto que a criança, quando não necessitasse mais de cuidados básicos de sua mãe ou  criada,  era  ingressada  no  mundo  dos  adultos  e  não  mais  deste  saía.  Por não haver condições de saúde, como também de higiene que procurassem prosperar a infância, a mortalidade infantil,  era  vista  como  algo  bastante  comum,  natural  e  a criança por sua vez, tida como „engraçadinha‟, não saindo do anonimato até que superasse a fase de risco. Assim, a criança não era valorizada, o que se seguiu até a Idade Média. (AZEVEDO, 1999)  

Na sociedade medieval,  o sentimento  de  infância  era  pouco valorizado.  Embora  isto  não  significasse  que  as  crianças  fossem  rejeitadas  ou abandonadas, não significava também grande afeição por elas. “[...] Quando ainda muito pequena e frágil, não podia ainda misturar-se à vida dos adultos, mas tão logo começasse  a  andar  sozinha  e  a  desempenhar  pequenas  tarefas,  a  criança  se confundia com os adultos” (AZEVEDO, 1999, p.34-35).  

Dessa forma, a autora afirma que, até o final do século XVIII, as crianças ainda não eram retratadas com suas particularidades, elas não tinham expressão própria. Pensava-se nelas como páginas em branco a serem preenchidas. Nesse mesmo sentido, salienta ARIÈS, que neste período a criança era por sua vez, vista somente como pessoa de tamanho reduzido. 

De acordo com os estudiosos, a celebração do nascimento de uma criança se diferenciava de acordo com o sexo. A comemoração era significativamente maior quando essa criança era do sexo masculino. 

 Pois Segundo Heywood (2004) o nascimento das meninas era costumeiramente considerado produto de relações sexuais corrompidas, entendia-se que elas seriam fruto de atos sexuais permeados pela enfermidade, libertinagem ou a desobediência a proibições e padrões morais. 

Nesse sentido, Azevedo (1999) relata que como nessa época não havia uma valorização da infância, a criança quando era pequena e frágil não poderia se misturar à vida dos adultos, porém quando começava a andar sozinha e a desempenhar pequenas tarefas, já poderia ser confundida com os adultos por já estar inserida em suas práticas culturais. A diferenciação se dava em um curto período, até superar a fase de alto risco da mortalidade. 

De acordo com Azevedo (1999) outra característica da infância nessa época, era que as crianças eram usadas para distração e relaxamento dos adultos da época. E para confirmar essa ideia, ARIÈS (2006) comenta. 

As pessoas se divertiam com a criança pequena como um animalzinho, um macaquinho impudico. Se ela morresse então, como muitas vezes acontecia, alguns podiam ficar desolados, mas a regra geral era não fazer muito caso, pois outra criança logo a substituiria. A criança não chegava a sair de uma espécie de anonimato (ARIÈS 2006 p. 10) 

 

A morte de crianças nesse período, segundo o autor acima citado, não era motivo de lamento, era compreendida como algo natural. Por isso era recomendado que não houvesse apego nenhum, pois a perda poderia acontecer a qualquer momento. 

Segundo Luccock (1957). A morte da criança não era entretanto vivenciada com muito sofrimento, devido à identificação da criança morta como o  “anjinho, puro e ainda intocado pelo pecado”.  

Luccock (1957). relatou a seguinte cena: 

Em uma das ocasiões foi ouvida uma mãe, que assim se exprimia: “Ó como estou feliz! Ó como estou feliz, pois que morreu o último dos meus filhos.  Que feliz estou.  Quando eu morrer e chegar diante dos portões do céu, nada me impedirá de entrar, pois que ali estarão cinco criancinhas a me rodear e a puxar-me pela saia exclamando: “Entra Mamãe, entra!” Ó que feliz que sou!”, repetiu ainda, rindo a grande.  Se isso fosse um exemplo isolado de sentimentos maternais estranhos, poderia ser considerado efeito de um desvio mental passageiro; o caso, porém, é que a satisfação em tais momentos é geral demais, e por demais ostensiva, para que deixe lugar à desculpa dessa espécie. (LUCCOCK, 1957, p. 80). 

 

Kishomoto (1998) afirma que o brincar da criança não se remete a um ato espontâneo de um determinado momento. Ele traz a história de cada criança, sendo esta internalizada de palavras, atitudes, valores, construídos a partir da relação com os adultos que vivem ao seu redor. Diante disso, Wajskop (1995) ressalta que a criança se desenvolve a partir das experiências sociais que ela adquire no seu cotidiano com os adultos e com o mundo que a cerca. Dessa forma a brincadeira é uma atividade que permite as crianças assimilarem e recriarem as experiências socioculturais dos adultos. 

Infelizmente em nosso entendimento, o brincar ainda é desvalorizado na sociedade em que vivemos, pois é visto como um passatempo dentro das escolas. Diferentemente do entendimento baseado no sendo comum, a atividade lúdica proporciona aprendizagens significativas no campo afetivo, cognitivo, social e psicomotor da criança. Desse modo, sintetiza FIDELIS (2005) que ao brincar a criança estimula o seu espírito crítico, avalia, seleciona, elabora e expressa suas aquisições a partir de suas próprias capacidades. 

Nessa perspectiva a  

[...] brincadeira é alguma forma de divertimento típico da infância, isto é, uma atividade natural da criança, que não implica em compromisso, planejamento ou seriedade e que envolve comportamentos espontâneos e geradores de prazer. a brincadeira é transmitida à criança através de seus familiares, de forma expressiva, de uma geração à outra, ou pode ser aprendida pela criança de forma espontânea (FIDELIS, 2005,p.34-35). 

 

Sendo assim, de acordo com Fidelis (2005),essa atividade fornece à elas um espaço de trocas de experiências, onde são colocadas de forma descontraída.  

Assim Fidelis (2005), [...] brincando, a criança exercita habilidades de forma natural, aprende a socializar-se com as outras crianças, desenvolve a motricidade, a mente, a criatividade, sem cobranças ou medo, mas sentindo prazer na aquisição de novos conhecimentos. (FIDELIS 2005, p.36) 

De acordo com Vygotsky (2007), é durante o brincar e por meio do brinquedo que a criança aprende a agir cognitivamente, dando vida aos objetos e determinando sua ação sobre eles. 

 Coulthard e Leeuwen (2004) complementam ainda que, os brinquedos funcionam como um código, ou seja, uma linguagem e proporcionam a construção nas crianças dos seus próprios conceitos, de modo a incorporar os significados referentes aos contextos específicos do seu mundo, ou seja, a escola ou a família. Brincando e desenvolvendo a capacidade de abstração, necessária para a formação da função simbólica, da imitação e do jogo a criança passa por outro processo marcante que será de fundamental importância para suas relações sociais. 

Analisados os diferentes autores, tais como pode-se observar que,  para  as  crianças,  nessa  fase  escolar e de  desenvolvimento,  o  que  mais influencia  são  as atividades  com  jogos  e  brincadeiras. Onde a participação nas aulas ao que se referem às atividades através do livro didático parece ser de forma mecânica e sem muito interesse por parte dos alunos  

Esse comportamento egocêntrico da criança pode explicar o porquê da dificuldade da criança de separar a realidade do que se passa em sua cabeça e de não aceitar um pensamento diferente do seu. Por isso a importância da criança brincar em grupo e frequentar a escola.  

Para Wallon (1995), é nesse estágio, é na escola, que a criança diferencia-se dos outros e descobre sua autonomia e sua originalidade. Primeiramente ela mostra-se autoritária impondo sua opinião como uma forma de autoafirmação. Com o passar da convivência ela sente o desejo de ser admirada, aprovada e agradar os demais se tornando mais flexível. Já com a interiorização da imitação ela passa a assimilar o seu mundo exterior demonstrando o gosto de imitar o outro o que proporciona uma maior reaproximação social. 

Essa característica tende a ser amenizada quando durante suas relações sociais e suas brincadeiras a criança aprende a trocar objetos, ser flexível a sua opinião e a do outro, a receber e dar afeto e a aceitar a si e ao outro como parte de um grupo. Essas ações de troca e convivência são aprendizados fundamentais durante a infância e são primeiramente vivenciados em casa com a família, na vizinhança, na escola, durante as brincadeiras e troca de experiências. Tal aprendizado será indispensável para que a criança torne-se um adulto flexível, sabendo trabalhar e viver em grupo, mantendo assim um bom equilíbrio nas suas relações sociais e afetivas.  

Oliveira (2002), coloca que: 

A brincadeira infantil beneficia-se de suportes externos para sua realização: rituais  interativos,  objetos  e  brinquedos,  organizados  ou  não  em  cenários (casa de bonecas, hospital, etc.), que contém não só temas, mas também regras.  Em  virtude  disso,  o  professor  pode  organizar  áreas  para desenvolvimento  de  atividades  diversificadas  que  possibilitem  às  crianças estruturar  certos  jogos  de  papéis  em  atividades  específicas.  (OLIVEIRA, 2002, p.231).  

 

Winnicott (2008) enfatiza a importância de brincar e de criar para a criança, principalmente nos primeiros anos de vida na construção da identidade pessoal. Para ele a escola tem por obrigação ajudar a criança completar a transição do modo mais agradável possível, respeitando o direito de devanear, imaginar, brincar. 

Conforme Macedo, Petty e Passos (2005, p. 13-14):O brincar é fundamental para o nosso desenvolvimento. É a principal atividade das crianças quando não estão dedicadas às suas necessidades de sobrevivência (repouso, alimentação, etc.). Todas as crianças brincam se não estão cansadas, doentes ou impedidas. Brincar é envolvente, interessante e informativo. Envolvente porque coloca a criança em um contexto de interação em que suas atividades físicas e fantasiosas, bem como os objetos que servem de projeção ou suporte delas, fazem parte de um mesmo contínuo topológico. Interessante porque canaliza, orienta, organiza as energias da criança, dando-lhes forma de atividade ou ocupação. Informativo porque, nesse contexto, ela pode aprender sobre as características dos objetos, os conteúdos pensados ou imaginados. 

Brincando as crianças conhecem a si própria e aos outros em relação recíproca, para aprender as diferenças sociais e seus comportamentos, os hábitos determinados pela a cultura, para conhecer e identificar os objetos e seus contextos, ou seja, o uso cultural dos objetivos para desenvolver a linguagem e a narrativa, para trabalhar com o imaginário, para conhecer os eventos e fenômenos que ocorrem a sua volta. "A criança precisa brincar, inventar, jogar, para crescer e manter o seu equilíbrio com o mundo." (RALLO, 1993, p.11.) 

Segundo Lopes (2006) coloca que sabemos que as brincadeiras faz parte do dia a dia da criança. Que é por meio dela que a criança aprende, demonstra os seus sentimentos, interesse, desejo e suas vontades. E que  as brincadeiras são a principal atividade que responde as necessidades infantis, que permite o descobrir a si mesma e ao mundo, que e ainda por meio da brincadeira que a criança cria o seu mundo imaginário e que posteriormente será reproduzido no âmbito real. Afirma ainda que: 

 Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo poder se comunicar por gestos, sons e mais tarde, representar determinado papel na brincadeira, faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas brincadeiras, as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação, da utilização e da experimentação de regras e papeis sociais. (LOPES, 2006 p.110). 

 

Por meio da brincadeira, ela tem um comportamento de referência maior do que é na realidade, realiza simbolicamente o que mais tarde poderá realizar na vida real.  

Vigotski (2007)destaca que: 

[...] o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal da criança. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual da sua idade, além do seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade. Como no foco de lente de aumento, o brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo, ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento. (VIGOTSKI 2007 p.122) 

 

O brincar com fins pedagógicos e psicopedagógicos ganhando força e expansão, é justificado pelos estudos que mostram a importância dessa proposta como um recurso que ensina, desenvolve e educa.  

Grassi afirma que: 

A utilização dos jogos e brincadeiras na educação, no trabalho pedagógico e psicopedagógico com sujeitos que apresentam ou não dificuldades de aprendizagem apresenta-se como uma alternativa interessante, pois pode despertar o interesse e o desejo de aprender e, ao mesmo tempo, pode possibilitar o desenvolvimento de estruturas de pensamento mais elaboradas, a apropriação e a construção de conhecimentos, enfim a aprendizagem. (GRASSI 2008, p. 103) 

 

 

2.2 Os jogos como ferramenta pedagógica 

 

De acordo com Maurício (2008), os jogos não devem ser visto apenas como uma ocupação ligeira para chamar a atenção do aluno e dessa forma acalmá-lo, mas sim deve ser considerado como uma fonte importante na educação escolar, já que estimula o desenvolvimento intelectual, a observação, a capacidade analítica, lógica e criativa. O professor deve assumir um papel de facilitador para promover a habilidade de aprender levando o educando  a pensar por intermédio da atividade lúdica. 

Macedo (1995) resume a importância do jogo no ambiente escolar onde: 

O jogo pode significar a criança uma experiência fundamental de entrar na intimidade do conhecimento, da construção de respostas por um trabalho lúdico, simbólico e operatório integrados. Porque pode significar para a criança que conhecer é um jogo de investigação, por isso de produção de conhecimento, onde se pode ganhar, perder, tentar novamente, usar as coisas, ter esperanças, sofrer com paixão, conhecer com amor, amor pelo conhecimento e talvez considerar as situações de aprendizagem de uma forma mais digna, mais filosófica, mais espiritual, superior [...](MACEDO, 1995 p. 16-17). 

 

Pois ao utilizar os jogos no processo de alfabetização é possível que a criança possa alcançar inúmeras ações que possibilitam uma aprendizagem mais eficaz. Onde os jogos podem se extremamente interessante e proveitoso como instrumento pedagógico, pois incentiva a interação e desperta o interesse pelo tema estudado, além de fomentar o prazer e a curiosidade. Queiroz (2002) 

Sendo de fundamental importância  ter consciência de que o jogo podem fornecer muita informações a respeito da criança, que ao brincar expressa suas emoções, forma de interagir com seus colegas, seu desempenho afetivo, emocional, físico e motor, através de seu estágio de desenvolvimento, seu nível linguístico, sua formação moral. Pois ao se divertir, a criança aprende a se relacionar com os colegas respeitando regra e limites  descobrir assim um mundo à sua volta. 

Kishimoto (1999) ressalta que os jogos foram transmitidos de geração em geração por meio de sua prática, permanecendo na memória infantil. E que a tradicionalidade e a universalidade dos jogos são observadas pelo fato de que os povos distintos e antigos, como os da Grécia e Oriente, brincaram de amarelinha, empinar papagaios e jogar pedrinhas. O jogo tradicional infantil é um tipo livre, espontâneo, no qual a criança brinca pelo prazer de fazê-lo. 

FRIEDMAN (1996) afirma que:  

O jogo não é somente um divertimento ou uma recreação. Não é necessário provar que os jogos em grupo são uma atividade natural e que satisfazem à atividade humana: o que é necessário é justificar seu uso dentro da sala de aula. As crianças muitas vezes aprendem mais por meio dos jogos em grupo do que de lições de exercícios. (FRIEDMAN 1996, p. 35) 

 

Oliveira (2002) diz que o jogo simbólico ou faz-de-conta, é ferramenta para a criação da fantasia, necessária à leitura não convencional do mundo. Abre caminho para a autonomia, a criatividade, a exploração de significados e sentidos. Esse jogo simbólico atua também sobre a capacidade da criança de imaginar e de representar, articulada com outras formas de expressão. Os jogos são instrumentos para aprendizagem de regras sociais, contribuem para que a criança compreenda o uso das regras o que irá beneficiá-la mais tarde na vida adulta. 

 

2.3A Ludicidade no Processo Ensino-Aprendizagem  

 

O lúdico possibilita favorecer, no aluno a conscientização, a interação social, o trabalho em grupo, a competição, o desenvolvimento, a criatividade, o senso crítico e a observação. Assim, o lúdico devem ser trabalhado em sala de aula tendo como objetivo  de possibilitar o desenvolvimento de conceitos, estratégias, compreensão, participação resoluções de problemas, significação de conceitos do educando na construção do seu conhecimento. O professor precisa se adaptar para despertar na criança possibilidades para que ela aplique sua curiosidade e interesse espontâneo, onde o lúdico possa oferecer a assimilação de ações que ajudam no processo da construção, do conhecimento para que possibilite na criança a resolução de conflitos que surgirem durante essas atividades, estimulando assim, o raciocínio e amadurecendo suas habilidades motoras. 

Para Pinto e Lima (2003, p. 5):  

A brincadeira e o jogo são as melhores maneiras de a criança comunicar-se sendo um instrumento que ela possui para relacionar-se com outras crianças. É através das atividades lúdicas que a criança pode conviver com os diferentes sentimentos que fazem parte da sua realidade interior. Ela irá aos poucos se conhecendo melhor e aceitando a existência dos outros, estabelecendo suas relações sociais. (PINTO E LIMA 2003, p. 5).  

 

Portanto, não há dúvida de que as atividades lúdicas bem apropriadas e desenvolvidas pelas crianças permitem a construção de um sentindo que acompanha uma perspectiva de vida. Assim vamos propor um novo “jogo”, uma nova ideia, um novo olhar a ser implementado na escola como método, técnica e recursos pedagógicos com os objetivos de ensinar e aprender prazerosamente. 

Neste sentido, a escola é fundamental neste processo de resgate da ludicidade com sucatas, jogos e brincadeiras, uma vez que algumas instituições têm contribuído. Reconhecendo que a participação em jogos propicia a formação de atitudes, no que refere ao respeito mútuo, cooperação, obediência às regras, senso de responsabilidade, iniciativa pessoal e grupal, bem como favorece o desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo. 

Entendo que o processo de alfabetização de crianças deva ser realizado com prazer e construção e que a estratégia lúdica vem se configurando como uma importante ferramenta para o desenvolvimento infantil e aquisições formais. 

Por meio de uma aula lúdica, o aluno é estimulado a desenvolver sua criatividade e não a produtividade, sendo sujeito do processo pedagógico. Por meio da brincadeira o aluno desperta o desejo do saber, a vontade de participar e a alegria da conquista. Quando a criança percebe que existe uma sistematização na proposta de uma atividade dinâmica e lúdica, a brincadeira passa a ser interessante e a concentração do aluno fica maior, assimilando os conteúdos com mais facilidades e naturalidade” (KISHIMOTO, 1994) 

 

O lúdico é um instrumento de desenvolvimento da linguagem e do imaginário, como um meio de expressão de qualidades espontâneas ou naturais da criança. Um momento para observar a criança que, expressa por meio do lúdico, sua natureza psicológica. Também, esse colabora com a aprendizagem de valores importantes, possibilita a socialização e a internalização de conceitos de maneira significativa e prazerosa. (KISHIMOTO, 1994) 

A natureza lúdica e prazerosa de diferentes tipos de jogos, brinquedos e brincadeiras têm servido de argumento de que, aprende-se brincando. Ao brincar a criança constrói o conhecimento, afirmação esta, encontrada em Grassi quando diz: 

Brincando, a criança vai elaborando teorias sobre o mundo, sobre suas relações, sua vida. Ela vai se desenvolvendo, aprendendo e construindo conhecimentos. Age no mundo, interage com outras crianças, com os adultos e com os objetos, explora, movimenta-se, pensa, sente, imita, experimenta o novo e reinventa o que já conhece e domina. (GRASSI 2008, p. 33) 

 

O brincar reflete a maneira que a criança, ordena, organiza, desorganiza, destrói e reconstrói o mundo ao seu modo. Podendo ela expressar suas fantasias, desejos, medos, sentimentos e conhecimentos novos que vão incorporando a sua vida, utilizando uma das qualidades mais importantes do lúdico, que é a confiança que a criança tem quanto à própria capacidade de encontrar solução. Segundo Piaget, há uma estreita relação entre os jogos e a construção da inteligência.  

O professor não pode também excluir a dimensão lúdica do brincar; as atividades lúdicas possuem dupla função: o lúdico e o educativo. É necessário o educador aliar o caráter lúdico da atividade, ou seja, o divertimento e o prazer a outras como desenvolvimento afetivo, cognitivo, social e moral.  

Por isso trabalhar com recursos lúdicos é uma tarefa que exige planejamento rigoroso, com objetivos claros, considerando o público a quem se destina a seleção de materiais, faixa etária, habilidades, interesses, desejos, espaço físico, etc, com a intenção de possibilitar o desenvolvimento, a aprendizagem e a construção de conhecimentos. 

Para o mesmo autor, a ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano, é um espaço que merece atenção dos pais e educadores, pois é a forma para expressão mais genuína do ser, é o espaço de toda a criança para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos. 

Não basta dominar as teorias e decidir-se por trabalhar com jogos. É necessário deixar-se ir junto com a brincadeira, aprender e perceber as diferentes ações do aprendizado de uma turma. Tudo isso implica libertar o seu fazer profissional das amarras que constrói durante a sua escolarização e sua formação, o que implica um conhecimento pessoal e profissional profundo e muita vontade de mudar, ou seja, de ver algo ser feito diferentemente. 

 

2.4. O Papel dos Jogos Lúdico no Processo da Alfabetização 

O jogo lúdico é uma fonte de descoberta e prazer para a aprendizagem da criança, o que contribui no processo ensino e aprendizagem principalmente na alfabetização; pois esta  contribuição auxiliara no desenvolvimento das atividades pedagógicas dependendo da concepção que se tem através dos jogos. 

Para Kishimoto (2001)  o jogo não é uma coisa muito fácil de se definir  podendo ser  assim entendida de varias maneiras como por exemplo; quebra cabeça, jogo da memoria, amarelinha, xadrez, contar histórias, escolinha, brincar de mãe e filha, etc...Para a autora no Brasil ainda termos vários tipos de  jogos, brinquedos e brincadeiras que são empregados de forma indistinta, demonstrando um baixo nível de conceituação neste campo. A mesma enfatiza ainda que cada contexto social constrói uma imagem de jogo conforme seus valores e modo de vida, que se expressa por meio da linguagem. 

Para Antunes (1998) É importante destacar que os jogos e as atividades lúdicas, ao serem utilizadas pelo educador no espaço escolar, devem ser devidamente planejados. Nesse enfoque, Antunes destaca ainda que: 

Jamais pense em usar jogos pedagógicos sem um rigoroso e cuidadoso planejamento, marcado por etapas muito nítidas e que efetivamente acompanhem o processo dos alunos, e jamais avalie qualidade do professor pela quantidade  de jogos que emprega, e sim  pela qualidade dos jogos que se preocupou em pesquisar e selecionar. (ANTUNES 1998, p. 37) 

 

O RCNEI (1998), (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil)  relata a importância do brincar para as crianças, pois os jogos lúdicos possibilitam que a criança exerça sua capacidade de criar, imaginar, desenvolver e representar de forma imprescindível. Onde as brincadeiras favorece a concentração e a  auto-estima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente seu desenvolvimento de forma criativa. Brincar contribui, assim, que a criança possa tomar atitudes, ter novas ideias. Observa-se que a criança ao desenvolver atividades lúdicas é um ser feliz, apto a se desenvolver de forma criativa e, ao viver em sociedade, reproduzindo o que presencia no seu dia-a-dia. 

O jogo na escola apresenta benefício a toda criança, um desenvolvimento completo do corpo e da mente por inteiro. Por isso, na atividade lúdica, o que importa não é apenas o produto da atividade que dela resulta, mas a própria ação, momentos de fantasia que são transformados em realidade, momentos de percepção, de conhecimentos, momentos de vida. Este jogo permite também o surgimento da afetividade cujo território é o dos sentimentos, das paixões, das emoções, por onde transitam medos, sofrimentos, interesses e alegrias. Uma relação educativa que pressupõe o conhecimento de sentimentos próprios e alheios que requerem do educador uma atenção mais profunda e um interesse em querer conhecer mais e conviver com o aluno; o envolvimento afetivo, como também o cognitivo de todo o processo de criatividade que envolve o sujeito-ser-criança (ALMEIDA, 2006). 

Para os cognitivistas, o jogo assume diferentes significados: Wallon (1981) interpreta o jogo como uma forma de transgressão do cotidiano e de normas. Bruner (1976) atribui ao ato lúdico a possibilidade de exploração de problemas. Vygotsky (1988) interpreta a brincadeira como uma situação imaginária mediatizada pela relação que a criança tem com a realidade social. Gardner (1998) entende a brincadeira como a elaboração de roteiros cognitivos manifestos em sequências simbólicas, quando tratar um objeto como se fosse outro em brincadeiras de faz-de-conta é a forma principal de meta representação. Piaget (1976) busca a equilibrarão como mecanismo de adaptação da espécie em que a brincadeira gera comportamentos de assimilação e acomodação (PERONDI, 2001, p.141). 

Como forma de referendar a importância do jogo como um dos componentes imprescindíveis da cultura humana, Murcia (2005, p. 9) ressalta que, o jogo é um fenômeno antropológico que se deve considerar no estudo do ser humano. É uma constante em todas as civilizações, esteve sempre unido á cultura dos povos, a sua história, ao mágico, ao sagrado, ao amor, a arte, a língua, a literatura, aos costumes, a guerra. O jogo serviu de vínculo entre povos, é um facilitador da comunicação entre os seres humanos.  

Os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar a energia das crianças, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual e que podem contribuir significativamente para o processo de ensino  e aprendizagem  e  no processo de socialização das crianças. (PIAGET apud ALMEIDA, 1974 p. 25). 

(...) O jogo espontâneo influencia o processo de aprendizagem, uma vez que faz a criança utilizar sua inteligência de modo significativo e a estimula a investigar e explorar. (...) Nesse processo o jogo ocupa um papel importante ele é essencialmente assimilação, assimilação predominando sobre acomodação. (GRASSI 2008, p. 75) 

 

O jogo normalmente é visto por seu caráter competitivo, ou seja, uma disputa onde existem ganhadores e perdedores; esta visão está vinculada à postura de muitos educadores, para estes o jogo é um ato diferente do brincar, não podemos considerar o jogo apenas como uma competição. A atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades sociais e intelectuais. 

Para Friedmann (1996: 75) 

 “o jogo não é somente um divertimento ou uma recreação”. Atualmente o jogo não pode ser visto e nem confundido apenas como competição e nem considerado apenas imaginação, principalmente por pessoas que lidam com crianças da educação infantil. O jogo é uma atividade física ou mental organizada por um sistema de regras, não é apenas uma forma de divertimento, mas são meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual, proporcionam a relação entre parceiros e grupos. Através da interação a criança terá acesso à cultura, dos valores e aos conhecimentos criados pelo homem. (FRIEDMANN 1996 p.75) 

 

Segundo Gallahue (2008) a criança através do jogo trabalha o imaginário, joga como se tal coisa fosse o que não é, como se estivesse em tal sitio onde não está, como se visse tal paisagem que não vê. As coisas no jogo não são o que são, mas como se fossem outra coisa. E as outras crianças que entram no jogo não são o que são, mas como se fossem outras crianças, incorporando personagens. A linguagem do jogo é a do modo condicional: isto seria uma casa, tu serias a cozinheira, eu seria a mãe e, um pouco depois, todas aquelas coisas já o são. Na sua imaginação, a criança forjou uma nova realidade. 

Nesse enfoque, Antunes (1998, p. 37) destaca que: 

Jamais pense em usar jogos pedagógicos sem um rigoroso e cuidadoso planejamento, marcado por etapas muito nítidas e que efetivamente acompanhem o processo dos alunos, e jamais avalie qualidade do professor pela quantidade  de jogos que emprega, e sim  pela qualidade dos jogos que se preocupou em pesquisar e selecionar. (ANTUNES 1998, p. 37) 

 

 

2.3.1. O PAPEL DO PROFESSOR ALFABETIZADOR NA APLICAÇÃO DO LÚDICO 

 

Assim o papel do professor alfabetizador é que o espaço escolar seja transformado em um espaço agradável e prazeroso de aprender. Onde o lúdico permitirá ao educador alcançar sucesso em sala de aula, tornando o lúdico em um importante instrumento facilitador no processo da alfabetização. Mas com tudo a ainda a quem se pergunte: Se o lúdico é capaz de transformar as aulas cansativas, repetitivas,  monótonas em aulas significativas? Quais os benefícios de se trabalhar com as atividades lúdicas na escola? Todas as disciplinas podem trabalhar com o lúdico, com brincadeiras e jogos? Como o lúdico pode influência na aprendizagem das crianças na alfabetização? Os jogos e as brincadeiras são privilégios da educação infantil? Ou são atividades restritas a Educação Física ou a Artes?  

Segundo Faria (2005) a criança se expressa sem usar palavras, sem a escrita, e a nós, educadores, cabe a tarefa de potencializar as diferentes formas de expressão da criança, sendo a escrita uma delas. Esta autora, partindo dos estudos vygotskianos enfatiza a importância de explorar os desenhos, as brincadeiras de faz de conta, entre outras. Segundo a autora:  

o desenho e o faz-de-conta são atividades essenciais para o desenvolvimento das formas superiores de comunicação humana, e se desejamos que as crianças se apropriem da escrita com uma forma de linguagem expressiva, é necessário que elas se utilizem profundamente do faz-de-conta e do desenho livre, vividos ambos como formas de expressão e de atribuição pessoal de significado àquilo que a criança vai conhecendo no mundo da cultura e da natureza. (MELLO, 2005, p. 28-29) 

 

 Muitas vezes a criança ao ingressar na escola muitos pais e professores quer somente que a criança aprenda mais e mais conteúdos, por entendem que será melhor para o seu desenvolvimento intelectual e sua aprendizagem e vê isso como uma possibilidade de crescer na escola esquecendo muitas vezes que ainda são crianças e que adoram brincar, pois o único objetivo do adulto e que a criança aprenda a ler e a escrever o quanto antes. Com pressa, acabam se esquecendo de que a criança pode aprender muito mais através do lúdico, apresentando assim certa precocidade na alfabetização.  

Wajskop (1995) coloca que se tende Imaginar o quanto é cansativo, chato e intolerável, para uma criança, dia após dia, ficar sentada em uma classe, para aprender que “b” com “a” é igual a “ba”. Afirma ainda que a criança vem para a escola com toda energia e tem que ficar quieta, sentada, como um adulto, disciplinado, que não questiona e que apenas reproduz o que o professor dita.                                                                                                                                                               Para o autor esse é o aluno que a escola não critica, e  deseja, mas esquece que, por trás dele, está a criança cheia de energia, assim afirma Wajskop (1995, p. 11): 

Reprimida na forma de aluno, do qual se espera obediência, silêncio,           passividade, submissão a regras e rotinas - muitas quais sem objetivos claros -, encontra-se a criança, curiosa ativa, ansiosa por novas experiências e pelas oportunidades de interagir com outras crianças e com o ambiente. (WAJSKOP 1995, p. 11): 

 

O brincar é visto, por muito professores, como algo improdutivo no processo da alfabetização. Portanto não acreditar que com o brincar é possível que a criança possa  aprender com mais facilidade. O brincar possibilita na criança vivenciar experiências. Permitindo que ela crie formas de hipóteses a respeito da vida, de se expressa, e de socialização com as outras crianças de sua idade assim compartilhando as experiências vividas. 

Infelizmente ainda deparamos com profissionais da educação que considera que o lúdico  é como um passatempo, como perda de tempo. Muitos autores colocam que o lúdico na aprendizagem vai muito além de um mero passatempo e mais ainda, permitindo que vejamos os seus benefícios. Deixando de lado  o ponto de vista que as atividades lúdicas sejam próprias das educação infantil e que nas séries iniciais se restringem as aulas de Educação Física. Percebendo que o lúdico possa ser trabalhado durante todo ano letivo, em todas as disciplinas que compõem o currículo escolar e em todas as series e nos vários conteúdos programáticos e transversais.  

Muitas vezes a falta de objetivo por parte do professor em suas atividades consideradas como lúdicas, é algo frequente em seus planos de aula. Onde a ludicidade aparecem algumas vezes no final do dia letivo apenas como brinquedos espalhados pelo chão.  

           Sabemos que essa prática não apresenta nenhum objetivo e nenhuma contribuição no desenvolvimento motor e cognitivo de seus alunos. Rocha (2007), afirma que: 

“as brincadeiras são apenas permitidas, como um momento em que as crianças gastam energia” e se recuperam para a próxima atividade dirigida. [...] as brincadeiras são muitas vezes tratadas como “pausa pedagógica” necessária apenas para a continuidade do trabalho (ROCHA 2007p. 273). 

 

Conforme Mariotti (1996), o professor alfabetizador deve utilizar-se do jogo como meio para desenvolver as capacidades pessoais e sociais, permitindo que a criança se manifeste com mais liberdade. Onde os  jogos podem ter duas classificações quanto às regras. Sendo jogos pequenos ou grandes. Os pequenos jogos têm suas regras mais flexíveis, mais simples e em menor quantidade, enquanto os grandes jogos têm regras totalmente fixas, mais complexas e em maior quantidade. Em consequência disso, num pequeno jogo o animador atua como orientador e num grande jogo, o animador atua como árbitro. Do ponto de vista da forma, pode-se definir o jogo em breves palavras como uma ação livre, sentida como fictícia e situada à margem da vida quotidiana, capaz, contudo, de absorver totalmente ao jogador. Uma atividade desprovida de todo o interesse material e de toda utilidade, que acontece num tempo e num espaço expressamente determinados, desenvolvendo e obedecendo as regras estabelecidas e suscita na vida as relações entre grupos que deliberadamente, rodeia-se de mistério ou acentuam mediante o disfarce, sua estranheza face ao mundo habitual. 

O professor é a peça chave desse processo, e deve ser encarado como um elemento essencial e fundamental. Quanto maior e mais rica for a sua história de vida profissional, maiores serão as possibilidades de desempenhar uma prática educacional consistente e significativa. Desse modo, Nóvoa (1991, p. 34): 

Não é possível construir um instrumento pedagógico para além dos professores, isto é, que ignore as dimensões pessoais e profissionais do trabalho docente. Não quer dizer, com isto, que o professor seja o único responsável pelo sucesso ou insucesso do processo educativo. No entanto, é de suma importância sua ação como pessoa e como profissional. (NÓVOA 1991, p. 34): 

 

A falta de objetivo em suas atividades, consideradas pela professora, como lúdicas, é algo frequente em seus planos de aula. A ludicidade aparece algumas vezes no final do dia letivo apenas como brinquedos espalhados pelo chão. Sabemos que essa prática não apresenta nenhum objetivo e nenhuma contribuição no desenvolvimento motor e cognitivo de seus alunos. Rocha (2007), afirma que: 

as brincadeiras são apenas permitidas, como um momento em que as crianças “gastam energia” e se recuperam para a próxima atividade dirigida. [...] as brincadeiras são muitas vezes tratadas como “pausa pedagógica” necessária apenas para a continuidade do trabalho (ROCHA 2007 p. 273) 

 

De acordo com Brougère (2010) "sob o olhar de um educador atencioso, as brincadeiras infantis revelam um conteúdo riquíssimo, que pode ser usado para estimular o aprendizado. Segundo o filosofo "ninguém nasce sabendo brincar. É preciso aprender". E o professor pode enriquecer essa experiência. Mas esta não é a questão: o que se deseja é que a aprendizagem seja englobada ao lúdico e vice-versa. Que esta interação entre a atividade lúdica e a prática educativa resgate o interesse, o prazer, o entusiasmo pelo ato de aprender. 

E isso representa rever suas metodologias e abrir espaço para novas formas de ensinar e novas maneiras de aprender.  

Ser educador em tempos de mudança educacionais é uma tarefa árdua, pois estamos marcados pela ansiedade, medo, resistência e ao mesmo tempo esperança. Navega-se sem bússola em caminhos desconhecidos e só tem uma saída: a formação continuada, para que possam se atualizar constantemente de forma a se manter na vanguarda dos processos inovadores da área educacional. Atualmente a educação exige que os educadores sejam multifuncionais, não apenas educadores, mas psicólogos, pedagogos, filósofos, sociólogos, psicopedagogos, recepcionistas e muito mais para que possa desenvolver as habilidades e a confiança necessária nos educandos, para que tenham sucesso no processo de aprendizagem e na vida (MARTINS, QUEIROZ, 2002, p.5). 

Cabe ao professor criar situações adequadas para provocar curiosidade na criança e estimular a construção de seu conhecimento. O aspecto criativo do professor em sala de aula é fundamental: 

O professor deve atuar como alguém que entende essa importância e, conseqüentemente, dedica tempo para a brincadeira diariamente dentro da escola. Mas que os brinquedos não devem servir na sala de aula como um instrumento para se preencherem os espaços vazios, mas sim “a idéia é de fazer da brincadeira um objeto de estudo para conhecer mais o aluno e os processos de desenvolvimento em que ele se encontra (VITÓRIA, 2005, p.32)”. 

Segundo Freire (2002) "ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção." Assim o professor pode ter um meio através do lúdico de proporcionar essa construção e a produção do conhecimento pelas crianças. 

  1. MATERIAIS E METODO

 

Este TG tem por finalidade abordar “A importância do lúdico no processo de alfabetização, Tendo como material e método observação através dos estagio supervisionados em sala de aula, varias pesquisas, bibliográficas, em livros, artigos publicado na internet, biblioteca local, virtual, artigos entre outros que foram de fundamental importância para a fundamentação teórica, onde o mesmo se encontra fundamentado em vários autores, que foram de grandes relevâncias para a realização do mesmo. 

 

 

  1. RESULTADO E DISCUSSÃO

 

Através das observações em sala de aula devida os estagio supervisionados foi possível observar a importância de se trabalhar o lúdico no processo de alfabetização. Levando-se em conta que o principal papel das atividades lúdicas e de facilitar tanto no processo da personalidade integral como o processo das funções social, psicológicas, intelectuais e morais. Pois o lúdico ajudara a criança a desenvolve sua coordenação motora, viso motora, a atenção, os movimentos, a concentração, a agilidade, o  ritmado, o conhecimento apto, entre outras. 

Pois através do lúdico a criança consegue aprender brincando, considerando assim que os jogos e as brincadeiras são meios que se têm de oferecer a uma criança uma aprendizagem menos rígida, de maneira diversificada, alegre e divertida. 

 

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A elaboração do TG sobre a importância do lúdico no processo de alfabetização teve como finalidade a observação através dos estágios para melhor a compreende o papel de se trabalhar com lúdico destacando a importância do aprender brincando, pois as atividades desenvolvidas em sala de aula trazem para as crianças base para melhor compreender os conteúdos aplicados pelo professor. 

Considerando que ser alfabetizadores nos dias de hoje se torna cada vez mais trabalhoso, observando  que a tecnologia hoje nos traz uma grande variedade de jogos e brinquedos e que estes alunos entram nas escolas cada vez mais cedo, , dessa forma as observações levou-me a entender que para uma criança aprender não basta apenas frequentar as aulas, não basta apenas o educador ter domínio de sala ou  ter um planejamento bem elaborado, e sim ser um profissional comprometido com a educação, pois planejar uma boa aula através  do lúdico gera trabalho, tempo, criatividade, dedicação e domínio de sala  para que se possa atingir os objetivos desejados, onde o alunos vê o educador como um porto seguro,  alguém em quem confiar, principalmente quando uma grande maioria desses alunos não encontram esse porto seguro em casa, crianças que precisam aprender brincando, precisam de infância, precisam aprender a conciliar o direito e o dever, o brincar e o estudar, o brinquedo e o caderno, para que eles possam levar consigo, para as ruas, para as suas casas o lúdico que aprenderam na escola (amarelinhas, pega-pega, esconde-esconde etc.)  

Ao estar diante dessa realidade, foi possível observar que muitas crianças podem aprender  com a ludicidade enquanto outras tem mais dificuldade de concentração, dependente da forma como o lúdico é aplicado em sala, pois as brincadeiras podem sim influenciar as crianças em suas escolhas, incentiva-las, encanta-lassendo um mediador desse brincar, brincando junto com as crianças, é exatamente dessa forma que funciona um lúdico bem aplicado em sala de aula, e assim influenciando o aprender de uma criança que esta em processo em formação de seu conhecimento. 

 

 

 

 

 

 

 

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