Profissões que não devem ser ocupadas por mulheres! Ainda existe isso?

Bom, já que este artigo está sendo escrito na véspera do dia internacional da mulher, gostaríamos de iniciar parabenizando todas as mulheres. Sem dúvida alguma é um desafio constante ser mulher em uma sociedade ainda tão contaminada pelo machismo. E, se não bastasse quem acredita que o sexo de uma pessoa pode interferir em sua capacidade ou competência ainda tem mulheres que se apresentam na mídia (ou mesmo em seu meio social) comportando-se como meros objetos. Lastimável que uma criatura, seja ela homem ou mulher, possa adotar valores tão distorcidos a ponto de reduzir seu potencial enquanto ser humano apenas a um corpo bonito e desejável!

Mas, voltando ao foco deste texto: Existe profissão exclusivamente masculina?

O primeiro ponto de vista a ser exposto nesse caso, será o legal: a Constituição Federal de 1988 assegura total igualde de direitos e deveres a homens e mulheres.

Desse modo, ao menos na teoria, dizer que uma profissão é exclusivamente masculina é no mínimo um descumprimento à nossa Carta Magna.

No entanto, embora nossa legislação assegure condições maravilhosas para nós brasileiros, “aqui embaixo as leis são diferentes” (como bem cantou a banda Biquíni Cavadão ainda nos anos 80).

Nossa sociedade evoluiu muito nas ultimas décadas, mas é inegável que ainda encontra-se contaminada com pensamentos e atitudes machistas, racistas, xenofóbicas, homofóbicas e uma série de outras “istas” e “fóbicas” que se possa imaginar.

Contudo, podemos dizer que na prática, as mulheres já provaram capacidade para exercer qualquer profissão tão bem quanto os homens. E, para os “brutos, rústicos e sistemáticos” que não quiserem dar o braço a torcer, sugiro que pense em uma profissão (lícita, por favor) e faça uma busca no google. Certamente encontrará alguma mulher no posto.

Uma prova real deste fato é a infinidade de mulheres que cursaram (ou estão cursando aqui em nosso Instituto) cursos de pós-graduação em áreas que há pouco tempo eram exclusividade dos homens, como Engenharia de Segurança do Trabalho, Engenharia Ambiental, Engenharia de Segurança Contra Incêndio e Pânico, entre outras. Da mesma forma, existem homens ocupando postos que no passado foram exclusividade feminina. Fiquei surpreso na primeira vez que vi um pedagogo (homem) atuando como professor na educação infantil. Hoje isso é completamente comum e temos vários alunos (homens) que se especializaram (ou estão se especializando) em Psicopedagogia, Educação Infantil, entre outros, para atuarem como professores na educação infantil.

Mas, contudo, seria utopia imaginar que tudo são flores nesse caminho. Com toda a certeza (basta olhar em volta e confirmar isso) as mulheres ainda sofrem (e muito) com preconceitos e estereótipos ao se proporem a exercer profissões tradicionalmente masculinas. Ainda existem muitos gestores (e consequentemente instituições) com pensamentos e valores retrógrados a ponto de rejeitarem sequer a possibilidade de que uma mulher ocupe determinados postos de trabalho ou profissão. Mas ninguém pensou que seria fácil!

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